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O Ministério da Saúde lançou com o Ministério da Fazenda o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas. A iniciativa visa promover estratégias de prevenção e cuidado, com a saúde de pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas. A medida foi assinada nesta quarta-feira (3), após um Acordo de Cooperação Técnico entre as pastas.
O canal vai possibilitar a troca de dados entre os órgãos e ações integradas que apoiem esses usuários a buscarem os serviços do SUS. A partir da próxima quarta-feira (10), a população terá acesso a uma ferramenta para excluir e bloquear o acesso a todos os sites de apostas autorizados, com acesso a orientações sobre como buscar ajuda na rede pública.
“Estamos dando um passo histórico ao criar o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas. Pela primeira vez, teremos informação qualificada para identificar comportamentos de risco, acionar as equipes do SUS e oferecer cuidado e acolhimento a quem sofre com a compulsão por jogos - um problema silencioso, mas que destrói vidas e famílias”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A plataforma de autoexclusão centralizada pertence a um sistema do Ministério da Fazenda que vai permitir que o apostador solicite o bloqueio de acesso aos sites de apostas, bem como deixe seu CPF indisponível para novos cadastros e recebimento de publicidades. Pessoas que não apostam também poderão realizar sua exclusão voluntária. A ferramenta disponibilizará informações sobre pontos de atendimento do SUS, direcionando o usuário para o Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS.
Já no setor de saúde, o Ministério vai ofertar assistência através da Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. O material conta com orientações clínicas e prevê atendimento presencial e online como forma de reduzir as barreiras de acesso ao cuidado em saúde mental. Em fevereiro de 2026, a rede pública terá teleatendimentos em saúde mental com foco em jogos e apostas por meio de parceria com o Hospital Sírio-Libanês dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS)
Serão 450 atendimentos online por mês com expectativa de aumentar gradativamente a partir da demanda. A assistência será de forma integrada e como parte da rede do SUS e, havendo necessidade, esses pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial.
“O SUS estará preparado para chegar até essas pessoas com apoio presencial, telessaúde e o SUS Digital. O recado é claro: ninguém precisa enfrentar isso sozinho. O SUS está aqui para ajudar e proteger”, reiterou o ministro Padilha.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.