Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
carragenana
Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), mostrou que um novo biomaterial, produzido com colágeno e a substância extraída de algas, carragenana, pode gerar respostas mineralizantes de células ósseas in vitro e ter potencial para substituir ossos naturais em implantes realizados para tratar traumas ou patologias, como osteossarcoma.
Atualmente, o padrão-ouro para implantes ósseos é a utilização de materiais autógenos, ou seja, retirados do corpo do próprio paciente. Esse processo, no entanto, carrega dificuldades: requer uma cirurgia adicional, com o risco de infecções, e nem sempre pode ser utilizado em grandes áreas.
O novo biomaterial, citado na revista Biomacromolecules, foi contruído por pesquisadores do Laboratório de Físico-Química de Superfícies e Colóides da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP (FFCLRP-USP) apoiados pela FAPESP.
O principal ponto para ultrapassar esses problemas é o disseminação de materiais artificiais que repliquem com similaridade, segurança e eficiência a complexidade da estrutura óssea, como este composto de colágeno tipo um (proteína mais abundante na matriz óssea). A proteína é proveniente de bovinos ou suínos e de carragenana.
Essa última substância está assemelhada ao sulfato de condroitina, que é um dos compostos que estão nos ossos naturais e tem o papel de organizar e mineralizar a matriz óssea e promover a adesão celular.
Para testar a viabilidade e potencial do Biomaterial, cientistas mantiveram em laboratório osteoblastos (células responsáveis pela formação da matriz óssea mineralizada) de duas formas: apenas com colágeno e com colágeno e carragenana.
Através de Imagens de microscópio da cultura de osteoblastos com colágeno e carragenana foi possível enxergar a presença de uma rede densa e uniforme de fibras entrelaçadas em sua superfície e fibrilas de colágeno com alinhamento semelhante aos tecidos conjuntivos densos.
Os cientistas apontaram também aumento na expressão de genes codificadores de proteínas relacionadas à mineralização óssea, como fosfatase alcalina (Alp), sialoproteína óssea (Bsp), osteocalcina (Oc) e osteopontina (Opn).
“Nossos resultados mostraram que a combinação de carragenana e colágeno estimulou melhor as respostas mineralizantes das células do que apenas o colágeno, validando in vitro a hipótese de que a presença de um componente semelhante quimicamente e estruturalmente a um dos compostos encontrados nos ossos junto com o colágeno é fundamental no processo”, disse Ana Paula Ramos, professora do Departamento de Química da FFCLRP-USP e coordenadora do estudo.
Entre as principais vantagens, a especialista ressaltou a abundância, baixo custo e a questão de ser um material de fonte renovável, que garante compatibilidade com o conceito de química verde, ramo da química que busca reduzir o uso de substâncias poluentes ou que possam comprometer o meio ambiente.
O objetivo agora é realizar testes para avaliar a possibilidade e a segurança de preencher qualquer tipo de defeito ósseo com esse biomaterial.”
As informações são da Fapesp
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.