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O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia estadual vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA), formalizou a contratação de um escritório privado de arquitetura para a elaboração do projeto executivo de requalificação do Centro Cultural da Casa do Samba, localizado na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo baiano. A medida foi oficializada mediante publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
O contrato entre o Ipac, por meio da figura do diretor-geral Marcelo Ferreira Lemos Filho, com o escritório Land5 Arquitetura e Urbanismo Ltda, representada por João Paulo Zappelini, foi assinado nesta quarta-feira (8). Conforme a documentação, o escritório deve entregar o projeto inicial de reforma do centro cultural em até 9 meses, mediante o pagamento de R$251 mil pelo serviço.
O Centro Cultural da Casa do Samba fica localizado no centro histórico de Santo Amaro, área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade nacional de gestão e preservação do patrimônio histórico e artístico, vinculado ao Ministério da Cultura. O prédio em questão é o Solar do Conde de Subaé, imóvel histórico construído na década de 1820 às margens do Rio Subaé. O local é tombado desde 1979.
O local é a sede da Associação dos Sambadores e Sambadeiras e serve para reunião e divulgação do material audiovisual e também de pesquisas já produzidas sobre a expressão artística.
O contrato firmado pelo Ipac não fixa data final de entrega ou previsão para a aprovação do projeto arquitetônico do escritório contratado. A ação é apenas o primeiro passo do processo de reforma. Apenas após a conclusão e aprovação desse projeto arquitetônico é que o Estado poderá abrir uma nova licitação para contratar a empreiteira que executará as obras físicas.
Devido a atribuição do espaço como patrimônio histórico e cultural do país, a requalificação do espaço, apesar de financiada pelo governo estadual, deve contar com anuência e acompanhamento do Iphan para a garantia das diretrizes de manutenção do imóvel que possui mais de 200 anos.
A Casa do Samba de Roda de Dona Dalva lançou a primeira fase de uma campanha colaborativa para captar recursos para a construção da sede definitiva da instituição, localizada na cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano. Atualmente, a entidade que homenageia um dos principais nomes da manifestação cultural no país funciona em um imóvel alugado.
A ideia é que o novo espaço funcione como um centro de referência do samba de roda no Brasil, que é registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2004 e Obra prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade desde 2005.
O dinheiro arrecadado nesta etapa serão direcionados, explica a gestão da Casa do Samba, para a contratação de profissionais para elaboração do projeto arquitetônico, aquisição de materiais e mão de obra para iniciar a primeira etapa da construção, que será erguida em um terreno de 248,45m² de propriedade da Associação Cultural do Samba de Roda Dalva Damiana de Freitas. A iniciativa, que é tocada pela neta de Dona Dalva, Any Manuela Freitas, prevê a arrecadação de cerca de R$ 100 mil.
"Ficaremos imensamente gratos com a sua participação nesta grande missão de preservação de nossas memórias e originalidades", afirma a organização da campanha na plataforma de arrecadação (clique aqui para acessar e contribuir).
DALVA DAMIANA DE FREITAS
Reconhecida como a primeira doutora honoris causa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) pelo trabalho na preservação do samba, Dona Dalva Damiana tem 93 anos e é líder dos grupos Samba Mirim Flor do Dia e do do Samba Suerdick. A sua participação foi essencial para o tombamento do samba como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.
O Suedick, em especial, foi criado por ela e companheiras de trabalho quando trabalhavam na fábrica de charutos Suerdieck. Segundo o professor de Etnomusicologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Sandroni, em entrevista para a Rolling Stone em agosto deste ano, o grupo mostra a proximidade do samba de roda com o cruzamento de processos identitários, religiosos e econômicos da região do Recôncavo (veja aqui).
Além de Sambadeira, cantora e compositora, Dona Dalva também é integrante da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, sendo Procuradora Geral dos Festejos 2020 e Fundadora do Terno do Acarajé e do Terno de Reis Esperança da Paz.
A cidade de Santo Amaro, no Recôncavo baiano, recebe nesta segunda-feira (4) e na terça-feira (5), o projeto cultural “Chulas da Feira”, com uma programação que inclui shows e oficinas de música. O evento, que acontece na Casa do Samba, tem início às 10h, com um bate-papo e uma oficina gratuita sobre Chulas, voltada para adolescentes de 14 a 18 anos, e ministrada por Roberto Mendes e os músicos que o acompanham (João Mendes, Leonardo Mendes, Gustavo Caribé e Tedy Santana). Às 17h, acontece o seminário “Olhares do Patrimônio: valorização e preservação do patrimônio cultural imaterial através da oralidade”. A atividade contará com as presenças de Roberto Mendes, que falará sobre a “Chula do Recôncavo - Um panorama da identidade cultural por meio da história do nascimento do samba em Santo Amaro”; D. Dora, com o tema “Chula: a representação do cotidiano do povo do Recôncavo Baiano”; o professor Xavier Vatin, com o tema “O registro da memória por meio da oralidade”; o diretor do Ipac, João Carlos Oliveira, que irá debater a “Chula: Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia - A proteção e valorização que o registro é capaz de oferecer”. Já Às 19h30, acontece a apresentação do “Recôncavo Experimental”, na Praça da Purificação.
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Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.