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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

cancer de testiculo

Brasil registra 4,1 mil mortes por câncer de testículo em 10 anos; casos atingem jovens
Foto: Bruno Concha/Secom

O Brasil registrou cerca de 4,1 mil mortes por câncer de testículo na última década, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com base em dados do Ministério da Saúde. No mesmo período, foram realizadas aproximadamente 17 mil cirurgias para retirada do testículo por causa da doença.

 

De acordo com a SBU, o câncer de testículo representa cerca de 5% dos tumores urológicos e atinge principalmente homens jovens, em idade reprodutiva. Ao todo, 61% das mortes registradas nos últimos dez anos ocorreram entre pessoas de 20 a 39 anos.

 

Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, a entidade promove neste mês a campanha Abril Lilás. A detecção antecipada aumenta significativamente as chances de cura.

 

“O câncer de testículo não deve ser um tabu. O autoconhecimento é uma ferramenta importante. A recomendação é que o homem observe o próprio corpo e, ao perceber qualquer alteração, procure um urologista. Quando identificado no início, as chances de cura passam de 95%”, afirmou o presidente da SBU, Roni de Carvalho Fernandes.

Campanha conscientiza sobre cuidados com câncer de testículo; saiba mais
Foto: Darko Djurin/Pixabay

A campanha do Abril Lilás promove a conscientização sobre o câncer de testículo. Apesar de raro, esse tipo de câncer tem sua maior incidência entre homens com idade entre 15 e 35 anos. Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-BA) está apoiando uma campanha da SBU Nacional, que tem divulgado informações sobre os sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

 

Conforme o urologista e presidente da SBU-BA, Dr. Humberto Ferraz, ao longo do mês de abril, a SBU Nacional estará promovendo lives e programação científica abordando o tema.

 

"Todas essas ações têm como conscientizar a população mundial sobre os cuidados de prevenção da segunda doença que mais mata pessoas em todo o mundo: o câncer. Embora seja um câncer incomum, o câncer de testículo é dramático justamente por acometer o homem jovem e, quando diagnosticado cedo, tem taxas de cura tão elevadas. A conscientização é essencial", explica.

 

SINAIS E SINTOMAS 

Entre os principais sinais e sintomas de alerta para a condição, estão a presença de caroço ou inchaço em um dos testículos, mesmo sem dor, alterações na textura dos testículos, desconforto na parte baixa da barriga ou costas, além de fraqueza, tosse e falta de ar.

 

"É essencial que os homens estejam atentos a esses sinais e, caso os identifiquem, procurem imediatamente um médico. O diagnóstico precoce é fundamental", aponta o urologista.

 

Ainda segundo o especialista, o autoexame é uma maneira simples e eficaz para detecção de possíveis alterações nos testículos. Ele deve ser realizado em pé, durante o banho, ou em frente ao espelho, apalpando os testículos, comparando um lado e outro e verificando se há diferenças, sobretudo algum nódulo endurecido, alteração de tamanho entre eles, dor no abdômen, na virilha ou no escroto. "É algo que deve ser incentivado e orientado desde cedo. E, em caso de dúvidas, o urologista deve ser procurado".

 

FATORES DE RISCO 

Entre os fatores de risco para a condição, se destacam o histórico familiar da doença, algumas alterações genéticas, casos de homens que receberam radiação por tratamento ou por ocupação, além de criptorquidia, casos em que o testículo está ausente na bolsa ou que precisou ser descido com cirurgia.

 

NÚMEROS TENDEM A CRESCER 

De acordo com dados do Atlas de Mortalidade do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 3.700 homens morreram no Brasil entre 2012 e 2021 devido à doença. Nos últimos cinco anos, foram realizadas mais de 25 mil cirurgias para retirada de um ou ambos os testículos, segundo o Ministério da Saúde.

 

Um estudo publicado na revista científica BMC Urology aponta que o Brasil apresenta tendência a crescimento das taxas de mortes provocadas pelo câncer de testículo. Os pesquisadores analisaram as taxas de óbitos em razão da doença de 2001 a 2015 e calcularam as estimativas de mortalidade por um período de 15 anos (2016 a 2030). Os resultados indicam que haverá um aumento de 26,6% no número de óbitos de 2026 a 2030, quando comparado com o período de 2011 a 2015.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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