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Artigos

Wenceslau Júnior
Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil
Foto: Eduardo Mafra

Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil

Conheci Salvador aos 18 anos, em 1988, quando fui morar na residência estudantil de Iaçu (BA), minha cidade natal. Ali, passei dois anos fazendo cursinho, quando, em 1990, fui para Ilhéus, fazer o curso de Direito na Fespi.

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

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O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

cartel do asfalto

Empresa acusada de chefiar cartel do asfalto mantém contratos de obras em rodovias na Bahia
Foto: Agência Brasil

Investigada por suspeitas de fraudes em licitações e apontada como uma das protagonistas de um suposto cartel no setor de asfalto, a construtora LCM mantém contratos para execução de obras e serviços de manutenção em rodovias federais que cortam a Bahia.

 

De acordo com investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a LCM Construções é a principal articuladora do esquema. A empreiteira reúne contratos que somam aproximadamente R$ 17 bilhões, com pagamentos superiores a R$ 12 bilhões.

 

As empresas utilizaram sociedades em conta de participação para repassar obras. A prática, vedada em licitações públicas, permite a atuação de sócios “ocultos”, que não aparecem formalmente nos contratos firmados com o poder público.

 

O levantamento feito pelo Bahia Notícias, a partir de dados do Portal da Transparência do Governo Federal, mostra que a empresa participa de ao menos seis contratos vinculados à superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado.

 

OBRAS NAS PRINCIPAIS RODOVIAS
A licitação mais antiga, firmada em 2014 e prorrogada até 2027, prevê a execução de obras de duplicação, implantação de vias laterais e restauração em trecho da BR-116. O valor da obra é de R$ 176,7 milhões. Apesar de ter o nome de apenas uma empresa, a obra envolve um consórcio com mais duas empreiteiras.

 

O contrato, que atravessa ao menos quatro governos federais e teve sua vigência prorrogada por mais de uma década, abrange um trecho de cerca de 98 quilômetros, entre a divisa de Pernambuco e Bahia, na região de Ibó, e a divisa da Bahia com Minas Gerais, incluindo o subtrecho entre a BR-235 e a BA-220, em Euclides da Cunha.

 

Outra licitação firmada pela construtora envolve serviços de manutenção e recuperação da BR-030, no trecho entre a divisa de Goiás e Bahia e o município de Campinho. Com vigência entre fevereiro de 2025 e julho de 2028, o contrato prevê intervenções ao longo de 96,6 quilômetros da rodovia e tem valor estimado em R$ 35,1 milhões.

 

A empresa também mantém um segundo contrato na BR-030, firmado em 2023, que prevê a execução de serviços de conservação e recuperação em um trecho de 77,7 quilômetros entre Ubaitaba e Campinho. Com vigência até setembro de 2026, o valor é de aproximadamente R$ 29,8 milhões.

 

Na BR-235, a LCM assumiu em dezembro de 2024 para a execução de serviços de manutenção rodoviária em trechos que conectam a Bahia a outros estados do Nordeste. As intervenções abrangem acessos nos municípios de Juazeiro e Uauá, incluindo segmentos que ligam as divisas da Bahia com Sergipe, Pernambuco e Piauí. O contrato tem vigência até 2028 e valor estimado em R$ 48,9 milhões.

 

A construtora também figura como contratada em obra de manutenção e recuperação da BR-324, uma das principais rodovias federais da Bahia. O contrato de R$ 35 milhões, firmado em maio de 2025, prevê intervenções em trecho entre a divisa do Piauí com a Bahia e a capital Salvador, incluindo segmentos que passam por Feira de Santana. A vigência vai até março de 2026.

 

PONTE JEQUITINHONHA
Além das rodovias federais, a empresa integra contrato emergencial relacionado à manutenção do desvio provisório da ponte sobre o Rio Jequitinhonha. O objeto prevê serviços de conservação e recuperação em um conjunto de rodovias estaduais e federais, totalizando cerca de 73 quilômetros. O valor do contrato foi atualizado em R$ 32,5 milhões, conforme dados do Portal da Transparência.

 

Em nota, o DNIT informou que vem colaborando integralmente com as investigações para a completa elucidação dos fatos e "repudia qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção". A administração do DNIT ainda ressaltou que não tem ingerência direta na elaboração ou no envio de propostas pelas empresas participantes dos processos licitatórios. 

Cartel no setor do asfalto teria atuado em um terço das licitações do DNIT
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Um grupo de empresas é suspeito de integrar um cartel no setor de asfalto. Segundo apuração do portal UOL, os empreendimentos concentram contratos bilionários de pavimentação firmados com o governo desde 2015.

 

As companhias investigadas participaram de cerca de um terço das licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e firmaram mais de 170 contratos entre 2023 e 2025, com valor mínimo estimado em R$ 9 bilhões.

 

De acordo com investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a LCM Construções é uma das protagonistas do esquema. A empreiteira reúne contratos que somam aproximadamente R$ 17 bilhões, com pagamentos superiores a R$ 12 bilhões.

 

A empresa e seu controlador, Luiz Otávio Fontes Junqueira, também são alvos da operação Route 156, que apura suspeitas de fraude em licitações no Amapá. Um suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi citado na investigação.

 

Segundo os investigadores, as empresas utilizaram sociedades em conta de participação para repassar obras — prática vedada em licitações públicas. Esse tipo de sociedade permite a atuação de sócios “ocultos”, que não aparecem formalmente nos contratos firmados com o poder público.

 

Em alguns casos, segundo o Cade, as empresas repassaram quase a totalidade dos contratos à LCM por meio desse mecanismo.

 

Em nota ao UOL, a LCM afirmou que não participou de práticas anticoncorrenciais e que prestará esclarecimentos ao Cade. O Dnit informou que coopera com as investigações e mantém mecanismos internos de controle para apurar irregularidades.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Hilton Coelho

Hilton Coelho
Foto: Reprodução Antena 1 Salvador

"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"

 

Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.

Podcast

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