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casal baiano
Uma investigação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e autoridades europeias resultou na condenação de cinco brasileiros pelo Tribunal de Turim, na Itália. O grupo, que inclui um núcleo um casal que era originário de Salvador, foi sentenciado pelos crimes de tráfico de pessoas e exploração da prostituição. Os réus estavam detidos em território italiano desde abril de 2025.
Segundo o processo judicial, a organização criminosa recrutava brasileiros com promessas de trabalho ilegal na Europa. No entanto, ao chegarem à Itália, as vítimas eram submetidas a dívidas abusivas e coagidas ao exercício da prostituição local. O esquema envolvia a retenção de documentos e de valores obtidos pelas vítimas.
NÚCLEO DE SALVADOR
O núcleo central da quadrilha era composto por um casal de Salvador, que recebeu a maior sentença do grupo: nove anos e dez meses de reclusão. A cumplicidade estendia-se aos pais do homem, também condenados a sete anos e nove meses (pai) e cinco anos e seis meses (mãe) de prisão. Uma quinta envolvida foi sentenciada a seis anos e um mês de detenção.
A investigação teve um desdobramento decisivo após o relato de uma das vítimas. A partir daí, a Adidância da Polícia Federal em Roma passou a atuar em sintonia com unidades da PF no Brasil e a polícia italiana para desarticular a quadrilha.
Além das penas privativas de liberdade, a Justiça italiana determinou que todos os condenados sejam expulsos do país imediatamente após o cumprimento das sentenças. A Polícia Federal destaca que a cooperação internacional é uma das principais ferramentas no combate ao tráfico transnacional de pessoas, crime que frequentemente utiliza o sonho da imigração como armadilha para exploração e abusos.
Juliene Ferreira Lopes, 19 anos, e Lucas Ferreira Borges, 22 anos, estão desaparecidos desde a última terça-feira, 30 de abril, no município de Estrela, Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. A região em que o casal baiano estava é uma das afetadas pelos temporais que já deixaram 68 pessoas desaparecidas, 39 mortas e outras 74 feridas.
Eles se mudaram da Bahia para o Rio Grande do Sul para trabalhar, há cerca de seis meses. Ao g1 Bahia, a família de Juliene e Lucas contou que estava conversando com o casal desde quando as fortes chuvas começaram, até que na terça-feira perderam o contato.
Familiares dizem que a última informação que tiveram foi a de que Juliene e Lucas estavam num abrigo por conta das chuvas. A notícia foi contada pela própria Juliene em conversa com a irmã, Carol Lopes, ao telefone. Carol relatou que a jovem disse que precisaria desligar a chamada porque o abrigo estava sendo alagado e desde então a família não teve mais notícias.
A família afirma ter tentado contato com o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, mas não obteve retorno. Em resposta ao site, a Polícia Civil de Porto Alegre sinalizou ainda não ter os nomes das pessoas desaparecidas por conta da dificuldade de acesso e contato com as áreas isoladas pela chuva.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.