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calor extremo
A onda de calor que atinge a Europa também deve impactar o fim de semana do GP da Áustria de Fórmula 1. O serviço meteorológico austríaco emitiu alerta laranja para a região de Spielberg, onde fica o Red Bull Ring, palco da etapa deste fim de semana.
A previsão indica que os termômetros podem chegar a 35°C no domingo (28), dia da corrida. Caso o cenário se confirme, o GP da Áustria pode se tornar uma das etapas mais quentes da temporada de 2026 até o momento.
A Europa atravessa um período de temperaturas elevadas, com possibilidade de recordes para o mês de junho em alguns países. Em determinadas regiões do continente, a expectativa é de marcas acima dos 40°C.
No caso de Spielberg, o céu com poucas nuvens e a baixa presença de vento devem tornar as condições ainda mais exigentes para pilotos, equipes e torcedores nas arquibancadas.
Diante do cenário, as autoridades reforçam recomendações de proteção contra o sol, hidratação constante e busca por locais com sombra ao longo do fim de semana.
As condições climáticas também representam um teste para os carros. Além do desgaste físico dos pilotos, as equipes precisarão lidar com desafios de refrigeração, gerenciamento de energia e temperatura dos pneus.
No Red Bull Ring, a topografia do circuito e a altitude da pista podem aumentar a exigência sobre as unidades de potência e os sistemas de arrefecimento. Com as novas regras técnicas de 2026, o GP da Áustria surge como um dos primeiros grandes testes de resistência para os carros em condições extremas de calor.
A etapa austríaca acontece neste fim de semana, com treinos, classificação e corrida no Red Bull Ring.
Cidades ao redor do mundo enfrentam os impactos negativos das altas temperaturas, que afetam diretamente a saúde de seus moradores. Salvador, no entanto, será palco de uma pesquisa inovadora que busca monitorar áreas com maior concentração de calor, conhecidas como ilhas de calor.
O objetivo é reforçar os planos e estratégias que a gestão municipal já possui para proteger a população e os turistas dos efeitos da elevação térmica, uma das consequências mais visíveis do aquecimento global.
Na última terça-feira (21), o pesquisador e professor adjunto do Departamento de Geografia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Zangalli Jr., reuniu-se com representantes da Prefeitura de Salvador, na sede da Defesa Civil da cidade (Codesal), para discutir os detalhes da pesquisa, denominada Observatório do Calor (Heat Watch Campaign).
O estudo, coordenado por Zangalli Jr., conta com o apoio da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), do governo dos Estados Unidos, e será realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e a Codesal.
EQUIPE DE TRABALHO
A coleta de dados será realizada nesta quinta-feira (23) em todo o território continental de Salvador, além da Ilha de Maré, com o uso de sensores de medição de temperatura instalados nos veículos da Codesal. A equipe envolvida na iniciativa inclui dois docentes, quatro pesquisadores associados, seis doutorandos, oito mestrandos, sete estudantes de graduação, voluntários e equipes da Defesa Civil. Os dados obtidos serão analisados e disponibilizados em uma plataforma pública, garantindo transparência e acesso às informações para a população.
De acordo com Zangalli Jr., Salvador será uma das primeiras cidades da América do Sul a participar dessa campanha internacional de monitoramento. "Além disso, Salvador será a primeira cidade brasileira a ter todo o seu território continental monitorado, o que é uma inovação importante. O projeto tem um foco em justiça ambiental, buscando compreender como diferentes bairros são impactados pelo calor em situações de trabalho, deslocamento e lazer. Esses dados também aprimorarão o modelo global de mapeamento climático", explicou o pesquisador.
MAPA DE CALOR
Atualmente, Salvador já possui um mapa de calor baseado em imagens de satélite, mas a nova tecnologia utilizada nesta pesquisa promete maior precisão ao identificar as áreas mais vulneráveis. Essa inovação permitirá direcionar esforços para mitigar os impactos das altas temperaturas e criar soluções mais eficazes para proteger a população.
A cidade conta com o Plano de Contingência para Altas Temperaturas da Codesal, que é acionado quando a temperatura atinge ou ultrapassa 36°C. As ações incluem a instalação de ilhas de hidratação, distribuição de água potável e protetor solar, uso de aspersores de água e emissão de avisos e alertas pelo Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Codesal (Cemadec).
ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS
"O monitoramento climático é uma das nossas prioridades. Contamos com 14 estações meteorológicas, sendo 12 próprias e duas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que fornecem dados cruciais sobre chuvas, ventos e radiação solar. Esses dados são essenciais para a Defesa Civil e outras equipes, que trabalham 24 horas por dia para prevenir desastres", afirmou o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo.
Ele também destacou iniciativas sociais integradas, como a distribuição de protetores solares para ambulantes durante eventos públicos, feitas em parceria com a Secis. "Essas ações transversais demonstram o compromisso da gestão com a proteção da população", completou.
O encontro contou com a presença de gestores municipais como o titular da Secis, Ivan Euler; a coordenadora de Ações de Prevenção e Redução de Risco da Codesal, Gabriela Morais; a subcoordenadora de Monitoramento e Análise das Ações Climáticas e Sistemas de Alerta, Alana Matos; a chefe do Escritório de Cooperação Internacional da Secretaria de Governo (Segov), Nathália Peixoto; e a diretora de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Andrea Salvador.
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Pérolas do Dia
Ratinho
"Cara de viado".
Disse o apresentador Ratinho, que foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por homofobia após o comentário feito sobre o visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.