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beto louco
A delação premiada de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, abriu uma nova frente de investigação sobre fraudes milionárias no mercado de combustíveis da Bahia.
Entre os citados na colaboração está Cyro Valentini, empresário ligado à Dax Oil, refinaria localizada em Camaçari.
Segundo o Ministério Público da Bahia, o esquema investigado envolvia a importação de gasolina declarada como nafta, insumo usado no pré-refino e que possui tributação menor.
De acordo com as investigações, após a importação, o produto era desviado para unidades clandestinas conhecidas como “batedeiras”, onde ocorria a adulteração dos combustíveis antes da distribuição aos postos.
A suspeita é que o grupo utilizava empresas do setor para reduzir o pagamento de impostos e comercializar combustível fora dos padrões de fiscalização.
Na Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, a Dax Oil foi apontada como fornecedora da Copape, empresa controlada por Beto Louco em São Paulo.
Outro citado na delação foi Olavo Oliva, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia e integrante da Coordenação de Petróleo e Combustíveis do órgão.
As informações prestadas pelo empresário serviram de base para a Operação Khalas, deflagrada pelo MP-BA na quinta-feira (21), que investiga um suposto esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis.
Segundo o Ministério Público, o esquema teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 400 milhões em sonegação fiscal ao governo da Bahia, além da adulteração de cerca de 111 milhões de litros de combustíveis.
Apontado pelas autoridades como operador de um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital, Beto Louco passou a colaborar com o MP-BA após tentativas frustradas de fechar acordos em outros estados.
Segundo reportagem do UOL, o empresário detalhou aos investigadores a estrutura usada para fraudes tributárias e o pagamento de propinas a integrantes do setor de combustíveis da Sefaz-BA.
Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Mourad, o “Primo”, principais alvos da Operação Carbono Oculto, foram localizados na Líbia por autoridades brasileiras.
Na lista de procurados da Interpol, os dois negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo. Segundo a Folha de S.Paulo, a proposta inclui denúncias contra magistrados. No ano passado, uma tentativa anterior, que citava políticos, foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os dois são apontados como peças-chave de um esquema que teria permitido ao Primeiro Comando da Capital (PCC) atuar no setor de combustíveis. De acordo com as investigações, cerca de mil postos ligados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Ainda segundo as apurações, Beto Louco seria responsável pela gestão de empresas usadas para fraudes fiscais e ocultação de recursos. A defesa dele nega as acusações e afirma que qualquer ligação com o PCC é “falsa e fantasiosa”. A defesa de Mourad também rejeita envolvimento com o crime organizado.
Investigadores apuram ainda se Beto Louco atuava como articulador político do grupo.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou um jatinho associado a Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo por comandar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Beto Louco está foragido desde agosto, quando a Operação Carbono Oculto foi deflagrada.
Segundo relato do piloto Mauro Caputti Mattosinho ao ICL Notícias, Toffoli fez duas viagens no mesmo dia no jato de prefixo PR-SMG, operado pela empresa TAP (Táxi Aéreo Piracicaba).
Às 12h40 do dia 22 de setembro de 2024, um domingo, o ministro embarcou em Brasília com destino a Ourinhos, no interior paulista. Ao chegar, entrou em um helicóptero e seguiu para o resort de luxo Tayayá, no Paraná, local que já teve parentes do ministro entre os sócios.
No fim da tarde, por volta das 18h, Toffoli retornou a Ourinhos e voou no mesmo jato até São Paulo.
O piloto afirma que só soube que transportaria um ministro do STF quando Toffoli apareceu para embarcar. “Ele me disse que iria participar de um coquetel. E até me convidou para ir com ele”, disse Mattosinho, um dos pilotos que operaram a aeronave naquele dia.
Ainda segundo o piloto, o jato PR-SMG era usado com frequência por Beto Louco e por seu sócio, Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, ambos apontados como líderes de um esquema bilionário que envolvia fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro do PCC. Primo também está foragido.
O site Alô Juca divulgou, neste sábado (18), uma imagem enviada anonimamente que alegadamente registra um Deputado Federal Adalberto Barreto (União) em um encontro com Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido nome como "Beto Louco" pela polícia civil, investigado por esquemas com a facção do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O homem é apontado pelas autoridades como o principal responsável por uma complexa rede de fraudes fiscais e contábeis. Segundo a Polícia Federal (PF), o esquema liderado por Leme da Silva é investigado por movimentar mais de R$ 52 bilhões e está diretamente ligado à lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis, contando com a participação de políticos em diversos estados.
A alegação surge dias após o Deputado Federal Dal Barreto (União) ser alvo de uma nova fase da Operação Overclean. Na última terça-feira (14), Barreto teve mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no Aeroporto de Salvador, no momento em que se preparava para embarcar para Brasília.
A Operação Overclean investiga desvios em emendas parlamentares e ligações do deputado com personagens que teriam desviado recursos em prefeituras da Bahia. Os investigadores suspeitam de vínculos entre estes desvios e o grande esquema de lavagem de dinheiro que envolve "Beto Louco".
Os mandados de busca e apreensão desta fase da operação foram solicitados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos em Brasília, Salvador e Amargosa, município no Vale do Jiquiriçá. O Deputado Barreto não se manifestou publicamente sobre a operação nem sobre a foto até o fechamento desta edição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Éden Valadares
"O Brasil todo sabe que ele articulou as tarifas contra a nossa economia para tentar salvar o pai da cadeia e agora para tentar salvar a própria campanha".
Disse o secretário nacional de Comunicação do PT e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Éden Valadares, reagiu às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a viagem aos Estados Unidos e afirmou que o parlamentar tenta desfazer um suposto "ato de traição" contra o Brasil.