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big
O diretor do afoxé Filhos de Gandhy, Carlos Augusto Alves Pereria, conhecido como Big, morreu aos 69 anos, na última terça-feira (20), em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O agitador cultural estava internado no Hospital Ernesto Simões, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, desde o dia 14 de agosto. Big é considerado um dos maiores representantes do movimento negro na capital baiana, e foi uma das inspirações para a criação do Ilê Aiyê, através da Turma do Brau, grupo que Vovô e Apolônio, criadores do Ilê, participavam.
Carlos assumiu o posto como diretor do Filhos de Gandhy há cerca de uma década.
Por meio de nota, a Fundação Cultural do Estado (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado, lamentou o falecimento do artista:
"A Funceb lamenta o falecimento na manhã desta quarta-feira (20), de um dos grandes agitadores culturais do Pelourinho, Carlos Augusto Alves Pereira, conhecido por todos como Big.
Um dos mobilizadores do surgimento do bloco Ilê Aiyê, em 1974, com a chamada Turma do Brau junto a Vovô e Apolônio, Big era figura emblemática na cena afro-cultural baiana, tendo integrado também a diretoria do Afoxé Filhos de Gandhy. Comerciante conhecido e popular no Centro Histórico, ele tinha sua loja de artes na Rua Gregório de Matos."
O corpo de Big será sepultado no Cemitério Ordem Terceira de São Francisco, no bairro Baixa de Quintas, às 11h desta quinta-feira (21). A família optou por não velar o corpo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.