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Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (16), o senador Carlos Viana (PSD-MG), fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ter determinado que não fosse permitido o ingresso de parlamentares no plenário. No vídeo, Viana, que é candidato à reeleição, mostrou que a porta do plenário estava fechada e que os funcionários foram orientados a não deixar nenhum senador entrar.
“Olha o que está acontecendo no Senado, trancaram todas as portas do plenário, para que os senadores não entrem e possam falar sobre o que está acontecendo e fazer seu trabalho em Brasília. É o presidente dessa Casa quem decide tudo isso. E ele tem explicações a dar, sabe que tem senadores aqui que não concordam com essa omissão, com essa covardia do Senado, então ele mantém as portas fechadas”, acusou o senador mineiro.
Carlos Viana disse que foi informado pelos servidores que a presidência do Senado determinou que as portas fossem trancadas, pelo fato de não ter nenhuma sessão marcada até a primeira semana de outubro. Na semana passada, Viana esteve no plenário e gravou vídeo sentado na cadeira de Alcolumbre, fazendo duras críticas ao presidente do Senado por não colocar em votação pedidos de abertura de impeachment de ministros do STF.
“Há 20 dias tento o diálogo com o presidente Alcolumbre. Levei à presidência as questões mais graves que esta Casa enfrenta. Dei prazo. Protocolei. Esperei. A resposta veio hoje, na forma de uma porta trancada. O presidente do Senado não dialoga, ele tranca. Porta fechada é medo de ser exposto”, afirmou o senador.
Em outro vídeo, Carlos Viana lançou sua candidatura a presidente do Senado em 2027, e prometeu criar nova CPMI para investigar o INSS e também sobre o Banco Master, além de colocar em votação diversos pedidos de impeachment de ministros do STF.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou em suas redes sociais que irá protocolar, nesta quarta-feira (9), um pedido de impeachment do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viana, que foi presidente da CPMI do INSS, considera que o ministro incorreu em crime de responsabilidade, após decidir, monocraticamente, reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.
Viana questionou o fato de Dino ter determinado individualmente a reintegração da cúpula da Polícia Federal após a decisão do ministro André Mendonça pelo afastamento dos dois integrantes.
“Estou entrando com pedido de impeachment do ministro Flávio Dino. Uma decisão individual, proferida em outro processo, determinou a reintegração da cúpula da Polícia Federal depois de três ministros da Segunda Turma terem acompanhado o afastamento”, afirmou.
A decisão de Mendonça havia sido acompanhada por três ministros da Segunda Turma do STF. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.
Nas redes sociais, o senador Carlos Viana afirmou que o Senado precisa reagir à decisão e convocou outros parlamentares a pressionarem pela análise do caso.
“Não podemos continuar assistindo, em silêncio, a uma crise institucional dessa dimensão. Estou fazendo a minha parte. Agora preciso de vocês. O Senado precisa agir. Hoje”, declarou.
O parlamentar também cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reabra o plenário e coloque em votação pedidos de impeachment que se encontram paralisados. Carlos Viana fez um apelo para que os senadores se dirijam a Brasília para cobrar de Alcolumbre a realização da sessão e a abertura de um processo de impeachment.
“Isso precisa ser enfrentado pelo Senado. E eu preciso do apoio do Brasil e dos meus colegas senadores. Cobre o senador do seu estado. Venham para Brasília”, disse.
Além de exigir a abertura do processo de impeachment, Carlos Viana vem cobrando a retomada das reuniões do Conselho de Ética do Senado. O colegiado não se reúne desde julho de 2024. O senador representou contra o presidente do Senado, e quer aprovar no Conselho o afastamento de Alcolumbre.
Vence às 12h desta quinta-feira (3) o prazo dado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG) para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque em votação um dos mais de 50 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses pedidos foi protocolado pelo próprio Viana, na última terça (1º).
Em entrevista coletiva, Carlos Viana, que foi o presidente da CPMI Mista do INSS, deu um ultimato a Alcolumbre para que parasse de se omitir e desse o “encaminhamento institucional” aos pedidos de impeachment. O senador disse que se até o prazo desta quinta os pedidos seguissem sem qualquer avanço, ele irá apresentar formalmente medidas para buscar o afastamento de Alcolumbre da Presidência da Casa, alé de dizer que pedirá aos demais senadores o impeachment do próprio presidente do Senado.
A nova denúncia contra Moraes foi protocolado por Viana depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. O senador sustenta que os elementos justificam a apuração de possível crime de responsabilidade e que o Senado não pode novamente enterrar o caso sem examiná-lo.
“Não se trata de condenar Moraes antecipadamente, mas de abrir o procedimento constitucional, preservar as provas e assegurar ao ministro o direito de defesa”, disse Carlos Viana.
O parlamentar afirma que a Constituição delega ao Senado processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. Para ele, Alcolumbre, ao transformar essa competência em uma gaveta pessoal, estaria impedindo que os demais senadores possam exercer as suas prerrogativas.
“Durante anos entregaram a chave do Senado. Chega”, dosse Viana. Segundo ele, essa chave não pertence ao Supremo nem ao governo, mas ao povo brasileiro. O recado a Alcolumbre foi direto: “exerça a autoridade conferida ao Senado ou deixe a Presidência”.
A ação que o senador Carlos Viana pode vir a tomar seria a apresentação de uma representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A representação deve acusar Alcolumbre por obstruir investigações, impedir a instalação de comissões parlamentares de inquérito e engavetar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do STF.
A determinação de Viana em contestar o presidente do Senado esbarra, entretanto, na falta de movimentação e na estrutura do Conselho de Ética. O órgão é presidido pelo senador Jayme Campos (União-MT), aliado do presidente do Senado, e na composição do Conselho, um dos 15 membros titulares é o próprio Davi Alcolumbre.
Outro fator que deve complicar o andamento de uma futura representação contra o presidente do Senado é o fato de o Conselho não se reunir desde 2024. A última sessão do Conselho ocorreu no dia 9 de julho de 2024, o que corresponde a mais de dois anos sem qualquer deliberação.
Uma eventual representação de Carlos Viana não seria a primeira contra Davi Alcolumbre. Já existem no Conselho de Ética outras representações apresentadas contra ele, também pela falta de ação na análise e prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou nesta terça-feira (1°) um novo pedido de impeachment por crime de responsabilidade contra o ministro Alexandre de Moraes. Viana foi o presidente da CPI dos Correios, e segundo ele, os parlamentares foram impedidos de ter acesso a informações que hoje são reveladas sobre as relações entre Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Em entrevista coletiva, Carlos Viana disse que iria cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a abertura do processo de impeachment contra Alexandre de Moraes. O senador mineiro afirmou que Alcolumbre não pode continuar se omitindo de cumprir a Constituição e investigar denúncias contra Moraes sob pena de ele mesmo sofrer processo por prevaricação.
"Quem usa a cadeira para blindar autoridade investigada perde a legitimidade para continuar sentado nela. Ou abre o procedimento contra Moraes ou responderá por escolher a omissão”, disse Viana.
A situação voltou a escalar após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos de uma investigação da Polícia Federal que envolve Alexandre de Moraes. O material registra uma série de diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro do STF, com tratativas sobre dinheiro, pressão sobre autoridades, contratos privados e até mesmo conselhos a respeito de fuga do Brasil.
Além de Carlos Viana, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também afirmou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra o ministro. A senadora defendeu que Moraes se afaste voluntariamente do cargo até a conclusão das investigações.
No plenário do Senado, o senador Magno Malta (PL-ES) exigiu que Alcolumbre abrisse um processo de impeachment, e disse que a omissão envergonha a casa.
"Esse Senado é frouxo, é o que eu mais escuto nas ruas. Quem vai parar esse Moraes?", questionou Malta. Alcolumbre não respondeu ao senador.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou nesta quinta-feira (19) que enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) com questionamento sobre quem utiliza o número funcional que recebeu mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A conversa de Vorcaro com alguém do STF se deu antes do dono do Master ser preso.
“O relatório oficial que nos foi enviado é que o número é do STF. Está confirmado oficialmente que o senhor Vorcaro tinha acesso a alguém do STF”, apontou Viana, ao dizer que a CPMI recebeu um relatório do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel), que confirmou que o contato de Vorcaro se deu com um número funcional do STF.
Viana disse que o relatório entregue pelo Sittel à CPMI do INSS indica que o número funcional do STF teria começado a operar no dia 22 de fevereiro de 2017. A data é exatamente um mês anterior à posse do ministro Alexandre de Moraes, indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB) em 6 de fevereiro de 2017. O Sittel é um sistema desenvolvido pelo Ministério Público Federal (MPF).
“Não posso fazer uma afirmação de qual ministro é, uma vez que nós, naturalmente, vamos oficiar o STF para que nós tenhamos esta informação e a clareza de com quem estava o número no dia em que a comunicação feita”, explicou o presidente da CPMI do INSS.
De acordo com reportagem publicada pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria mandado mensagens ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, no dia em que foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. A conversa teria se dado por meio desse telefone funcional que agora a CPMI do INSS quer saber quem utilizava.
O jornal O Globo apresenta prints de conversas atribuídas a Vorcaro e Moraes. A reportagem afirma que às 17h22 do dia 17 de novembro, algumas horas antes da operação da Polícia Federal que resultou na prisão do empresário, ainda no ano passado, Vorcaro teria mandado para Moraes: “Conseguiu bloquear?”.
A matéria do jornal O Globo afirma que a conversa atribuída aos dois foi encontrada pela PF no celular de Vorcaro.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Carlos Viana (Podemos) e o Senado prestem esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na destinação de R$ 3,6 milhões por meio das chamadas “emendas PIX” à Fundação Oasis, igada à Igreja Batista da Lagoinha
A decisão foi tomada após os deputados Pastor Henrique Vieira (PSOL) e Rogério Correia (PT) acionarem o Supremo. Eles apontam que o atual presidente da CPMI do INSS realizou repasses à fundação, liderada pelo pastor André Valadão. Dino estabeleceu prazo de cinco dias úteis para o envio das informações.
A Igreja Batista da Lagoinha também tem suspeita de ligação com o banco Master em razão da relação entre o ex-pastor Fabiano Zettel, cunhado do controlador Daniel Vorcaro. Zettel é cunhado do empresário e apontado como operador financeiro e figura central do esquema pelas investigações.
De acordo com os parlamentares, os repasses podem contrariar regras estabelecidas pelo Supremo para garantir transparência, rastreabilidade e efetividade no uso de recursos indicados por deputados e senadores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.