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carragenana
Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), mostrou que um novo biomaterial, produzido com colágeno e a substância extraída de algas, carragenana, pode gerar respostas mineralizantes de células ósseas in vitro e ter potencial para substituir ossos naturais em implantes realizados para tratar traumas ou patologias, como osteossarcoma.
Atualmente, o padrão-ouro para implantes ósseos é a utilização de materiais autógenos, ou seja, retirados do corpo do próprio paciente. Esse processo, no entanto, carrega dificuldades: requer uma cirurgia adicional, com o risco de infecções, e nem sempre pode ser utilizado em grandes áreas.
O novo biomaterial, citado na revista Biomacromolecules, foi contruído por pesquisadores do Laboratório de Físico-Química de Superfícies e Colóides da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP (FFCLRP-USP) apoiados pela FAPESP.
O principal ponto para ultrapassar esses problemas é o disseminação de materiais artificiais que repliquem com similaridade, segurança e eficiência a complexidade da estrutura óssea, como este composto de colágeno tipo um (proteína mais abundante na matriz óssea). A proteína é proveniente de bovinos ou suínos e de carragenana.
Essa última substância está assemelhada ao sulfato de condroitina, que é um dos compostos que estão nos ossos naturais e tem o papel de organizar e mineralizar a matriz óssea e promover a adesão celular.
Para testar a viabilidade e potencial do Biomaterial, cientistas mantiveram em laboratório osteoblastos (células responsáveis pela formação da matriz óssea mineralizada) de duas formas: apenas com colágeno e com colágeno e carragenana.
Através de Imagens de microscópio da cultura de osteoblastos com colágeno e carragenana foi possível enxergar a presença de uma rede densa e uniforme de fibras entrelaçadas em sua superfície e fibrilas de colágeno com alinhamento semelhante aos tecidos conjuntivos densos.
Os cientistas apontaram também aumento na expressão de genes codificadores de proteínas relacionadas à mineralização óssea, como fosfatase alcalina (Alp), sialoproteína óssea (Bsp), osteocalcina (Oc) e osteopontina (Opn).
“Nossos resultados mostraram que a combinação de carragenana e colágeno estimulou melhor as respostas mineralizantes das células do que apenas o colágeno, validando in vitro a hipótese de que a presença de um componente semelhante quimicamente e estruturalmente a um dos compostos encontrados nos ossos junto com o colágeno é fundamental no processo”, disse Ana Paula Ramos, professora do Departamento de Química da FFCLRP-USP e coordenadora do estudo.
Entre as principais vantagens, a especialista ressaltou a abundância, baixo custo e a questão de ser um material de fonte renovável, que garante compatibilidade com o conceito de química verde, ramo da química que busca reduzir o uso de substâncias poluentes ou que possam comprometer o meio ambiente.
O objetivo agora é realizar testes para avaliar a possibilidade e a segurança de preencher qualquer tipo de defeito ósseo com esse biomaterial.”
As informações são da Fapesp
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.