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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

brics

Bahia Notícias integra comitiva de imprensa internacional em visita aos estúdios de Bollywood, em Mumbai
Foto: Bahia Notícias

Os jornalistas internacionais que viajaram à Índia para acompanhar a 18ª Cúpula do BRICS, a convite do governo indiano, visitaram, nesta quarta-feira (16), a Film City de Mumbai. O Bahia Notícias, representado pelo empresário Ricardo Luzbel, integrou a comitiva que conheceu a estrutura e os bastidores de uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo.

 

"Bollywood", termo utilizado para se referir ao cinema produzido em língua hindi na cidade, é fruto justamente da união das palavras "Bombaim", antigo nome de Mumbai, com "Hollywood." Sua história remonta a 1913, quando Dadasaheb Phalke lançou Raja Harishchandra, considerado o primeiro longa-metragem indiano.

 

A Film City, oficialmente denominada Dadasaheb Phalke Chitranagari, foi criada em 1977 pelo governo do estado de Maharashtra. O complexo ocupa uma área pública de aproximadamente 500 acres e possui 16 estúdios cobertos, além de mais de 40 locações externas, cenários permanentes, espaços de pós-produção e infraestrutura técnica para filmes, novelas, publicidade e conteúdos digitais.

 


Fotos: Bahia Notícias

 

O governo local utiliza o complexo como instrumento de desenvolvimento econômico e preservação cultural. Produções em língua marathi que valorizam os artistas, a história e as tradições regionais podem receber apoio financeiro e benefícios públicos. Algumas modalidades oferecem descontos e concessões que podem chegar a 50%, conforme o programa e os critérios estabelecidos.

 

Ao longo das décadas, Bollywood desenvolveu uma linguagem marcada por música, dança, romances, dramas familiares e grandes produções. Entre seus filmes mais conhecidos estão Mother India, Mughal-e-Azam, Sholay, Lagaan, 3 Idiots, Dangal, Pathaan e Jawan.

 

A comparação com Los Angeles é inevitável. Bollywood produz, em média, cerca de 200 a 250 filmes em língua hindi por ano. Quando são considerados também os demais polos cinematográficos e idiomas regionais, a Índia ultrapassa 1.900 lançamentos anuais, superando os Estados Unidos em quantidade de produções.

 


Fotos: Bahia Notícias

 

A força dessa indústria também aparece na geração de trabalho e renda. Segundo estudo da Motion Picture Association em parceria com a Deloitte, o setor indiano de filmes, televisão e plataformas de vídeo sustentou aproximadamente 2,64 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos em 2024. São profissionais de atuação, direção, fotografia, figurino e efeitos visuais, além de trabalhadores ligados a transporte, alimentação, hotelaria, construção de cenários, segurança e publicidade.

 

Em faturamento, entretanto, Hollywood continua à frente. A bilheteria de toda a Índia alcançou aproximadamente $13,4 mil crore em 2025, o equivalente a cerca de US$ 1,48 bilhão. O cinema hindi respondeu por aproximadamente $5,5 mil crore, perto de US$ 610 milhões. No mesmo período, as salas dos Estados Unidos e do Canadá movimentaram aproximadamente US$ 8,7 bilhões.

 

A visita permitiu aos profissionais de imprensa conhecer uma indústria que vai muito além do entretenimento. O cinema indiano movimenta a economia, cria oportunidades de trabalho e funciona como uma poderosa vitrine da música, da moda, dos costumes e da diversidade cultural do país.

BRICS encerra cúpula em Nova Délhi com cobertura do Bahia Notícias e BP Money
Foto: Divulgação / BRICS

A 18ª Cúpula do BRICS foi encerrada neste domingo (13), em Nova Délhi, na Índia, após dois dias de debates entre líderes e representantes dos países membros e parceiros do bloco. O encontro reuniu discussões sobre a reforma da governança global, o fortalecimento da participação do Sul Global, comércio, inteligência artificial, sustentabilidade, saúde e segurança internacional.

 

No primeiro dia da cúpula, os debates se concentraram no fortalecimento do multilateralismo e na defesa de reformas em instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Já no segundo dia, os participantes avançaram nas discussões sobre medidas de cooperação econômica, tecnológica e social entre os países.

 

A Declaração de Nova Délhi condenou a imposição de tarifas e sanções econômicas unilaterais, defendeu a ampliação do comércio e dos investimentos em moedas locais e propôs o desenvolvimento de sistemas internacionais de pagamentos mais rápidos e seguros. O documento também reuniu iniciativas relacionadas à inteligência artificial, infraestrutura digital, saúde, segurança alimentar, cidades sustentáveis e enfrentamento das mudanças climáticas, com cerca de 50 resultados práticos apresentados ao final da cúpula.

 

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, a ex-presidente Dilma Rousseff, também participou da programação. Ao fim do encontro, a Índia transferiu para a China a presidência rotativa do BRICS.

 

A convite do governo indiano, o jornalista e empresário baiano Ricardo Luzbel acompanhou a programação da cúpula diretamente de Nova Délhi. Fundador do Bahia Notícias e sócio da BP Money, Luzbel também ocupa a vice-presidência da Associação Comercial da Bahia (ACB).

Foto: Bahia Notícias

A presença na capital indiana possibilitou o acompanhamento direto das discussões envolvendo algumas das principais economias emergentes do mundo, além de ampliar o diálogo da imprensa e do setor empresarial baiano com representantes de diferentes países.

 

Durante os dois dias de programação, o Bahia Notícias e a BP Money realizaram uma cobertura especial da 18ª Cúpula do BRICS, levando ao público informações sobre os principais debates e decisões políticas, econômicas e diplomáticas do encontro. A participação de Ricardo Luzbel também reforçou a presença institucional da Associação Comercial da Bahia em discussões internacionais relacionadas a investimentos, inovação, comércio exterior e oportunidades para o setor produtivo baiano.

BRICS aposta em rede de incubadoras e discute fundo de apoio a startups
Foto: Divulgação

Os países do BRICS querem ampliar a cooperação entre startups e facilitar o acesso de pequenos negócios a tecnologia, investimentos e mercados internacionais. A proposta integra a Declaração de Nova Délhi, aprovada durante a 18ª Cúpula do bloco, realizada na Índia. A convite do governo indiano, o Bahia Notícias (BN) acompanha o encontro em Nova Délhi.

 

O documento destaca a criação da Rede de Incubadoras do BRICS, que deverá conectar instituições responsáveis pelo desenvolvimento de empresas inovadoras nos países-membros. A iniciativa busca aproximar empreendedores e estimular parcerias voltadas ao crescimento industrial.

 

Os líderes também concordaram em continuar avaliando a criação de um Fundo de Inovação para Startups. O mecanismo ainda não foi instituído, e questões como volume de recursos, fontes de financiamento e critérios de acesso permanecem em discussão.

 

A agenda inclui cooperação em inteligência artificial, robótica, fábricas inteligentes e energia solar. No setor fotovoltaico, está prevista a elaboração de um roteiro conjunto com prioridades em tecnologia, financiamento e qualificação profissional.

 

Para micro, pequenas e médias empresas, as iniciativas podem abrir oportunidades de atuação nos mercados do bloco. A concretização desses benefícios dependerá da implementação dos programas e da formação de parcerias comerciais entre os países.

BRICS descarta moeda comum e defende maior voz do Sul Global
Foto: Bahia Notícias

O secretário de Relações Econômicas do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Sudhakar Dalela, afirmou neste sábado (12), em Nova Délhi, que não existe, atualmente, uma proposta para a criação de uma moeda comum do BRICS.

 

Durante coletiva no Centro Internacional de Mídia da 18ª Cúpula do bloco, Dalela explicou que os países discutem ampliar o uso de moedas nacionais no comércio bilateral. A iniciativa busca reduzir custos e facilitar pagamentos, funcionando como complemento ao sistema financeiro internacional.

 

O diplomata, que também é o sherpa indiano no BRICS, destacou a aprovação consensual da Declaração de Nova Délhi. Segundo ele, os integrantes convergiram sobre a necessidade de reformar a ONU, incluindo o Conselho de Segurança, e as instituições financeiras internacionais, garantindo maior representação aos países em desenvolvimento.

 

Foto: Bahia Notícias 

Dalela também afirmou que o bloco defende o diálogo e a diplomacia para solucionar conflitos, especialmente diante das tensões no Oriente Médio. A declaração conjunta pede contenção, proteção de civis e preservação das cadeias internacionais de comércio e energia.

 

O diplomata concentrou-se principalmente na rejeição, por enquanto, de uma moeda única do BRICS e na defesa das reformas da governança global. Durante a presidência indiana, foram realizadas mais de 350 reuniões sobre comércio, tecnologia, saúde, segurança alimentar, infraestrutura digital e cooperação entre pequenas empresas.

 

O Bahia Notícias acompanha a 18ª Cúpula do BRICS em Nova Délhi a convite do governo indiano.

BRICS defende reforma da ONU, pagamentos em moedas locais e fortalecimento do Banco do bloco
Foto: Divulgação

A Declaração de Nova Délhi, divulgada durante a 18ª Cúpula do BRICS, realizada neste sábado (12) e domingo (13), na Índia, defende mudanças na governança mundial, maior participação dos países em desenvolvimento nas decisões internacionais e o fortalecimento da cooperação econômica entre os integrantes do bloco.

 

O documento possui 140 pontos e foi elaborado sob o tema “Construindo para Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Entre as prioridades estão a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive do Conselho de Segurança, e mudanças no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial.

 

China e Rússia reiteraram apoio para que Brasil e Índia desempenhem um papel mais relevante na ONU, incluindo o Conselho de Segurança. O BRICS também defendeu maior representação de países da África, Ásia, América Latina e Caribe nos organismos multilaterais.

 

Na área econômica, os líderes criticaram medidas protecionistas, tarifas unilaterais e sanções impostas sem autorização do Conselho de Segurança da ONU. A declaração também propõe o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a recuperação de seu sistema de solução de controvérsias.

 

Um dos principais pontos é o avanço dos estudos para a criação de sistemas de pagamentos internacionais mais rápidos, baratos e seguros. O grupo incentiva a utilização das moedas locais dos países membros nas transações comerciais e nos investimentos, mas não anunciou a criação de uma moeda única do BRICS.

 

O documento reforça ainda o papel do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS e presidido pela ex-presidente brasileira Dilma Rousseff. A instituição deverá ampliar os financiamentos em moedas locais e apoiar projetos de infraestrutura, integração econômica, redução das desigualdades e desenvolvimento sustentável.

 

Na área internacional, o BRICS manifestou preocupação com o crescimento dos conflitos e dos gastos militares. O grupo defendeu soluções diplomáticas, a manutenção do cessar-fogo e a garantia de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Também reafirmou apoio à criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital.

 

A declaração inclui compromissos relacionados à inteligência artificial, segurança digital, saúde, agricultura, mudanças climáticas, educação, turismo e apoio às pequenas e médias empresas. Entre as iniciativas estão os estudos para uma Bolsa de Grãos do BRICS, programas de prevenção de epidemias e a cooperação em infraestrutura digital, computação quântica e segurança cibernética.

 

Na agenda ambiental, os países reafirmaram o Acordo de Paris e cobraram das nações desenvolvidas mais recursos para financiar ações climáticas nos países em desenvolvimento. O texto também reconhece os resultados da COP30, realizada sob a presidência brasileira.

 

A convite do governo da Índia, o Bahia Notícias acompanha a programação do BRICS diretamente de Nova Délhi. A China assumirá a presidência do bloco em 2027 e sediará a 19ª Cúpula do grupo.

Modi abre Cúpula do BRICS com defesa do consenso e do multilateralismo
Foto: Divulgação

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abriu neste sábado (12) a 18ª Cúpula do BRICS, no Bharat Mandapam, em Nova Délhi, defendendo o diálogo e a construção de consensos entre os países-membros.

 

“Avançamos por consenso e não contra ninguém”, afirmou Modi ao receber os líderes. Segundo ele, o BRICS consolidou sua relevância no cenário internacional ao longo dos últimos 20 anos e deve atuar como uma plataforma de cooperação, sem se transformar em uma aliança contra outras nações.

 


Foto: Bahia Notícias

O primeiro-ministro destacou como prioridades a resiliência econômica, a inovação, a cooperação e a sustentabilidade, dentro da visão indiana de colocar a “Humanidade em Primeiro Lugar”. A sessão inicial da Cúpula discute governança global inclusiva, fortalecimento do multilateralismo e reformas das instituições internacionais.

 

A mídia internacional acompanha as atividades a partir do Centro Internacional de Imprensa, instalado em um pavilhão reservado aos jornalistas no complexo do Bharat Mandapam. O espaço recebe imagens, transmissões oficiais e informações sobre as reuniões dos líderes.

 

O encontro reúne representantes de países como Rússia, China, África do Sul, Irã, Egito, Indonésia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O Bahia Notícias acompanha a Cúpula em Nova Délhi a convite do governo indiano.

Líderes mundiais chegam a Nova Délhi para a 18ª Cúpula do BRICS
Foto: Divulgação

Líderes e representantes internacionais chegaram a Nova Délhi, na Índia, para participar da 18ª Cúpula do BRICS, realizada neste sábado (12) e domingo (13), no Bharat Mandapam. A abertura oficial será às 14h no horário de Nova Délhi, o equivalente a 5h30 da manhã em Brasília e Salvador. Às 14h35 locais — 6h05 no Brasil — começará a sessão fechada sobre “Governança global inclusiva e fortalecimento do multilateralismo”.

 

O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanecerá no país durante o período eleitoral. Também participa do encontro a ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS.

 


Foto: Divulgação

 

Entre as autoridades presentes estão os presidentes Vladimir Putin, da Rússia; Cyril Ramaphosa, da África do Sul; Masoud Pezeshkian, do Irã; Abdel Fattah el-Sisi, do Egito; e Prabowo Subianto, da Indonésia. Também participam o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, representante dos Emirados Árabes Unidos.

 


Foto: Divulgação

 

O presidente da China, Xi Jinping, chegou a Nova Délhi na manhã deste sábado. Esta é sua primeira visita à Índia em aproximadamente sete anos, e há expectativa de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

 

Na sexta-feira, Putin reuniu-se com Modi para discutir comércio, energia, defesa e os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Os dois reafirmaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 100 bilhões até 2030.

 


Foto: Divulgação

 

Entre os principais temas da cúpula estão a reforma da governança global, o fortalecimento do comércio entre os integrantes do BRICS, os sistemas internacionais de pagamento, inovação, sustentabilidade, segurança energética e os conflitos internacionais.

 

A convite do governo indiano, o Bahia Notícias está em Nova Délhi realizando a cobertura da 18ª Cúpula do BRICS.

BRICS 2026: jornalistas dos países-membros visitam sede da CDRI em Nova Délhi
Fotos: Divulgação

 

Jornalistas dos países-membros do BRICS visitaram, nesta sexta-feira (11), a sede da Coalizão para Infraestrutura Resiliente a Desastres (CDRI), em Nova Délhi, na Índia. A agenda integra o programa oficial de imprensa que antecede a 18ª Cúpula do BRICS.

 

Criada em 2019 por iniciativa da Índia, a CDRI é uma coalizão internacional formada para ajudar países a proteger estradas, pontes, hospitais, escolas, sistemas de abastecimento de água, redes de energia e outras estruturas essenciais contra desastres. A organização parte do princípio de que uma infraestrutura resiliente deve ser capaz de resistir a eventos extremos, continuar funcionando durante uma crise e ser reconstruída rapidamente quando sofrer danos.

 

A atuação da CDRI ganhou importância com o aumento da frequência e da intensidade de eventos associados às mudanças climáticas, como enchentes, secas, ciclones, ondas de calor e deslizamentos. A coalizão reúne governos, organismos internacionais, bancos de desenvolvimento, universidades e representantes do setor privado para compartilhar conhecimentos, desenvolver padrões técnicos e apoiar políticas públicas voltadas à prevenção e à adaptação.

 

Durante o encontro, o diretor-geral da CDRI, Amit Prothi, apresentou a estrutura, os objetivos e os projetos desenvolvidos pela organização. A instituição não funciona como uma empreiteira nem executa diretamente todas as obras. Seu papel principal é oferecer conhecimento técnico, capacitação, articulação institucional e apoio financeiro para que os projetos sejam planejados levando em conta os riscos de cada região.

 

Entre as iniciativas da CDRI estão a elaboração de estudos e ferramentas técnicas, a capacitação de profissionais, o apoio à formulação de políticas públicas e a mobilização de recursos para projetos de infraestrutura resiliente. A organização destina cerca de US$ 100 milhões a projetos voltados à preparação e à adaptação de infraestruturas em países vulneráveis a desastres, com investimentos de aproximadamente US$ 400 mil por projeto. Os recursos podem ser aplicados em sistemas de alerta, planejamento urbano, proteção de serviços essenciais e fortalecimento da capacidade de resposta de governos e comunidades.

 

Segundo a CDRI, cidades e governos locais podem apresentar projetos para avaliação da coalizão, desde que as propostas estejam relacionadas à prevenção, à preparação ou à adaptação da infraestrutura para enfrentar desastres. No entanto, o ciclo de seleção para projetos com execução prevista para 2026 já está encerrado, e não há mais disponibilidade para novas inscrições nesse período. As cidades interessadas poderão acompanhar a abertura de futuras chamadas e preparar propostas para os próximos ciclos.

 

Na prática, o trabalho da coalizão busca evitar que um desastre provoque interrupções prolongadas em serviços básicos ou cause prejuízos ainda maiores à população. Um sistema de transporte mais bem planejado, por exemplo, pode facilitar a retirada de moradores de áreas de risco; uma rede elétrica protegida pode acelerar a retomada de hospitais e serviços de emergência; e obras de drenagem adequadas podem reduzir os impactos de enchentes.

 

A organização também promove a troca de experiências entre os países-membros e instituições, com o objetivo de reduzir os impactos sociais e econômicos de enchentes, secas, terremotos, ciclones e outros desastres. A proposta é adaptar soluções às características de cada território, considerando fatores como clima, geografia, nível de desenvolvimento e capacidade de resposta dos governos.

 

O Brasil participa da iniciativa e exerce papel de liderança em sua governança, ao lado da Índia, contribuindo para a definição de estratégias e o desenvolvimento de soluções que possam ser aplicadas nos países-membros.

Bahia Notícias, BP Money e ACB iniciam cobertura do BRICS na Índia
Foto: Divulgação

O Bahia Notícias e o BP Money iniciaram, nesta quarta-feira (9), em Nova Délhi, a cobertura das atividades relacionadas ao BRICS na Índia. A abertura da agenda foi marcada por uma recepção de boas-vindas promovida pelo governo indiano e comandada por Randhir Jaiswal, porta-voz e secretário adicional do Ministério das Relações Exteriores da Índia.

 

O encontro reuniu profissionais de imprensa estrangeiros convidados pelo governo indiano, além de diplomatas, autoridades e representantes de diferentes veículos de comunicação.

 

A Bahia também está representada institucionalmente pela Associação Comercial da Bahia (ACB). O empresário Ricardo Luzbel, CEO do Bahia Notícias, sócio do BP Money e vice-presidente de Relações Institucionais da ACB, integra a missão brasileira na Índia.

 

A recepção marcou o início de uma série de compromissos que serão acompanhados nos próximos dias, com agendas em Nova Délhi e Mumbai.

 

A cobertura do Bahia Notícias e do BP Money terá atenção especial às discussões econômicas e diplomáticas, às oportunidades de investimentos e negócios e ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Índia.

 


Foto: Divulgação

 

A participação da Associação Comercial da Bahia acrescenta à missão uma perspectiva empresarial, com foco na aproximação do setor produtivo baiano com o mercado indiano e na identificação de novas oportunidades de negócios.

 

A programação prevê encontros com autoridades, empresários e instituições indianas. Em Mumbai, a agenda também terá foco no mercado financeiro e no ambiente de negócios do país.

 

Bahia Notícias e BP Money acompanham diretamente da Índia os principais acontecimentos e os desdobramentos da agenda do BRICS.

CEO do BN e vice-presidente da ACB se reúne com embaixador da Índia antes de fórum empresarial do BRICS em Nova Déli
Foto: Bahia Notícias

O CEO do Bahia Notícias, sócio da Antena 1 Salvador, do site BP Money e vice-presidente de Comunicação e Relações Institucionais da ACB, Ricardo Luzbel, estará presente na missão empresarial brasileira que participará, nesta semana, em Nova Déli, na Índia, do BRICS Business Council (BBC) e da BRICS Women’s Business Alliance (WBA). Os eventos foram criados em 2013 para conectar empresas aos governos dos BRICS, com o objetivo de fortalecer laços econômicos, comerciais e de investimento entre as comunidades empresariais dessas nações.

 

Antes da viagem, Ricardo Luzbel, acompanhado de uma comitiva de jornalistas, esteve nesta segunda-feira (7), em Brasília, com o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia. O grupo conversou com o embaixador sobre as perspectivas de parcerias e de cooperação entre os setores empresariais dos dois países, além do fortalecimento do BRICS em um momento desafiador para o comércio mundial.

 

Após a reunião na Embaixada, a comitiva brasileira viaja para Nova Déli a convite do governo indiano, onde cumprirá agenda nos eventos do bloco entre 8 e 12 de setembro. Um dos principais eventos é o BRICS Business Council (BBC), grupo composto por 45 executivos seniores e representantes de empresas líderes (presidentes e co-presidentes) responsáveis por definir prioridades e representar seus respectivos países. 

 

Na viagem, a comitiva também visitará a cidade de Mumbai, principal centro financeiro e comercial do país, e participará de uma imersão na bolsa de valores. 

 

A principal entrega do grupo é o Relatório Anual do Conselho Empresarial dos BRICS, com recomendações aprovadas pelos presidentes e co-presidentes na Reunião Plenária Anual do BBC e apresentadas aos chefes de Estado na Cúpula dos BRICS. Neste ano em que a Índia assumiu a presidência rotativa do bloco, a cúpula dos países-membros acontecerá em Nova Déli, nos dias 12 e 13 de setembro.

 

Embaixada da Índia | Foto: Bahia Notícias

 

A comitiva brasileira acompanhará também a IEL Experience Índia, evento voltado a executivos e líderes empresariais no ecossistema de negócios indiano. A experiência permitirá conhecer de perto a transformação da manufatura no país, comparar práticas industriais e explorar novos modelos de competitividade, inovação e produção com tecnologia, além de identificar oportunidades para parcerias e desenvolvimento de fornecedores.

 

Em 11 de setembro, Ricardo Luzbel e a delegação brasileira participam do BRICS Business Forum 2026, principal encontro empresarial do bloco. A programação reúne sessões temáticas, rodadas de negócios e uma sessão com líderes dos países-membros, com debates sobre redução de barreiras comerciais, cadeias de suprimento, agritech, comércio de serviços, participação das mulheres nos negócios, economia digital e inovação. 

 

O Fórum Empresarial dos BRICS é a principal plataforma do setor privado do grupo BRICS, realizado anualmente no país anfitrião da Cúpula, na véspera da Cúpula de Líderes. O evento reúne líderes empresariais, ministros e chefes de Estado para discutir desafios relacionados a comércio, investimento, finanças, tecnologia e desenvolvimento que moldam a agenda econômica dos BRICS.

 

Após a discussão de diversos temas no BRICS Business Council, as conclusões e as recomendações do Conselho Empresarial se refletem nas declarações da Cúpula do BRICS. As avaliações e resultados também são valiosas contribuições para os planos de trabalho subsequentes, especialmente em relação ao comércio intra-BRICS, investimento, economia digital, micro, pequenas e médias empresas, cooperação em normas e integração da cadeia de valor.

Brics discute sistemas de pagamentos e moedas digitais, diz BC da Índia
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Os membros do Brics estão ?discutindo possíveis integrações ?entre seus respectivos sistemas de pagamentos rápidos e as moedas digitais dos bancos centrais, afirmou o presidente do banco central da Índia, Sanjay Malhotra, em um evento ?nesta terça-feira (11).

 

O Brics ?inclui Brasil, Rússia, Índia, China ?e África do Sul, entre outros. ?A Índia sediará a ?edição de 2026 da cúpula ?anual ‌do grupo.


“Os pagamentos transfronteiriços são uma ?área de interesse para todos nós, incluindo os países do Brics, pois acreditamos que ‌há grande ?potencial para ‌reduzir custos”, disse Malhotra em Mumbai.

 

“Várias opções estão em discussão, mas ainda estão ?em fase de ?debate, incluindo as CBDCs (moedas digitais de bancos centrais) ‌e as integrações entre sistemas de pagamentos rápidos”, acrescentou ele.

 

A Reuters informou no início deste ano que o banco ‌central da Índia recomendou ao governo que uma proposta para conectar as CBDCs ?fosse incluída na agenda da cúpula do Brics de 2026.

 

O banco central indiano ?também continuará seus esforços para internacionalizar a ?rupia e promover o uso de moedas locais para pagamentos e comércio transfronteiriços, disse Malhotra.

 Lula volta a defender uso de moedas locais nas transações do Brics
Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o dólar não precisa ser a moeda usada por países do Brics. As declarações foram dadas durante uma entrevista à emissora indiana "Índia Today" nesta sexta-feira (20). 

 

O líder afirmou que entende a razão de os americanos defenderem o uso do dólar para transações comerciais internacionais, mas sugeriu que os países envolvidos nas trocas comerciais reflitam se realmente é algo necessário.

 

Na ocasião, Lula destacou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics que, segundo o petista, precisa funcionar de maneira diferente de outras instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Governo Federal assina contrato de R$ 1,7 bi para construir primeiro hospital inteligente público do Brasil
Foto: Walterson Rosa/MS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram da assinatura do contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) para a construção do primeiro hospital inteligente do SUS. O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI) terá investimento total de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, em recursos adicionais. A unidade de saúde será referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o ITMI e usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.   

 

“Nesses últimos anos, o SUS recuperou a sua imagem no Brasil e no mundo. No menor espaço de tempo, teremos 14 hospitais espalhados pelo país com ambulâncias, UTIs e médicos preparados para receber os pacientes de forma integrada e salvando vidas. 

 

A reestruturação e modernização ampliarão o acesso de toda população ao que há de mais moderno em tecnologia na saúde”, celebrou o presidente Lula. Na cerimônia, ele disse ainda que “precisamos garantir que o povo mais humilde seja visto. É para eles que governamos e temos que melhorar a saúde. Todos precisam ter o mesmo acesso à mais alta tecnologia, ao melhor atendimento”, disse. 

 

Com previsão para ser inaugurado em 2029, o ITMI realizará atendimento com foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Serão 800 leitos: 250 de emergência, 350 unidades de UTI e 200 de enfermaria em geral, com capacidade para tratar cerca de 190 mil pacientes internados anualmente. Também estão previstas 25 salas cirúrgicas para a realização de 27 mil cirurgias por ano. 

 

"Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes a distância e tornar o atendimento mais eficiente”, afirmou o ministro da Saúde. Alexandre Padilha disse ainda que “esse avanço só foi possível graças ao esforço do governo federal e à liderança do presidente Lula, que colocou a saúde como prioridade estratégica na agenda do BRICS, em parceria principalmente com a China e a Índia”. 

 

Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi garantido após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB e autorização concedida, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Isso representa uma redução de quatro vezes do prazo médio desse processo. 

 

A ex-presidenta da República e atual presidenta do NDB, Dilma Rousseff, destacou a importância da parceria tecnológica em saúde com China e Índia. Para ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com a inovação em saúde. 

 

“Por estar na América Latina, esse hospital vai atrair a atenção de todos os outros países. Ele é uma construção muito pensada e tem uma escala compatível com sua ambição. Os novos projetos dos BRICS serão baseados nele”, destacou. 

Brics lança sistema de pagamentos em setembro com promessa de reduzir dependência do dólar
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O BRICS vai estrear, em setembro, a plataforma Brics Pay, ferramenta que pretende diminuir a influência do dólar nas transações internacionais. O sistema foi desenvolvido a partir de um modelo descentralizado de mensagens fronteiriças (DCMS), criado pela Universidade de São Petersburgo.

 

A solução reunirá diferentes tecnologias de pagamento, entre elas o SBP, sistema russo que movimenta operações a partir de números de telefone e já conta com a adesão de mais de 200 instituições financeiras. Além disso, o Brics Pay deve ter integração complementar ao Pix, permitindo que o mecanismo brasileiro seja usado fora do país.

 

As informações são do site BP Money, parceiro do Bahia Notícias. De acordo com o economista Adenauer Rockenmeyer, delegado do Corecon-SP, o objetivo principal da iniciativa é “facilitar transações diretas com moedas locais entre os países do bloco, eliminando a necessidade de conversão para o dólar e reduzindo custos e taxas”. Segundo ele, a medida tende a diminuir a exposição do Brasil às oscilações e às decisões da política monetária norte-americana.

 

O especialista afirma ainda que a inspiração no modelo brasileiro busca ampliar o alcance do Pix. “Ele foi inspirado na economia brasileira e permitirá que cidadãos usem o Pix fora do país, ao mesmo tempo em que reforça as transações comerciais dentro do bloco”, explicou.

 

Na avaliação de Rockenmeyer, o novo sistema pode representar um desafio à supremacia da moeda norte-americana. “O Brics Pay opera com uma infraestrutura independente do sistema SWIFT, utilizando tecnologia descentralizada, o que dificulta o controle e a aplicação de sanções. Cada transação fora do sistema tradicional reduz a influência do dólar no comércio internacional”, destacou.

Ministério da Saúde apresenta projeto ao BRICS para construção do primeiro hospital inteligente do SUS
Foto: Divulgação/MS

O Ministério da Saúde apresentou o projeto para a construção do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS) ao Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), o banco do BRICS, na última segunda-feira (07). Aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), o protocolo de  US$ 320 milhões, foi entregue pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha à presidente do banco, Dilma Roussef. 

 

Após a entrega, a pasta espera agora a análise da instituição financeira. 

 

“Apresentamos ao banco dos BRICS o projeto para o desenvolvimento de um hospital inteligente que use toda a tecnologia da informação e inteligência artificial, com base em experiências que estão acontecendo na China. É um grande passo para o Brasil entrar nessa revolução tecnológica”, explicou Padilha. 

 

Segundo o ministério, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil) funcionará em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A ação é uma parceria do Ministério da Saúde com a Universidade de São Paulo (USP). 

 

O ITMI-Brasil faz parte dos avanços médicos e tecnológicos do país junto com a China e outros países que fazem parte do BRICS e da comunidade internacional. Um Grupo de Trabalho foi instituído para conduzir a tramitação e a implementação do projeto, além da articulação com outros ministérios e entidades parceiras.

Trump ameaça países do Brics por tentar destruir o domínio do dólar: "Pagarão alto preço"
Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que os países do Brics estão tentando destruir o domínio do dólar e declarou que "pagarão um alto preço" se tentarem. Em discurso durante reunião em seu gabinete, o republicano voltou a dizer que vai aplicar uma taxa adicional de 10% aos países do bloco, formado primeiramente por Brasil, Rússia, Índia e China, além dos demais que se alinharem com o grupo. 

 

O presidente norte-americano disse que o grupo não é "uma ameaça séria", mas afirmou que o "dólar é rei". 

 

"Perder o lugar do dólar como padrão mundial seria como perder uma guerra", disse o presidente. 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, após reunião com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que não aceita "nenhuma reclamação" sobre o Brics. A declaração ocorre após a ameaça de Trump sobre os 10% adicionais de taxa sobre as exportações ao grupo de países em desenvolvimento. 

 

"Nós não aceitamos nenhuma reclamação contra a reunião do Brics. Por isso que não concordamos quando, ontem (segunda-feira), o presidente dos EUA insinuou que vai taxar os países Brics", disse Lula. 

BRICS aprova cooperação para combater doenças ligadas a fatores sociais
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Durante reuniões que antecederam a Cúpula de Líderes do Brics, países que fazem parte do grupo aprovaram o desenvolvimento da Parceria para Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas. A medida foi discutida no encontro, que agora está na Declaração Final da 17ª Reunião de Cúpula e divulgada neste domingo (6). 

 

O documento sobre a iniciativa destaca “um futuro mais saudável” e enfrentamento das causas profundas das disparidades em saúde. 

 

“Ao priorizar respostas integradas e multissetoriais, buscamos combater as causas profundas das disparidades em saúde, como a pobreza e a exclusão social, aprimorando a cooperação, mobilizando recursos e fomentando a inovação para garantir um futuro mais saudável para todos”, diz o documento.

 

A ideia é que os países se unam para eliminar doenças que muitas vezes não afetam países ricos e, portanto, não são consideradas em pesquisas nesses países, que são consideradas doenças de uma classe mais vulnerável, como tuberculose, hanseníase, malária, dengue e febre amarela.

 

A presidência do Brasil no Brics comemorou o lançamento e ressaltou acerca do desenvolvimento da equidade social e de saúde. 

 

“Estamos muito satisfeitos com o lançamento da Parceria para a Eliminação das Doenças Socialmente Determinadas, que é um marco para o avanço da equidade em saúde e demonstra nosso compromisso em combater as causas profundas das disparidades em saúde, como a pobreza e a exclusão social”.

 

Segundo a Agência Brasil, o assunto foi uma das oito prioridades escolhidas pela presidência brasileira do Brics no setor de saúde. A ação se inspirou no Programa Brasil Saudável, que visa combater problemas sociais e ambientais que impactam a saúde de pessoas que estão em vulnerabilidade social. 

 

De acordo com a reportagem, os países ainda firmaram acordo para “a cooperação do Brics no combate à tuberculose e à resistência antimicrobiana, além do fortalecimento das capacidades de prevenção de doenças transmissíveis e não transmissíveis e outros problemas de saúde, o compartilhamento de experiências, incluindo sistemas de medicina tradicional e saúde digital, contribuem significativamente para relevantes esforços internacionais”. 

 

O documento oficial e completo da Parceria deverá ser divulgado nesta segunda-feira (7) na sessão plenária Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global.

Semana tem Lula no Brics e buscando conversa com Motta e Alcolumbre para apaziguar relações entre os poderes
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A semana começa em Brasília sob a expectativa de como será a reação dos deputados após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de cancelar os decretos do governo sobre o IOF, e também o projeto aprovado por deputados e senadores que derrubou a medida assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Enquanto a oposição fala em levar á frente o projeto que busca anistia aos presos e condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023, em Brasília, Lula pretende reunir os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca da retomada do diálogo e da boa convivência entre os poderes. 

 

O presidente participa nesta segunda do encerramento da Cúpula do Brics, e deve retornar a Brasília no final do dia. Já Câmara e Senado devem ter uma semana com pauta cheia, pois faltam poucos dias de trabalho antes do início do recesso parlamentar. 

 

Confira abaixo um resumo da agenda de Brasília para esta semana.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula iniciou a semana participando do segundo dia de discussões da 17ª Cúpula do Brics, que acontece no Rio de Janeiro (RJ). Lula iniciou o dia logo cedo, com a solenidade de fotografia dos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros, parceiros e de engajamento externo presentes ao encontro. 

 

Logo em seguida, Lula participou da sessão plenária com o tema “Meio Ambiente, COP30 e saúde global”. Logo mais, às 12h, os chefes de governo do Brics discutirão a adoção da declaração sobre Financiamento Climático e participarão do lançamento da Parceria para a Eliminação das Doenças Socialmente Determinadas. 

 

A agenda de eventos do encontro inclui ainda, às 13h, uma declaração conjunta à imprensa. O presidente Lula participará ainda, nesta tarde, de um almoço com o presidente de Cuba, Miguel Dias-Canel, e logo depois, às 15h30, estará no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Índia. 

 

Lula encerrará o seu dia nesta segunda retornando no final da tarde para Brasília. Em Brasília, durante toda a semana, o presidente Lula receberá no Palácio do Planalto alguns dos líderes mundiais que estiveram na cúpula do Brics no Rio de Janeiro. 

 

Na terça (8), Lula se encontrará no Palácio do Planalto com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Na quarta (9), será a vez de Lula receber a visita do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Já na quinta (10), o encontro bilateral será com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. 

 

Ainda nesta semana, é possível que o presidente Lula tenha um encontro com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Lula pretende promover uma pacificação entre os poderes, a fim de encontrar soluções para a questão da necessidade de garantir a arrecadação e fechar as contas neste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Depois de uma semana esvaziada, devido à realização do Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, a Câmara dos Deputados retoma suas atividades. O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) pretende reunir os líderes partidários para definir a pauta de votações para estas duas semanas que antecedem o recesso parlamentar de julho. 

 

Especula-se nos bastidores que o presidente da Câmara poderia vir a pautar a urgência para votação do projeto de anistia dos presos por atos cometidos no 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Motta, entretanto, ainda não deu indicações públicas de que vai pautar esse projeto. 

 

Na agenda do plenário, está prevista, para a manhã de quarta (9), a realização de uma sessão de homenagem aos 202 anos da independência do estado da Bahia. A sessão foi requerida pelos deputados Alice Portugal (PCdoB-BA), Bacelar (PV-BA), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Leur Lomanto Júnior (União-BA), Lídice da Mata (PSB-BA), Paulo Azi (UNIÃO-BA), Waldenor Pereira (PT-BA) e Lídice da Mata (PSB-BA).

 

Nesta semana, ministros do governo Lula estarão na Câmara, para participar de audiências públicas em comissões da Casa. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também comparecerá à Câmara, para falar sobre taxa de juros na Comissão de Finanças e Tributação, na quarta (9). 

 

Na terça (8), comparecerá ao Congresso a ministra Simone Tebet, comandante da pasta do Planejamento. A ministra participará de reunião da Comissão Mista de Orçamento, às 14h30, para debater o Orçamento de 2026.

 

Já na quarta (9), estarão na Câmara o ministro Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto, que vai à Comissão de Comunicação da Câmara às 16h; o ministro da Educação, Camilo Santana, que na tarde de quarta vai na comissão especial que discute o Plano Nacional de Educação; e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que participará de audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara.

 

O Senado, assim como a Câmara, terá maior presença no plenário e em comissões, após o retorno de diversos parlamentares que retornaram do “Gilmarpalooza” em Lisboa. O presidente Davi Alcolumbre (União-AP) já distribuiu a pauta de votações no plenário para esta semana, a penúltima antes do recesso parlamentar. 

 

Alcolumbre pautou para a sessão desta terça (8) o polêmico projeto de lei 2.234/2022, relatado pelo senador Irajá (PSD-TO), que regulamenta o funcionamento no país de bingos e cassinos. Os críticos do projeto, como a bancada evangélica, por exemplo, apontam os efeitos da liberação das apostas online como fatores negativos e que desestimulam a aprovação de mais jogos de azar.

 

Outra proposta em análise do plenário é o projeto de lei complementar 141/2024, que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal. Conforme o projeto, haverá maior flexibilidade no orçamento, permitindo mais parcerias e contratações sem ultrapassar os limites de despesa com pessoal para o governo. 

 

Para a sessão de quarta (9), está marcada a realização da última sessão de discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) 137/2019, assim a modificação constitucional poderá ser votada. A proposição altera a Constituição para definir a educação como vetor do progresso.

 

Para a mesma sessão está marcada a deliberação do projeto de lei 2.352/2023, que moderniza as leis de rádio e televisão, permitindo que as emissoras melhorem seus serviços para atender melhor à população. A proposta também pretende facilitar a renovação das permissões de funcionamento das rádios comunitárias. A matéria necessita, antes, de aprovação do requerimento de urgência.

 

Projetos em pauta nesta semana:

 

Terça (8/7) - PEC 137/2019: Altera o art. 205 da Constituição Federal para definir a educação como vetor do progresso do País; PEC 76/2019: Altera a Constituição Federal para incluir as polícias científicas no rol dos órgãos de segurança pública; PLP 141/2024: Altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para definir os casos em que os valores de parcerias ou de contratações firmadas pelo poder público não são considerados no cômputo dos limites de despesa com pessoal; PL 2234/2022: Dispõe sobre a exploração de jogos e apostas em todo o território nacional; PDL 103/2024: Aprova o texto das Emendas à Convenção Constitutiva da Organização Marítima Internacional, adotadas por meio da Resolução A.1152(32) da Assembleia da Organização Marítima Internacional, em 8 de dezembro de 2021.

 

Quarta (9/7) - PEC 137/2019: Altera o art. 205 da Constituição Federal para definir a educação como vetor do progresso do País; PEC 76/2019: Altera a Constituição Federal para incluir as polícias científicas no rol dos órgãos de segurança pública; PL 2352/2023: Altera a Lei do Código Brasileiro de Telecomunicações, para estabelecer diretrizes relacionadas à autorização de modificações de características técnicas, à apresentação de documentos, aos procedimentos de renovação de outorgas; PDL 113/2024: Aprova o texto do Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), assinado pelo Brasil em Genebra, Suíça, em 17 de junho de 2022.

 

Quinta (10/7) - PDL 261/2024: Aprova o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a República da Polônia para a Eliminação da Dupla Tributação em relação aos Tributos sobre a Renda e a Prevenção da Evasão e da Elisão Fiscais; PDL 479/2023: Aprova o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a União Europeia que altera o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a União Europeia sobre a Isenção de Visto para as Estadas de Curta Duração para Titulares de um Passaporte Comum; PDL 478/2023: Aprova o texto atualizado da Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Os tribunais superiores iniciaram, na última quarta (2), o recesso do meio do ano. Durante esse período, com término previsto para 31 de julho, ficam suspensos prazos processuais, audiências e sessões de julgamento.

 

Apesar da pausa, o atendimento a casos urgentes está garantido por regimes de plantão. O STF terá o plantão de julho dividido entre o vice-presidente, ministro Edson Fachin, que responderá pela Presidência do Tribunal entre 2 e 16 de julho, e o presidente, ministro Luís Roberto Barroso, que assume os trabalhos entre 17 e 31 de julho.

 

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e André Mendonça avisaram que trabalharão normalmente durante as férias de julho. Já o ministro Luiz Fux comunicou que está de férias neste mês.

 

No próximo dia 15, o ministro Alexandre de Moraes comandará uma audiência de conciliação para debater os decretos presidenciais que elevaram as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na semana passada, Moraes cancelou os decretos do governo e o projeto de decreto legislativo aprovado pelo Congresso que derrubou as medidas assinadas pelo presidente Lula. 
 

Negociações para sistema próprio de pagamento do Brics avançam: “Proteger de pressões políticas”
Foto: Fernando Frazão / EBC

Os países do Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, além de Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos — avançaram nas discussões para criar um sistema de pagamentos próprio, alternativo ao modelo financeiro global dominado por instituições ocidentais como o Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication).

 

Segundo a Agência Brasil, os membros do grupo estão alinhados com a proposta de desenvolver uma plataforma independente, com base em moedas locais e tecnologias financeiras de ponta, incluindo blockchain.

 

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, confirmou que os países estão “determinados a criar um sistema de pagamento eficaz e seguro que não dependa do Ocidente”. Segundo ele, o objetivo é “proteger as transações internacionais de sanções e pressões políticas”.

 

Ainda de acordo com Ryabkov, a nova estrutura pode incluir a criação de uma moeda digital do bloco, ou a integração de sistemas já existentes nos países membros. Atualmente, a Rússia e a China têm buscado alternativas ao dólar em suas trocas comerciais, especialmente após a imposição de sanções por parte dos Estados Unidos e da União Europeia.

 

O tema estará entre os principais assuntos da próxima cúpula do Brics, marcada para outubro deste ano, em Kazan, na Rússia. A presidência rotativa do grupo está atualmente sob responsabilidade do governo russo.

 

A proposta de independência financeira tem ganhado força no contexto geopolítico atual, marcado por disputas comerciais e tensões entre países do Sul Global e potências ocidentais. O Brasil, por sua vez, tem adotado postura de diálogo, mas também tem interesse em ampliar o uso de moedas locais em transações com parceiros estratégicos.

 

Ainda não há prazo definido para o lançamento do novo sistema de pagamentos, mas os avanços recentes indicam que o tema deixou de ser apenas uma ideia e passou a integrar a agenda prática do bloco.

Gilberto Gil receberá homenagem do primeiro-ministro da Índia em evento no Brasil
Foto: Divulgação

O cantor Gilberto Gil, de 82 anos, será homenageado pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi com uma das mais altas condecorações do governo da Índia, durante a visita do parlamentar ao Brasil para a Cúpula dos BRICS.

 

As informações são da coluna de Ancelmo Gois no jornal 'O Globo'.

 

A cerimônia que reconhecerá o ex-ministro da Cultura com a honraria acontecerá no domingo (6), no Rio de Janeiro, onde a cúpula do Brics se reúne.

 

O título se junta a outras grandes homenagens já recebidas pelo baiano. Gil tem 13 títulos de Doutor Honoris Causa, recebidos de universidades no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. 

 

SOBRE A CÚPULA DO BRICS
Entre os dias 4 e 7 de julho, o Rio de Janeiro recebe o evento, considerado o encontro político e econômico do bloco neste ano.

 

A cúpula reúne representantes dos 11 países membros permanentes do Brics, para reuniões entre chefes de Estado, fóruns empresariais e encontros da sociedade civil.

 

A presidência do bloco neste ano está a cargo do Brasil, o que envolveu a realização de mais de 100 reuniões preparatórias desde fevereiro para alinhar temas e propostas.

Em semana de Congresso esvaziado por conta de Fórum do Brics, Lula viaja à França e STF julga regulação das redes
Foto: Fabio Rodrigues- Pozzebom/Agência Brasil

A semana promete ser esvaziada no Congresso Nacional, por conta da realização do 11º Fórum Parlamentar do Brics, que deve reunir delegações estrangeiras por três dias em Brasília. O esvaziamento dá ao governo federal um alívio, principalmente por conta das pressões de parlamentares para que seja cancelado o decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também terá uma semana com poucos compromissos em sua agenda, já que na próxima quarta-feira (4) viajará para a França, onde cumpridá uma série de compromissos junto com o presidente Emmanuel Macron. Na agenda de Lula ainda estão previstas viagens para Nice, no litoral sul francês, e Mônaco.

 

Já o plenário do Supremo Tribunal Federal retoma nesta semana o julgamento que discute a possibilidade de as plataformas digitais serem responsabilizadas por conteúdos publicados por usuários. A análise está suspensa desde dezembro do ano passado porque o ministro André Mendonça pediu vista dos autos. 

 

Confira abaixo a agenda dos três poderes em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a semana com a sua costumeira reunião das 9h, no Palácio do Planalto, com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e também com o secretário de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social, Laércio Portela.

 

Às 10h, o presidente Lula teve uma reunião com o ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa. 

 

Na parte da tarde, Lula tem uma reunião às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza. Depois, às 15h30, será a vez do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, se reunir com o presidente no Palácio do Planalto. 

 

A agenda do presidente Lula se encerra nesta segunda com uma reunião às 16h, em que estarão presentes o assessor especial da Presidência, embaixador Celso Amorim, o chefe do Cerimonial da Presidência, Fernando Igreja, e o assessor especial Audo Faleiro.

 

Já na próxima quarta (4) o presidente Lula viaja para a França, onde terá uma série de compromissos voltados a aprofundar a relação entre os dois países. Esta será a primeira visita de Estado de um presidente brasileiro à França em 13 anos. 

 

O primeiro compromisso de Lula em Paris será a cerimônia oficial de chegada ao Pátio de Honra (ou Cour d'Honneur) da Esplanada dos Inválidos, na área norte do edifício Hotel des Invalides, quando será recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Em seguida, o presidente brasileiro se reúne com Macron no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, em uma reunião entre as delegações dos dois países e que será seguida por uma cerimônia de assinatura de atos, além de declarações à imprensa.

 

O presidente Lula também receberá o título de doutor honoris causa na Universidade de Paris 8, conhecida também pelo nome de Paris 8 de Vincennes Saint-Denis. 

 

Ainda na agenda bilateral durante a estada de Lula na França, está previsto que os dois presidentes visitem um dos marcos da programação do Ano do Brasil na França para a Expo França 2025, no Grand Palais, um dos principais espaços de exposições do país. No local, está em exibição ao público a instalação Nosso Barco Tambor Terra, do artista brasileiro Ernesto Neto, além da mostra Horizontes, que reúne trabalhos de jovens artistas brasileiros contemporâneos.

 

Ainda no âmbito cultural, o presidente Lula receberá uma homenagem na Academia Francesa. A Academia foi criada em 1635, e, em seus quase 400 anos de história, apenas outros 19 chefes de Estados foram homenageados em sessão oficial. Antes dele, apenas um brasileiro teve a honraria: Dom Pedro II, em 1872.

 

Está prevista, também, a participação de Lula na sessão do Fórum Econômico Brasil-França. O encontro reunirá autoridades e líderes empresariais de ambos os países para discutir temas como transição energética, inovação, infraestrutura e oportunidades de negócios e investimentos. 

 

No sábado (7), Lula e Macron seguem para Toulon, no sul da França, onde visitam a base naval da Marinha Francesa, reforçando a parceria estratégica e a cooperação em temas de defesa e segurança.

 

Já no domingo (8), o presidente Lula vai a Mônaco, para participar de evento sobre a economia azul, com enfoque na questão da utilização econômica e mobilização de financiamento para a conservação dos oceanos. No dia seguinte, o presidente brasileiro vai a Nice, para participar da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. 

 

A conferência busca promover o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 14, da Agenda 2030, que é dedicada à conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos.

 

Durante os eventos com o presidente Emmanuel Macron, estão previstas assinaturas de importantes atos internacionais, sobretudo nas áreas de energia, saúde, educação, ciência e tecnologia e segurança. São esperados ainda anúncios relevantes na área de investimentos. 

 

Segundo a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto, na área de clima e energia, há expectativa de adoção de uma nova declaração dos dois líderes sobre a mudança do clima, considerando o engajamento dentro dos países nesse tema e a necessidade de maior mobilização internacional para a COP30, sediada pelo Brasil. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Câmara e Senado terão uma semana esvaziada por conta da realização do 11º Fórum Parlamentar do Brics, que acontece de 3 a 5 de junho no Congresso Nacional. Até o momento, 15 países já confirmaram presença no evento, que deve reunir cerca de 150 parlamentares.

 

Entre as delegações confirmadas, estão aquelas de países membros do grupo, como África do Sul, China, Etiópia, Emirados Árabes, Índia, Indonésia, Irã, Egito e Rússia, além do Brasil. Também garantiram presença representantes dos países parceiros do Brics — entre eles, Belarus, Bolívia, Cuba, Nigéria e Cazaquistão.

 

Apesar de a abertura oficial do fórum parlamentar estar prevista para a quarta (4), às 10h30, a programação terá início na terça-feira (3), com dois encontros paralelos: o Encontro dos Presidentes das Comissões de Relações Exteriores dos Parlamentos do Brics e a Reunião de Mulheres Parlamentares do Brics. 

 

Também na terça, os presidentes das Comissões de Relações Exteriores dos parlamentos nacionais debatem estratégias de fortalecimento do Brics no cenário global. Entre os destaques, está a sessão sobre comércio internacional, que discute como os países do bloco podem ampliar suas trocas diante das tensões geopolíticas atuais.

 

Outros temas da agenda incluem a promoção de investimentos sustentáveis, a transferência de tecnologia e o uso de instrumentos financeiros para fortalecer a resiliência econômica dos países do Brics. Os debates também buscam alinhar ações parlamentares voltadas para o desenvolvimento e a inovação.

 

O ponto alto do encontro será a solenidade de abertura do 11º Fórum Parlamentar do Brics, no Plenário do Senado Federal, na quarta (4), prevista para as 10h30. A programação do fórum aprofunda os debates estratégicos, com sessões sobre saúde global, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, inteligência artificial e reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança.

 

Na quinta (5), a sessão final será dedicada à cooperação interparlamentar, com a adoção de um documento conjunto que deverá consolidar as principais diretrizes políticas discutidas ao longo dos três dias de evento. O documento será encaminhado à Cúpula de Líderes do bloco, que ocorrerá no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de julho de 2025.

 

O 11º Fórum Parlamentar do Brics também contará com salas de reuniões bilaterais, que estarão disponíveis nos dois dias do evento para que os países possam avançar no diálogo e buscar acordos comerciais e parcerias em temas de interesse comum. 

 

Por conta da programação do Fórum do Brics, a Câmara dos Deputados realiza apenas uma sessão deliberativa nesta semana. Será nesta segunda (2), e acontecerá de maneira semipresencial. 

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou sete propostas para a sessão desta segunda, entre elas o projeto de lei 6.020/2023 que configura a aproximação voluntária do agressor, mesmo que ocorra com o consentimento expresso da vítima, como descumprimento de medida protetiva.

 

De autoria da deputada Dra. Alessandra Haber (MDB-PA), a proposição altera a Lei Maria da Penha para ampliar a proteção às vítimas, mesmo em casos que a aproximação do agressor aconteça com consentimento. 

 

A Câmara vai analisar também dois requerimentos de urgência para projetos. O pedido acelera a tramitação de projetos e faz com que sejam analisados diretamente pelo plenário sem precisar passar por todas as comissões.

 

O primeiro requerimento solicita urgência para o projeto de lei 3.097/2024 que altera o Código Penal para criar sanção a gestores estaduais e municipais que não transferirem ou executarem, no prazo máximo de 60 dias, emendas individuais. O segundo requerimento solicita urgência para o projeto de lei 892/2025, que institui o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química.

 

Também podem ser votados três projetos de lei que dispõem sobre o meio ambiente, desde calamidade pública, uso da água do mar e alterações no Código Florestal. Ainda na pauta está também o projeto de lei 2.767/2023, que regulamenta os programas de milhagem das companhias aéreas.

 

Já no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), não pautou sessões deliberativas no plenário para toda a semana. 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Nesta segunda (2) a Primeira Turma do STF ouve o depoimento do senador Rogério Marinho (PL-RN) na ação penal sobre uma tentativa de golpe de estado. A partir de hoje o STF também deve liberar a íntegra dos vídeos dos depoimentos já realizados até agora.

 

Na quinta (5), acontecerá o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, no inquérito aberto contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. O inquérito investiga se o deputado está agindo nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e para interferir no processo que corre contra Bolsonaro no STF. 

 

Já para o plenário do Supremo Tribunal Federal está programado para a próxima quarta (4) o julgamento de duas ações que vão definir se plataformas digitais podem ser responsabilizadas por conteúdos que os usuários publicam.

 

Os ministros analisam a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que diz que as plataformas só são obrigadas a retirar conteúdos considerados ilegais se houver uma ordem da Justiça, com algumas exceções.

 

Além desse julgamento, os ministros do STF irão apreciar a responsabilidade de provedores de aplicativos ou de ferramentas de internet pelo conteúdo gerado pelos usuários e a possibilidade de remoção de conteúdos que possam ofender direitos de personalidade, incitar o ódio ou difundir notícias fraudulentas a partir de notificação extrajudicial.
 

Jerônimo Rodrigues discute expansão do VLT até Alagoinhas e busca investimentos com o banco do BRICS com Dilma Roussef
Foto: Divulgação / GovBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se reuniu nesta terça-feira (20) com a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, para apresentar projetos estratégicos do estado, com destaque para a expansão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até Alagoinhas. O encontro faz parte da continuidade das tratativas iniciadas durante a recente viagem do governador à China.

 

A proposta de expansão norte do VLT prevê a ligação entre a Ilha de São João e o município de Alagoinhas, passando por Simões Filho, Camaçari e pela localidade de Juca. A obra tem como objetivo ampliar a mobilidade urbana e a integração regional.

 

“Destacamos projetos estratégicos importantes, a exemplo da expansão do VLT, saindo de Salvador e indo até Alagoinhas, passando por Simões Filho, Camaçari, Pojuca. Nós, inclusive, já temos recursos do PAC, aprovado no PAC para a elaboração do projeto. Então, discutimos sobre isso”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

 

Durante a reunião, também foi discutido o projeto de ampliação da cobertura de esgotamento sanitário em regiões da Bahia. “Nós temos ainda uma deficiência de expansão da rede de esgotamento, então apresentamos essa possibilidade”, disse o governador.

 

Outro projeto apresentado ao banco foi o da implantação de uma usina de bioenergia integrada, voltada à geração modular de biometano com injeção em gasodutos, além da produção e comercialização de energia regulada e bioprodutos.

 

Dilma Rousseff, atual presidenta do banco do BRICS, se mostrou receptiva aos projetos apresentados. “Dentro dos critérios técnicos do banco, estaremos à disposição para avançar nas análises e identificar caminhos para viabilizar esses investimentos”, declarou.

 

O governador também destacou o Porto Sul, em Ilhéus, como uma das prioridades do estado. “O Porto Sul é um porto público em Ilhéus, que irá receber tanto cargas do exterior quanto da Bahia, do Matopiba, com destino a outros países, a exemplo de minérios, de grãos, de frutas, algodão.”

Costa do Sauípe pode ser sede de cúpula dos Brics em julho
Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR

O peso da influência dos baianos no governo federal, que além dos ministros Jaques Wagner e Rui Costa agora conta com Sidônio Palmeira na Secom, pode fazer com que a próxima cúpula do Brics (bloco econômico originalmente formado por Brasil, Russia, India, China e África do Sul), programada para julho deste ano, seja realizada na Costa do Sauípe, no litoral norte da Bahia.

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem articulado para trazer a conferência do grupo para o complexo hoteleiro de Sauípe. As cidade de Recife e Rio de Janeiro também desejam sediar o encontro.

 

Lula decidirá pelo local da cúpula do grupo com o auxílio de analises feitas pelo Itamaraty e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

 

A partir de 1º de janeiro deste ano, o Brasil começou o seu mandato na presidência do bloco, que vai até o último dia de 2025. Já a cúpula da Brics é um espaço de deliberação entre chefes de Estado e Governo do grupo. 

Brasil assume presidência do Brics em 2025 com foco em sustentabilidade e governança global
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

O Brasil assumirá a presidência do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em 1º de janeiro de 2025, marcando a quarta vez que o país sediará a reunião de cúpula do bloco. Durante sua presidência, o Brasil buscará fortalecer o entendimento entre os países membros e promover a discussão de temas globais, como mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e a governança da inteligência artificial.De acordo com a Agência Brasil, o embaixador Eduardo Saboia, sherpa do Brics em 2025, ressaltou a importância do grupo, que representa mais de 40% da população mundial e 37% do PIB global, e destacou o papel do bloco na construção de um mundo mais sustentável.

 

O governo brasileiro pretende utilizar a presidência do Brics para avançar na questão climática, especialmente com a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30) em Belém, no mesmo ano. Saboia apontou que os países do Brics desempenham um papel central na questão da energia, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa, e que a cooperação entre as nações pode ajudar a enfrentar essa crise. Além disso, o embaixador mencionou a necessidade de avançar na governança da inteligência artificial, uma tecnologia que carece de regulamentação global.

 

A ampliação do Brics também será um tema importante durante a presidência brasileira. Em 2023, o grupo convidou seis novos países a se juntarem ao bloco em 2024: Argentina, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. Além disso, o Brics criou uma nova categoria de membros associados, com 13 países convidados, incluindo Cuba, Turquia, Nigéria e Indonésia. Saboia destacou que o Brasil apoia a expansão do bloco, que busca refletir a diversidade do sul global e fortalecer sua influência nas questões globais, como a reforma da governança internacional, incluindo o Conselho de Segurança da ONU.

 

A presidência do Brics oferece ao Brasil uma plataforma para impulsionar a reforma da governança global e promover a estabilidade internacional. Para Saboia, o grupo tem um papel estabilizador ao reunir países com sistemas políticos e desafios diferentes, o que favorece a cooperação e a construção de soluções para questões que afetam a população mundial. A ampliação do bloco e a inclusão de novos membros associados serão passos importantes para fortalecer ainda mais a relevância do Brics no cenário internacional.
 

Ministro Mauro Vieira representará Lula durante cúpula do Brics na Rússia
Foto: Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, neste domingo (20), que o novo chefe da delegação brasileira na cúpula do Brics, em Kazan, na Rússia. O chefe da pasta, o ministro Mauro Vieira representará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o chefe do Executivo sofrer um acidente doméstico.

 

Lula sofreu um acidente doméstico em Brasília, no último sábado (19), e deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com um corte na nuca. Segundo avaliação médica, o caso não é grave, mas o presidente recebeu orientações para não realizar viagens aéreas de longa distância.

 

O presidente embarcaria no final da tarde deste domingo (20) ao lado de Vieira e o ministro Alexandre Silveira para a Rússia. Em nota, o Itamaraty informou que o ministro das Relações Exteriores embarca na noite deste domingo, enquanto Lula participará virtualmente da sessão de chefes de Estado da cúpula.

Lula sofre acidente doméstico e cancela viagem à Rússia
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai mais viajar à Rússia para participar presencialmente da 16ª Cúpula dos Brics. Ele sofreu um acidente doméstico em Brasília neste sábado (19) e teve um ferimento na cabeça. 

 

De acordo com informações obtidas pelo g1, Lula deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com um "ferimento corto-contuso em região occipital" – ou seja, um corte na nuca. O caso foi confirmado em boletim médico divulgado pela unidade neste domingo (20). 

 

Conforme avaliação médica, o caso não é grave. Porém, como medida precaução, o cardiologista Roberto Kalil Filho orientou o presidente a não fazer viagens de longa duração. No entanto, a orientação não impedirá o político de continuar os demais compromissos da agenda presidencial em Brasília. 

 

"Após avaliação da equipe médica, foi orientado evitar viagem aérea de longa distância, podendo exercer suas demais atividades. Permanece sob acompanhamento de equipe médica, aos cuidados do Prof. Dr Roberto Kalil Filho e Dra Ana Helena Germoglio", diz o boletim do Sírio-Libanês.

 

A agenda em Kazan, na Rússia, começava na próxima terça-feira (22). Lá, havia a expectativa de Lula participar de reuniões bilaterais com os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. O presidente embarcaria na manhã de hoje da Base Aérea de Brasília. 

 

Segundo o Palácio do Planalto, no entanto, Lula participará do evento de maneira remota. "O presidente irá participar da Cúpula dos Brics por meio de videoconferência e terá agenda de trabalho normal essa semana em Brasília, no Palácio do Planalto", informou a Presidência da República.

 

Lula tem 78 anos. Há pouco mais de um ano, em setembro de 2023, o presidente fez uma artroplastia total do quadril direito – uma cirurgia para substituir, por uma prótese, a cartilagem desgastada naquela região do corpo. Há poucas semanas, quando o procedimento completou um ano, Lula passou por exames de revisão.

Brics confirma entrada de mais seis países no bloco: “Representamos 36% do PIB global”, diz Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A 15ª Cúpula do Brics, que termina nesta quinta-feira (24), em Joanesburgo, na África do Sul, anunciou a entrada de seis países no bloco. Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã agora fazem parte do grupo.

 

Eles se unem aos atuais membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A entrada de novos países era um dos principais objetivos da reunião, que começou na última terça (22). As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

“Agora, o PIB do Brics eleva-se para 36% do PIB global em paridade de poder de compra e 46% da população mundial”, comemorou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em discurso no fim do evento. “O Brics continuará aberto a novos candidatos e, para isso, aprovamos também critérios e procedimentos para futuras adesões”, pontuou o mandatário.

 

A entrada dos novos membros começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2024, com a necessidade de os novatos cumprirem uma série de exigências. Mas a própria adesão foi feita a partir de concessões feitas pelos integrantes originais. O Brasil, por exemplo, tinha restrições a países com sistema ditatorial. Abriu mão, porém, com o reforço de uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

 

Em seu discurso, Lula fez questão de citar a Argentina, mostrando o comprometimento feito com o governo vizinho desde o início de sua gestão.

 

“Por fim, dedico uma mensagem especial ao querido Alberto Fernández, presidente da Argentina e grande amigo do Brasil e do mundo em desenvolvimento. Continuaremos avançando lado a lado com nossos irmãos argentinos em mais um foro internacional”, apontou Lula.

Dilma deve assumir presidência do Brics durante viagem de Lula à China
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A posse da ex-presidenta Dilma Rousseff  para o comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), nome oficial do Banco do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, deve acontecer no final deste mês na China. 

 

Neste período o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve estar cumprindo a etapa final de sua viagem ao país asiático, onde deve encontrar com sua aliada de longa data.

 

Com US$ 32 bilhões em projetos aprovados desde 2015, o banco, que  a própria Dilma ajudou a criar,  atualmente investe US$ 4 bilhões no Brasil, principalmente em rodovias e portos.Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a nova comandante da instituição tem a oportunidade de ampliar a inserção internacional no banco, mas terá dois grandes desafios: impulsionar projetos ligados ao meio ambiente e driblar o impacto geopolítico das retaliações ocidentais à Rússia, um dos sócios-fundadores.

 

Em relação à economia verde, o principal desafio de Dilma, que enfrentou conflitos com a área ambiental do governo nos dois mandatos de Lula, não será a adaptação às novas exigências ambientais dos projetos de infraestrutura.

 

“Nesse ponto, vai depender mais de quem coloca o dinheiro e financia os projetos, principalmente a Rússia e a China, que não têm esse perfil ambientalista, decidir colocar valores em projetos mais ambientais. A adaptação da Dilma ao perfil de economia verde é o menor dos problemas”, diz Carla Beni, economista e professora de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo. Ela, no entanto, lembra que a China pode usar o banco para suavizar a imagem de grande emissor de carbono e financiar esses projetos.

 

Já em relação à Rússia, o doutor em relações internacionais na Universidade de Lisboa e membro da Associação Portuguesa de Ciência Política, o economista Igor Lucena, as sanções por causa da guerra na Ucrânia estão impedindo o banco de emitir títulos no mercado financeiro europeu e norte-americano. A nova presidenta da instituição terá de encontrar opções para captar recursos fora do Brics.

 

“Haverá uma maior necessidade de a presidente Dilma articular com países não atrelados às sanções contra a Rússia para que o banco possa emitir títulos, dívida em estados e regiões que sejam capazes de absorver esses papéis e dar capilaridade de financiamento ao banco. Talvez esse seja o maior desafio da ex-presidente Dilma dentro do Brics: a situação internacional da Rússia e como isso impacta dentro do próprio banco”, diz Lucena.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

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