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cancer de testiculo
O Brasil registrou cerca de 4,1 mil mortes por câncer de testículo na última década, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com base em dados do Ministério da Saúde. No mesmo período, foram realizadas aproximadamente 17 mil cirurgias para retirada do testículo por causa da doença.
De acordo com a SBU, o câncer de testículo representa cerca de 5% dos tumores urológicos e atinge principalmente homens jovens, em idade reprodutiva. Ao todo, 61% das mortes registradas nos últimos dez anos ocorreram entre pessoas de 20 a 39 anos.
Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, a entidade promove neste mês a campanha Abril Lilás. A detecção antecipada aumenta significativamente as chances de cura.
“O câncer de testículo não deve ser um tabu. O autoconhecimento é uma ferramenta importante. A recomendação é que o homem observe o próprio corpo e, ao perceber qualquer alteração, procure um urologista. Quando identificado no início, as chances de cura passam de 95%”, afirmou o presidente da SBU, Roni de Carvalho Fernandes.
A campanha do Abril Lilás promove a conscientização sobre o câncer de testículo. Apesar de raro, esse tipo de câncer tem sua maior incidência entre homens com idade entre 15 e 35 anos. Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-BA) está apoiando uma campanha da SBU Nacional, que tem divulgado informações sobre os sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz.
Conforme o urologista e presidente da SBU-BA, Dr. Humberto Ferraz, ao longo do mês de abril, a SBU Nacional estará promovendo lives e programação científica abordando o tema.
"Todas essas ações têm como conscientizar a população mundial sobre os cuidados de prevenção da segunda doença que mais mata pessoas em todo o mundo: o câncer. Embora seja um câncer incomum, o câncer de testículo é dramático justamente por acometer o homem jovem e, quando diagnosticado cedo, tem taxas de cura tão elevadas. A conscientização é essencial", explica.
SINAIS E SINTOMAS
Entre os principais sinais e sintomas de alerta para a condição, estão a presença de caroço ou inchaço em um dos testículos, mesmo sem dor, alterações na textura dos testículos, desconforto na parte baixa da barriga ou costas, além de fraqueza, tosse e falta de ar.
"É essencial que os homens estejam atentos a esses sinais e, caso os identifiquem, procurem imediatamente um médico. O diagnóstico precoce é fundamental", aponta o urologista.
Ainda segundo o especialista, o autoexame é uma maneira simples e eficaz para detecção de possíveis alterações nos testículos. Ele deve ser realizado em pé, durante o banho, ou em frente ao espelho, apalpando os testículos, comparando um lado e outro e verificando se há diferenças, sobretudo algum nódulo endurecido, alteração de tamanho entre eles, dor no abdômen, na virilha ou no escroto. "É algo que deve ser incentivado e orientado desde cedo. E, em caso de dúvidas, o urologista deve ser procurado".
FATORES DE RISCO
Entre os fatores de risco para a condição, se destacam o histórico familiar da doença, algumas alterações genéticas, casos de homens que receberam radiação por tratamento ou por ocupação, além de criptorquidia, casos em que o testículo está ausente na bolsa ou que precisou ser descido com cirurgia.
NÚMEROS TENDEM A CRESCER
De acordo com dados do Atlas de Mortalidade do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 3.700 homens morreram no Brasil entre 2012 e 2021 devido à doença. Nos últimos cinco anos, foram realizadas mais de 25 mil cirurgias para retirada de um ou ambos os testículos, segundo o Ministério da Saúde.
Um estudo publicado na revista científica BMC Urology aponta que o Brasil apresenta tendência a crescimento das taxas de mortes provocadas pelo câncer de testículo. Os pesquisadores analisaram as taxas de óbitos em razão da doença de 2001 a 2015 e calcularam as estimativas de mortalidade por um período de 15 anos (2016 a 2030). Os resultados indicam que haverá um aumento de 26,6% no número de óbitos de 2026 a 2030, quando comparado com o período de 2011 a 2015.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fabíola Mansur
"As pessoas estão fazendo apenas matemática eleitoral, que a gente chama pragmatismo político, e esqueceram o programa político. É preciso ter uma identidade".
Disse a deputada estadual Fabíola Mansur (PV) ao criticar a falta de preocupação com pautas ideológicas na política.