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A disputa pelo comando da Fifa pode ganhar um novo capítulo nos bastidores do futebol mundial. Segundo o jornal The Guardian, figuras importantes do futebol africano sondaram Mattias Grafström, secretário-geral da entidade, sobre a possibilidade de concorrer contra Gianni Infantino na eleição presidencial marcada para o próximo ano.
De acordo com a publicação, até 15 federações africanas estariam dispostas a retirar apoio de Infantino, apesar de a Confederação Africana de Futebol (CAF) afirmar que seu comitê executivo “reafirmou por unanimidade” apoio ao atual presidente da Fifa.
O movimento ocorre em meio ao desgaste envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo. A proposta foi abandonada, mas provocou críticas internas e aumentou a pressão sobre Infantino.
Inicialmente, Grafström se distanciou do plano. Em memorando enviado a funcionários três dias após o recuo da Fifa, o secretário-geral afirmou que “indivíduos, momentos de instabilidade e episódios infelizes vêm e vão”. Pouco depois, no entanto, ele assinou uma carta de “total apoio” a Infantino e informou, por e-mail, a demissão do diretor de operações Kevin Lamour, que havia criticado duramente a proposta.
Ainda assim, a postura inicial de Grafström teria chamado atenção de opositores de Infantino no futebol africano. Segundo o The Guardian, dois presidentes de federações do continente conversaram separadamente com o dirigente sueco por telefone na última semana. Ele teria se mostrado surpreso com a abordagem e, por enquanto, evasivo sobre uma possível candidatura.
“Eles acham que Matthias pode reunir todos os continentes e então seguir em frente”, disse ao jornal uma fonte ligada ao comitê executivo. “Não sei qual é a posição dele agora, mas se ele conseguir unir todas essas pessoas, ele terá algum apoio. Matthias é um cara muito aberto e sempre ouve o que pensamos.”
Grafström foi nomeado secretário-geral permanente da Fifa em maio de 2024, após período interino no cargo. Nos últimos dois anos, ele trabalhou de forma próxima à CAF e a algumas federações africanas, mas ainda não há definição sobre uma eventual entrada na disputa presidencial.
A África é considerada peça importante em qualquer tentativa de derrotar Infantino. O continente reúne 54 das 211 federações filiadas à Fifa, e um adversário precisaria alcançar ao menos 106 votos para vencer a eleição.
Historicamente, a CAF tem sido uma base de apoio relevante para Infantino. No entanto, segundo o jornal, o descontentamento cresceu após a decisão de realizar a Copa Africana de Nações a cada quatro anos, em vez de a cada dois. A mudança é vista por parte das federações como uma imposição da Fifa.
Fontes ouvidas pelo The Guardian afirmam que, na última reunião do comitê executivo da CAF, em 7 de agosto, apenas quatro dos 21 membros declararam publicamente apoio a Infantino. Entre eles estavam o presidente da entidade, Patrice Motsepe, e o vice-presidente Fouzi Lekjaa, do Marrocos.
“Os demais permaneceram em silêncio”, disse uma pessoa que participou da reunião. “As pessoas não querem expressar suas opiniões publicamente porque estão esperando para ver o que acontece.”
Outro nome citado nos bastidores é o xeque Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, presidente da Confederação Asiática de Futebol. Ele já disputou a presidência da Fifa contra Infantino em 2015 e ainda teria apoio em parte da África, especialmente em um cenário de aliança com UEFA e CONCACAF.
“Se Salman for eleito, com certeza será”, afirmou uma fonte ao jornal. “Se a Europa lhe der apoio, ele receberá apoio da Ásia, da CONCACAF e também da África. Com certeza, de 10 a 15 pessoas votarão em Salman.”
Apesar do desgaste, qualquer adversário de Infantino precisará apresentar uma proposta concreta para o futebol africano. A expectativa em torno do FFE era de que cada associação recebesse cerca de US$ 20 milhões por ano, valor considerado importante para países com menor estrutura.
“Se a UEFA ou qualquer outra entidade tiver algo melhor, deve apresentar essa proposta. Se alguém tiver algo melhor do que Infantino, as pessoas votarão nessa pessoa”, disse um membro do comitê executivo. “Se alguém vier e disser: ‘OK, vamos fazer um acordo com a UEFA que signifique apoiar países pobres para que possamos construir boas infraestruturas lá’, então eles o apoiarão.”
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi escolhido para comandar a Supercopa Europeia de 2026, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa. A decisão será disputada nesta terça-feira (11), em Salzburgo, na Áustria.
Artan havia sido incluído pela Fifa na lista de oficiais da Copa do Mundo de 2026, mas acabou fora do torneio após ser impedido de entrar nos Estados Unidos.
A nomeação para a Supercopa foi anunciada pela Uefa após conversas com a Confederação Africana de Futebol (CAF). A entidade europeia afirmou que a escolha faz parte de uma cooperação entre as confederações, com foco também no desenvolvimento da arbitragem.
Aos 34 anos, Omar Artan integra o quadro internacional da Fifa desde 2018. Ele foi eleito o Árbitro Masculino do Ano da CAF em 2025 e é considerado um dos principais nomes da arbitragem africana.
Entre os jogos recentes de maior destaque, Artan comandou a segunda partida da final da Liga dos Campeões da África de 2025/26. A atuação no continente ajudou a consolidar o nome do árbitro em competições internacionais.
Presidente da Uefa, Aleksander Ceferin afirmou que a escolha representa reconhecimento à qualidade do árbitro somali.
"Omar Artan é um excelente árbitro, jovem mas já experiente, que provou o seu valor ao mais alto nível de competição na Confederação Africana de Futebol", disse o dirigente.
A CAF também celebrou a indicação. O presidente Patrice Motsepe afirmou que Artan encheu de orgulho a Somália e o continente africano, além de classificar a nomeação como uma honra para os árbitros africanos.
A Supercopa Europeia reunirá o PSG, campeão da Champions League, e o Aston Villa, campeão da Liga Europa. A partida marca a abertura da temporada internacional de clubes da Uefa e terá Artan no centro de uma decisão de grande visibilidade.
A escalação do somali também ocorre em um momento de maior aproximação institucional entre Uefa e CAF. As entidades assinaram recentemente um memorando de entendimento para ampliar cooperação em áreas como arbitragem, desenvolvimento e intercâmbio técnico.
Gianni Infantino ganhou um apoio importante em meio à crise política que atinge a Fifa. A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou respaldo ao presidente da entidade nesta quinta-feira (6), dias depois do recuo no projeto FIFA Forward Enterprise.
O apoio foi confirmado pelo Comitê Executivo da CAF, que se posicionou de forma unânime a favor de Infantino. A entidade africana também agradeceu ao dirigente pelo apoio dado ao futebol do continente nos últimos anos.
A manifestação ocorre em um momento de forte desgaste para o presidente da Fifa. Infantino passou a enfrentar pressão internacional após a tentativa de criar uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O projeto, batizado de FIFA Forward Enterprise, previa abrir parte da operação a investidores privados. A proposta provocou reação negativa de federações, confederações e dirigentes, especialmente na Europa, e acabou sendo retirada pela Fifa.
A CAF, no entanto, adotou uma postura diferente. Em comunicado, a confederação afirmou que apoia a atualização conjunta divulgada por Infantino e pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, após a crise.
Presidente da CAF, Patrice Motsepe defendeu a continuidade do trabalho conjunto com a Fifa, mas também destacou a importância de governança, transparência e respeito aos processos internos do futebol mundial.
A posição africana tem peso político. A CAF reúne 54 das 211 associações filiadas à Fifa e forma um dos blocos eleitorais mais relevantes da entidade. O apoio pode dar fôlego a Infantino em meio à pressão de outras regiões.
O gesto também contrasta com o movimento de parte do futebol europeu. A Uefa tem sido uma das principais forças de oposição ao plano comercial de Infantino e passou a ampliar a pressão sobre a permanência do dirigente no comando da Fifa.
Infantino busca se manter no cargo em eleição marcada para março de 2027. O pleito será realizado em Rabat, no Marrocos, justamente em território africano, o que aumenta o peso simbólico e político do apoio da CAF.
Desde que chegou à presidência da Fifa, em 2016, Infantino construiu relação próxima com federações africanas. O dirigente costuma destacar investimentos do programa FIFA Forward e a ampliação de recursos para associações nacionais como marcas de sua gestão.
Após quase dois dias sem se manifestar, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quebrou o silêncio sobre a proposta da Fifa (Federação Internacional de Futebol) de criar uma empresa subsidiária destinada a gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições – entre elas, as Copas do Mundo Feminina e Masculina. A Conmebol era a última confederação continental a se pronunciar sobre o assunto.
Em nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira (31), a entidade afirmou que a prioridade da organização sempre será o futebol, desde os valores até a paixão que o torna o “esporte mais popular do mundo”.
A Conmebol explicou que, após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), seguindo os procedimentos institucionais, iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho.
Sem divulgar o resultado do encontro, a entidade anunciou que solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do FFE.
Segundo a Conmebol, entende-se que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência. “O futebol vem sempre em primeiro lugar”, escreveu.
“A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança”, finalizou.
OUTRAS CONFEDERAÇÕES SE PRONUNCIARAM
Até a noite desta quinta-feira (30), a Conmebol era a única entidade continental que ainda não havia se manifestado sobre a pauta.
A Uefa (Europa) promoveu um boicote aos torneios da Fifa enquanto o plano não for abolido. A Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) rejeitou totalmente a proposta. A AFC (Ásia) criticou o processo pela ausência de consulta prévia. Já a CAF (África) e a OFC (Oceania) convocaram reuniões para avaliação, sem ter divulgado os resultados finais até o momento.
CONFIRA A NOTA DA CONMEBOL NA ÍNTEGRA
"A Conmebol reafirma que sua prioridade será sempre o futebol: seus valores, seu pessoal e a paixão que o torna o esporte mais popular do mundo.
Entendemos que o desenvolvimento do futebol exige decisões comerciais e financeiras. No entanto, essas decisões devem sempre servir ao esporte e nunca se sobrepor à sua essência.
O futebol vem sempre em primeiro lugar.
Após tomar conhecimento da proposta apresentada pela Fifa em relação ao projeto FFE, e em conformidade com seus procedimentos institucionais, a Conmebol iniciou um processo de consulta junto às suas associações-membro e convocou uma reunião de seu Conselho com o único propósito de analisar e avaliar a referida proposta com a responsabilidade e o rigor que o assunto exige.
Com esse objetivo, a Conmebol solicitou à Fifa informações e esclarecimentos adicionais sobre diversos aspectos relacionados ao escopo, estrutura, governança e possíveis efeitos do projeto FFE.
A Conmebol continuará a agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração, contribuindo para o fortalecimento do futebol mundial exclusivamente por meio de canais institucionais e dos princípios da boa governança.
A Conmebol apela à união em toda a família do futebol e a que o futebol seja sempre colocado acima de qualquer outro interesse."
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, onde trabalharia em partidas da Copa do Mundo. O juiz teve a entrada negada por oficiais de imigração americanos e precisou retornar à Turquia, país de onde havia partido seu voo. A informação foi confirmada pelo jornalista Romain Molina, do jornal britânico The Guardian, neste fim de semana.
De acordo com Molina, o impedimento ocorreu por um problema relacionado ao visto de entrada nos Estados Unidos. Artan teria enfrentado dificuldades para emitir o documento e conseguiu viajar após obter um passaporte diplomático com apoio da embaixada da Somália em Nairobi, no Quênia.
O documento, no entanto, não foi aceito pelas autoridades migratórias americanas. Com isso, o árbitro acabou barrado ao desembarcar no país-sede do Mundial.
A situação ocorre em meio à preparação final da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Até o momento, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O governo dos Estados Unidos também não divulgou informações públicas sobre a decisão da imigração.
Artan é considerado um dos principais árbitros do futebol africano. Aos 34 anos, ele apitou a final da Champions League Africana de 2025 entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul.
No mesmo ano, foi eleito o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol. A presença dele na Copa representaria mais um passo de destaque em sua carreira internacional.
A África chegará à Copa do Mundo de 2026 com um marco histórico. Pela primeira vez, o continente terá dez seleções classificadas, número recorde impulsionado pela ampliação do torneio para 48 equipes. Senegal, Marrocos, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, África do Sul, Costa do Marfim, Cabo Verde e República Democrática do Congo representarão a Confederação Africana de Futebol (CAF) no Mundial que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Durante décadas, o continente contou com apenas cinco vagas, o que limitava a presença africana na competição. A nova configuração não apenas dobrou o número de participantes, como também abriu espaço para seleções emergentes, alterando o perfil competitivo africano no cenário global.
Apesar de tradicionalmente sub-representada em número de vagas, a África construiu uma trajetória de crescimento constante nas Copas do Mundo. Desde a primeira participação, com o Egito em 1934, o continente acumulou campanhas progressivamente mais relevantes.
O maior feito histórico veio com o Marrocos, que, na Copa de 2022, se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial, terminando na quarta colocação. Antes disso, outras equipes haviam chegado às quartas de final, como Camarões em 1990, Senegal em 2002 e Gana em 2010 — esta última eliminada nas penalidades após empate com o Uruguai, em um dos jogos mais marcantes da história recente do torneio.
Foto: Seleção Marroquina / Redes Sociais.
OS CLASSIFICADOS
Entre os classificados para 2026, há uma combinação de seleções consolidadas e outras que representam ascensão recente.
O Senegal, atual campeão africano, chega como uma das principais forças do continente. A equipe já alcançou as quartas de final em 2002 e mantém um elenco competitivo no cenário internacional.
O Marrocos carrega o peso da melhor campanha africana em Copas e se consolida como projeto esportivo estruturado, com forte investimento em scouting global e integração de atletas formados na Europa.
Egito, Argélia e Tunísia representam a tradição do norte africano, com participações frequentes em Mundiais, embora ainda busquem campanhas mais profundas em fases eliminatórias.
Gana, por sua vez, retorna com histórico relevante, especialmente pela campanha de 2010, quando esteve a um pênalti de se tornar a primeira seleção africana semifinalista.
A Costa do Marfim, bicampeã da Copa Africana de Nações, também volta ao cenário mundial, reforçando a presença de seleções com histórico recente competitivo.
Entre os destaques menos tradicionais, Cabo Verde e República Democrática do Congo surgem como surpresas, refletindo a ampliação das vagas e o crescimento de seleções fora do eixo tradicional.
A África do Sul completa a lista e retorna a uma Copa após três edições ausente. A última participação havia sido em 2010, quando sediou o torneio.
Samuel Eto'o comemora gol contra o Brasil na Copa das Confederações de 2003. | Foto: Reprodução / FIFA.
AUSÊNCIAS RELEVANTES
Mesmo com o aumento de vagas, a lista de classificados não inclui algumas das seleções mais tradicionais do continente.
Camarões, por exemplo, maior participante africano em Copas do Mundo, com oito aparições, ficou fora do torneio. A equipe foi responsável por um dos maiores feitos do continente ao chegar às quartas de final em 1990.
A Nigéria, outra potência africana, também não se classificou. Presente em seis Copas e conhecida por campanhas consistentes na fase de grupos, a seleção ficou ausente mesmo com a ampliação do número de vagas.
Brahim Díaz, que hoje defende Marrocos, já atuou pelas equipes de base da Espanha. Foto: Redes sociais / Brahim.
NOVA FORMA DE MONTAR SELEÇÕES?
A diversidade do futebol africano se reflete não apenas em campo, mas também na formação de seus elencos. Muitas seleções contam com jogadores nascidos ou formados fora do continente, especialmente na Europa.
O Marrocos se tornou um dos principais exemplos desse movimento. A federação marroquina intensificou, nos últimos anos, um processo estruturado de recrutamento de atletas com dupla nacionalidade, buscando talentos em ligas europeias. Casos como o de Brahim Díaz, que optou por defender o país africano ao invés da Espanha, ilustram essa estratégia.
Apesar da evolução, nenhuma seleção africana conquistou a Copa do Mundo até hoje. O melhor desempenho segue sendo o quarto lugar do Marrocos em 2022.

Foto: Reprodução / Federação Senegalesa de Futebol.
Outras campanhas de destaque incluem:
- Camarões (quartas de final, 1990)
- Senegal (quartas de final, 2002)
- Gana (quartas de final, 2010)
No cenário continental, diversas seleções classificadas possuem títulos relevantes da Copa Africana de Nações, como:
- Egito (maior campeão, com 7 títulos)
- Camarões (5 títulos)
- Gana (4 títulos)
- Nigéria (3 títulos)
- Costa do Marfim (3 títulos)
- Argélia (2 títulos)
- Marrocos (1 título recente)
Entre os classificados para 2026, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, Marrocos e Costa do Marfim carregam tradição em títulos continentais.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) tomou uma decisão polêmica nesta terça-feira (17). A entidade anunciou a seleção marroquina como campeã da Copa Africana de Nações quase dois meses após Senegal levantar a taça no último dia 18 de janeiro. A final, marcada por reviravoltas, como 10 dos 11 jogadores senegaleses deixando o campo após marcação de pênalti para o Marrocos, não foi o último capítulo da competição que começou em 2025 e terminou em 2026.
A decisão judicial tem como maior justificativa a ameaça da seleção senegalesa em abandonar a partida após a marcação do pênalti em Brahim Díaz nos acréscimos do segundo tempo.
Com a decisão em declarar vitória de 3 a 0 de Marrocos, por W.O, passando o título de senegaleses para marroquinos, os Leões do Atlas quebraram um jejum de 50 anos sem títulos. Em 1976, Marrocos conquistou a Copa Africana de Nações pela primeira vez, e agora, em 2026, levou a sua segunda taça na história, jogando em casa.
Depois de Sadio Mané, capitão de Senegal, ir ao vestiário e buscar os atletas dos Leões de Teranga, Brahim, que sofreu a penalidade, cobrou com uma cavadinha e viu o goleiro Edouard Mendy defender a batida. Na prorrogação, Pape Gueye marcou o gol da, até então, vitória senegalesa.3
Em nota, a Federação Real Marroquina de Futebol se pronunciou sobre a decisão. Segundo a entidade, a abordagem nunca teve a intenção de contestar o desempenho esportivo das equipes participantes, mas apenas de solicitar a aplicação dos regulamentos da competição. Confira a nota na íntegra:
A Federação Real Marroquina de Futebol tomou conhecimento da decisão emitida pelo Comitê de Apelações da CAF.
A Federação deseja recordar que sua abordagem nunca teve a intenção de contestar o desempenho esportivo das equipes participantes desta competição, mas apenas de solicitar a aplicação dos regulamentos da competição.
A Federação reafirma seu compromisso com o respeito às regras, garantindo clareza no quadro competitivo e mantendo a estabilidade dentro das competições africanas.
Também deseja saudar todas as nações que participaram desta edição da AFCON, que foi um grande momento para o futebol africano.
A Federação fará uma declaração oficial amanhã, após reunir seus órgãos dirigentes.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou nesta segunda-feira (19) as “cenas inaceitáveis” registradas durante a final da Copa Africana de Nações, disputada no último domingo (18), em Rabat, no Marrocos. O confronto entre Senegal e Marrocos, decidido na prorrogação, foi marcado por protestos, paralisações e momentos de tensão dentro e fora de campo.
Durante os minutos finais do tempo regulamentar, jogadores e membros da comissão técnica do Senegal abandonaram o gramado por alguns minutos, em protesto contra decisões da arbitragem. A partida foi retomada posteriormente, e os senegaleses acabaram conquistando o título com vitória por 1 a 0, após a prorrogação.
A confusão teve início após um gol do Senegal ser anulado e, na sequência, a arbitragem marcar um pênalti a favor do Marrocos, já no fim do tempo normal. A decisão gerou forte reação da delegação senegalesa, que deixou o campo em sinal de protesto.
"Condenamos firmemente o comportamento de alguns jogadores senegaleses e de membros da comissão técnica. É inaceitável abandonar o terreno de jogo dessa maneira", declarou o dirigente.
Presente no estádio para acompanhar a decisão, o presidente da Fifa reforçou que a conduta foge aos princípios do esporte.
“É inadmissível sair de campo dessa forma, e a violência não pode ser tolerada em nosso esporte; isso é simplesmente inaceitável. Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos árbitros, dentro e fora do campo”, prosseguiu.
A tensão extrapolou as quatro linhas e se estendeu às arquibancadas do estádio. Torcedores do Senegal, conhecidos como Leões da Teranga, tentaram invadir o gramado por cerca de 15 minutos, inclusive no momento em que Brahim Díaz se preparava para cobrar o pênalti — que acabou sendo desperdiçado.
A situação exigiu a intervenção de agentes de segurança e forças da ordem, que enfrentaram dificuldades para conter os torcedores e restabelecer a normalidade no estádio.
Infantino destacou que atitudes como as registradas na final colocam em risco a integridade do futebol.
"As equipes devem jogar respeitando as regras do jogo, pois qualquer outro comportamento coloca em risco a própria essência do futebol”, acrescentou. “As cenas deploráveis que testemunhamos hoje devem ser condenadas e não devem se repetir."
O presidente da Fifa informou ainda que solicitou aos órgãos disciplinares da Confederação Africana de Futebol (CAF) a adoção de medidas cabíveis.
A CAF, entidade responsável pela organização da Copa Africana de Nações, divulgou nota oficial nesta segunda-feira condenando “o comportamento inaceitável de certos jogadores e membros da comissão técnica durante a final da CAN”.
A confederação afirmou que encaminhará às instâncias jurídicas competentes quaisquer episódios caracterizados como “comportamento inadequado”, com o objetivo de avaliar possíveis sanções disciplinares.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, assinou um contrato de financiamento de US$ 125 milhões (cerca de R$ 720 milhões) junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) para a execução do Programa Salvador Inclusiva. A operação foi assinada nesta sexta-feira (14), em Brasília, e prevê a implementação do Teleférico do Subúrbio, meio de transporte urbano que vai conectar diversos bairros desta região da cidade ao metrô em Campinas de Pirajá.
Com a operação internacional de crédito, serão investidos pela prefeitura mais de R$ 900 milhões nos próximos cinco anos, a começar por 2025. Além do teleférico, o Programa Salvador Inclusiva, aprovado pelo CAF, prevê a ampliação dos projetos de qualificação profissional, como Treinar Para Empregar, Salvador Tech, Salvador Criativa e Geração SSA, e ações no âmbito da Cidade Inteligente, como a implantação do Observatório Salvador (Centro de Controle Operacional) e do Hub de Inovação e Tecnologia, ambos no Subúrbio.
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Do recurso captado, R$ 678 milhões serão investidos em melhorias de infraestrutura urbana e mobilidade, como o Teleférico do Manê Dendé; R$ 68,6 milhões serão destinados a ações de inclusão digital, inclusão social, e geração de empregos na capital baiana; e R$133,6 milhões para medidas de inovação urbana. O Programa Salvador Inclusiva será coordenado pela Casa Civil e executado pelos diversos órgãos e secretarias do município.
O prefeito lembrou que as obras do CCO e do Hub de Inovação e Tecnologia do Subúrbio já foram iniciadas e que a operação de crédito vai permitir ampliar a segunda fase do Treinar Para Empregar, que já capacitou mais de 60 mil pessoas em sua primeira etapa.
“São 100 mil pessoas que iremos formar em nossa cidade para terem acesso ao mercado de trabalho. Veja como são importantes esses recursos para a gente poder acelerar o desenvolvimento de Salvador. Vamos seguir transformando a nossa cidade, fazendo dessa cidade a melhor cidade de todo o Brasil”, afirmou Bruno Reis.
A IMPLANTAÇÃO DO TELEFÉRICO
A principal medida de inclusão territorial será a implantação do Teleférico do Subúrbio. Será o primeiro meio de transporte deste tipo em Salvador, inspirado no sucesso do modal visto em outras cidades de relevo acidentado do planeta, como La Paz, Medellín, Bogotá e Barcelona. O projeto prevê um percurso de 4,3 km e quatro estações: Praia Grande, Mané Dendê, Pirajá e Campinas de Pirajá.
No total, serão instaladas 110 cabines, sustentadas por 27 torres, permitindo a conexão da Av. Suburbana e de bairros populosos - como Praia Grande, Periperi, Mirantes de Periperi, Rio Sena e Alto da Terezinha - com a BR-324, tendo como ponto final a Estação Campinas de Pirajá do Metrô de Salvador. O teleférico fará parte da rede municipal de mobilidade de Salvador, com integração aos demais modais da capital baiana.
A previsão é que o meio de transporte beneficie mais de 700 mil pessoas, com capacidade de transportar até 23 mil passageiros por dia. Segundo o projeto, o Teleférico do Subúrbio é uma solução inovadora de mobilidade, pois facilitará a vida da população, reduzindo o seu tempo de deslocamento, ao mesmo tempo que é mais sustentável.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.