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Já rebaixado para a segunda divisão, o Alagoinhas Atlético Clube encerrou sua participação na primeira fase do Campeonato Baiano de 2026 no último sábado (21), após ser derrotado por 4 a 2 pelo Bahia. Este resultado marca a terceira queda da equipe em sua história.
O descenso ocorre apenas quatro anos após a conquista do seu segundo título estadual consecutivo. Na atual edição do Baianão, o Carcará terminou na lanterna da tabela. A confirmação matemática do rebaixamento veio precocemente, na sétima rodada, após a derrota para o Jacuipense. O desempenho técnico da equipe foi crítico, acumulando um aproveitamento inferior a 20% dos pontos disputados.
A trajetória de oscilações do Atlético na elite estadual registra agora três capítulos negativos:
- 1995: O primeiro rebaixamento desde sua fundação em 1970.
- 2013: A segunda queda, que resultou em um hiato de cinco anos na divisão de acesso.
- 2026: O terceiro rebaixamento, encerrando um ciclo de oito anos ininterruptos na Série A.
Entre os êxitos recentes, o clube de Alagoinhas ostenta o título da segunda divisão em 2018 (que garantiu o retorno à elite em 2019) e o histórico bicampeonato do Baianão em 2021 e 2022, os primeiros títulos de primeira divisão de sua história.
Como de costume, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) deve publicar o calendário da Série B de 2027 no último trimestre deste ano, período em que o clube poderá formalizar sua inscrição para buscar o acesso.
Vale ressaltar que ainda resta uma vaga no Z2 do Baianão 2026. Atualmente, Barcelona de Ilhéus, Bahia de Feira, Galícia, Juazeirense e Jacuipense seguem na luta para evitar a última vaga do rebaixamento.
Nesta segunda-feira (3), a Federação Bahiana de Futebol anunciou o novo formato do Campeonato Baiano, que será implementado em 2026. Durante a coletiva de imprensa, Ricardo Lima, presidente da entidade, revelou como ocorreu a conversa da instituição com os clubes que participam do torneio, no momento de decisão do novo regulamento do torneio.
"Na verdade, já vinhamos dialogando. Nós recebemos três modelos de fórmula e chegamos a um denominador comum antes do arbitral reunir todos eles já. Mostramos os prós e os contras e decidimos seguir pela unanimidade. Que o campeonato siga crescendo como um produto grandioso do futebol baiano", completou.
Além disso, o presidente ainda relatou o processo de acordar a mudança, e desejou que a melhor equipe do campeonato fique com o troféu.
"Estamos nos adequando, são 11 datas e precisamos cortar uma data de final e semifinal. Exaurimos todas as dúvidas, dialogamos e conseguimos uma fórmula que atende a todos. A mudança é praticamente mínima. Que leve o título aquela equipe que realmente jogar bola", disse o gestor.
Ao ser questionado sobre a qualidade do novo calendário do futebol baiano, Ricardo afirmou que, apesar de ter menos dias, o nível do esporte local não diminuiu.
"Sem dúvidas seguimos com um calendário forte. Estamos testando um novo modelo. Você tira o desejo dos clubes de jogarem em casa nas fases mais agudas, mas a gente tenta compensar de uma outra forma. Para melhorar isso, decidimos que a renda será dividida entre as equipes e a vantagem será do mando de campo. Claro que preferíamos mais datas, mas, precisamos encarar a realidade e atender o que está disposto para o calendário dos estaduais", finalizou.
Com menos disponibilidade de dias, a competição estadual tem data de início marcado para 11 de janeiro e a final está programada para o dia 8 de março.
O Jacobina Esporte Clube confirmou seu rebaixamento para a Série B do Campeonato Baiano após ser derrotado por 3 a 0 pelo Atlético de Alagoinhas, na noite da última quarta-feira (19), no Estádio José Rocha. Com o resultado, a equipe se manteve na vice-lanterna da competição e não tem mais chances matemáticas de evitar a queda.
A campanha do Jegue da Chapada na primeira fase do estadual foi marcada por um desempenho abaixo do esperado. Em oito jogos, o time não venceu nenhuma partida, somando três empates e cinco derrotas. Além disso, sofreu 21 gols e terminou com um saldo negativo de -15.
Mesmo com o rebaixamento já decretado, o Jacobina ainda tem um último compromisso na competição. Neste sábado (22), o Jegue enfrenta o Colo Colo, que também caiu para a segunda divisão, em uma partida que marca a despedida das duas equipes da elite do futebol baiano em 2025. A bola vai rolar às 18h30, no Estádio Alberto Oliveira
Após o empate com o Atlético de Alagoinhas por 1 a 1, a Jacuipense se manteve com a 2ª colocação no Campeonato Baiano. O técnico da equipe conversou com o Bahia Notícias e revelou detalhes sobre a motivação dos atletas durante o começo da temporada.
Apesar do início de temporada bem desempenhado, a temporada de 2024 do clube foi de performance abaixo do esperado. O Jacupa ficou com o 8º lugar na tabela do Baianão no ano passado, uma posição acima da zona de rebaixamento. Além disso, a equipe disputou a Copa do Brasil e foi eliminada na primeira fase, contra o Água Santa.
Por conta do rendimento baixo, a equipe do Leão do Sisal só conseguiu garantir calendário para o Campeonato Baiano. Para voltar a desempenhar o máximo, a Jacuipense resolveu contar novamente com o técnico Rodrigo Chagas, que levou o clube ao vice-campeonato de 2022.
Em entrevista para o Bahia Notícias, o treinador relatou os motivos que levaram aos bons resultados nesse começo de temporada no Campeonato Baiano.
“Isso se dá ao início que tivemos. Fizemos uma boa pré-temporada a partir do dia 5 e tivemos um mês preparatório, que ainda não é o ideal para dar minutagens o suficiente aos atletas, mas, em dezembro, existe uma dificuldade em se achar amistosos para disputa. Isso foi bom para que conseguíssemos aplicar nosso modelo e nossas ideias. Os atletas conseguiram desenvolver muito bem o que estávamos pedindo, com o perfil de trabalho de equipe que nós queremos. Isso ajuda bastante o desenvolvimento no trabalho da equipe. O crédito maior é deles, pelo sucesso que estamos tendo na competição nesse primeiro momento. Temos que continuar assim para que a gente possa alcançar o primeiro objetivo, a classificação”, disse o comandante.
Além disso, o xerife ainda comentou sobre o foco principal da equipe da Jacuipense, acrescentando detalhes sobre o desejo da conquista do título do torneio.
“Sempre buscamos o maior, que é o título do Campeonato Baiano, mas a gente sabe que o primeiro objetivo é a classificação. Temos que entender como o campeonato funciona. As equipes medianas e pequenas buscam correr até o fim da linha. Acredito que a gente joga por mais uma vitória para estarmos entre os quatro classificados. E, consequentemente, a gente vai trabalhar em busca daquilo que todo atleta, todo profissional sonha. Todo treinador quer o título. Sabemos que não é fácil, ainda mais se tratando de ter no estadual aí duas equipes de grande aporte financeiro, O Bahia, que é uma das maiores equipes do Brasil, e o Vitória, que vem fazendo toda uma reformulação. Sabemos da capacidade que nós temos de acreditar naquilo que podemos fazer”, completou Rodrigo.
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