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“La Libertad Avanza. Viva la libertad carajo”. Com essa frase curta, postada na rede X, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura do venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais do governo dos Estados Unidos, neste sábado (3).
Milei foi um dos poucos líderes das américas a apoiar a investida militar do governo Donald Trump para prender Maduro e retirá-lo do seu país. Assim como Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, sinalizou ser a favor dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela.
Em uma postagem no seu perfil nas rede social X, Noboa disse ver a estrutura criminosa do que chamou de “narco chavistas” desmoronar em todo o continente.
“A todos os criminosos narco chavistas, sua hora hora chegou. Sua estrutura vai terminar de cair em todo o continente”, escreveu o presidente do Equador.
Do lado contrário, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, criticou a ofensiva norte-americana e disse que o seu governo convocou o Conselho de Segurança Nacional para dar assistência aos colombianos na Venezuela.
“O governo da Colômbia repudia a agressão à soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos devem ser resolvidos pelos próprios povos em paz. Esse é o princípio da autodeterminação dos povos, que é a base do sistema das Nações Unidas”, declarou Petro na rede X.
“Convido o povo venezuelano a encontrar os caminhos do diálogo civil e da sua unidade. Sem soberania não há nação. A paz é o caminho, e o diálogo entre os povos é fundamental para a união nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta”, acrescentou o líder colombiano.
Uma condenação mais veemente à ação dos Estados Unidos foi postada na rede X pelo líder cubano, Miguel Díaz-Canel, que repudiou a ofensiva das forças especiais norte-americanas.
“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou morte! Venceremos!”, declarou Miguel Díaz-Canel.
A declaração do líder cubano encontra paralelo no comunicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a ação militar dos Estados Unidos ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula.
Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.
Com mais comedimento, o presidente do Chile, Gabriel Boric, disse estar preocupado com a situação e pediu uma solução pacífica para a manutenção do poder na Venezuela. “Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”, declarou.
Boric disse ainda que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.
Na mesma linha, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, relembrou um trecho da Carta das Nações Unidas: “Os integrantes da Organização deverão abster-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas”.
O Ministério Público chileno denunciou o presidente do país, Gabriel Boric, por suposto ato de assédio sexual. A denúncia, que foi feita em 6 setembro deste ano, só foi revelada pela promotoria nesta semana, mas foi negada pela defesa do mandatário.
A vítima alega que foi assediada por Boric, há 11 anos, quando ele tinha 27 anos e havia acabado de terminar a graduação em Direito, onde se destacou como uma das principais lideranças estudantis do Chile.
A acusação foi confirmada por Cristián Crisosto, chefe do Ministério Público de Magallanes, região no sul do país, onde o caso foi protocolado. “Existe um processo criminal relacionado aos fatos indicados."
Uma equipe especial do Ministério Público é responsável pela investigação, disse ainda Crisosto, que não revelou mais detalhes do caso.
Por seu turno, a defesa de Boric nega veementemente as alegações da suposta vítima. "O presidente (...) rejeita e desmente categoricamente a denúncia de um suposto fato ocorrido em 2013, quando ele tinha 27 anos e havia acabado de finalizar os estudos de Direito", afirmou o advogado de Boric, Jonatan Valenzuela, em um comunicado.
Não é a primeira vez que o presidente chileno é acusado desse crime, na campanha para sua eleição em 2021 ele também foi alvo de denúncia, que foi investigada criminalmente.
O mandatário tem foro especial e para ser investigado, a Justiça antes deve aprovar um julgamento da imunidade. O caso surge no momento em que o ex-homem forte do governo, Manuel Monsalve, foi preso devido a acusações de abuso sexual.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).