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capitao toddy
O ex-capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a um total de 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão em quatro ações penais julgadas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.
As condenações envolvem crimes de corrupção passiva e peculato relacionados ao uso de recursos públicos para atender a interesses particulares. O ex-oficial, conhecido também como Capitão Toddy, segue preso desde janeiro do ano passado.
A condenação mais recente foi proferida nesta quinta-feira (8), com pena de 18 anos e quatro meses de prisão.
Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), o policial recebeu vantagens indevidas para direcionar agentes e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, na Costa do Descobrimento, além de antecipar informações sobre fiscalizações. Foram identificadas 74 transferências, que somaram R$ 102 mil.
Em junho deste ano, o capitão também foi condenado. Neste caso a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão por receber vantagens em troca do direcionamento de policiais e viaturas para a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde, também em Santa Cruz Cabrália.
As outras duas condenações ocorreram em maio e setembro do ano passado. Na primeira, ele recebeu pena de seis anos, dois meses e oito dias por corrupção passiva, após intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrar vantagem pela atuação.
Na segunda, foi condenado a cinco anos, um mês e 27 dias pelo mesmo crime.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), do MPBA. O capitão segue preso preventivamente desde janeiro do ano passado.
Dois ex-policiais militares da Bahia foram condenados por crimes de corrupção passiva, em decisões proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador, a pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). Em ambas as condenações, cabe recurso das defesas dos réus.
Um dos ex-policiais é o Fabrício Carlos Santiago dos Santos, conhecido como “Capitão Toddy”, pelo crime de corrupção passiva a uma pena de seis anos, dois meses e oito dias de prisão, além da perda do cargo e da patente. O nome do capitão era envolvido em situações atípicas.
A ação foi originada a partir de uma denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), que apontou o envolvimento do oficial em um esquema de recebimento sistemático de propinas.
O outro ex-policial foi condenado a quatro anos, um mês e 23 dias de prisão. A pena é resultado de vantagens indevidas exigidas no exercício de sua função e deverá ser cumprida em estabelecimento penal a ser definido pelo Juízo de Execuções.
Conforme a ação penal militar, o réu, em 24 de abril de 2016, na rotatória do CIA, recebeu indevidamente de uma mulher a quantia de R$ 300 para não praticar ato de ofício, após uma abordagem de rotina. Na ocasião, o ex-policial observou que o capacete utilizado pela mulher não possuía o selo do Inmetro, estando em desacordo com as normas de trânsito.
RELEMBRE O CASO
O ex-capitão se envolveu em uma esquema de corrupção, após o Metrópoles revelar mensagens trocadas via WhatsApp entre o Capitão Fabrício Santiago e comerciantes, reveladas pelo Metrópoles, integram a apuração do MP-BA.
Nas conversas, o oficial, que está preso preventivamente, negociava desde a liberação de som alto em eventos até a “vista grossa” para veículos com irregularidades na cidade de Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul da Bahia.


Imagem de registro de tela | Foto: Reprodução / Metrópoles
As investigações do Gaeco revelaram um "acerto" semanal do capitão com o dono de uma distribuidora de bebidas, que pagava propina para manter música alta até por volta das 5h sem ser incomodado pela PM baiana. A prática criminosa era tão banalizada que o capitão enviava suas próprias “figurinhas” – com sua imagem – para agradecer e ridicularizar a situação, referindo-se constantemente à propina recebida como “Toddy”.
Imagem de registro de tela do uso de figurinhas no caso | Foto: Reprodução / Metrópoles
Segundo a denúncia da Promotoria de Justiça Militar, o oficial se aproveitava de sua função pública para exigir ou receber vantagens indevidas de forma reiterada, o que ficou caracterizado como prática continuada de corrupção. A pena deverá ser cumprida em regime inicial semiaberto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.