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benedita da silva
Depois de ter anunciado sua aposentadoria como intérprete nos desfiles de carnaval da escola Beija-Flor de Nilópolis, Neguinho da Beija-Flor, de 75 anos, pode enveredar pela carreira política em 2026. O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, está conduzindo uma articulação para convencer o veterano intérprete a se candidatar ao Senado no Rio de Janeiro pelo partido do presidente Lula.
A ideia do vice-presidente do PT é transformar Neguinho da Beija-Flor no grande nome da esquerda para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lidera todas as pesquisas para ser reeleito em 2026. O PT do Rio de Janeiro já discute a possibilidade de incluir o nome do sambista em pesquisas de intenção de voto para testar sua viabilidade eleitoral.
Washington Quaquá declarou em suas redes sociais que a candidatura do mais famoso intérprete do carnaval carioca contaria com apoio expressivo dentro do partido. A movimentação de Quaquá, entretanto, pode atrapalhar os planos do PT de apostar na candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que também vem aparecendo bem colocada nas últimas pesquisas.
“Para tirar Flávio Bolsonaro do Senado, Neguinho da Beija-Flor é candidato. Um cara do povo, com raiz na Baixada, que entende o Rio. Um candidato para unir”, declarou Quaquá em suas redes sociais em foto ao lado do sambista.
O vice-presidente do PT destaca que Neguinho da Beija-Flor representa “um símbolo de identidade e resistência cultural da Baixada Fluminense”. O dirigente afirma que a trajetória do intérprete, que ganhou diversos títulos com a sua escola, é marcada pela ligação com Nilópolis e com a Baixa Fluminense.
“Sua popularidade e reconhecimento como voz do povo dão a ele uma base social significativa, capaz de mobilizar apoios e unir diferentes setores em torno de sua candidatura”, diz Quaquá.
Apesar da intenção do grupo de petistas do Rio de Janeiro de contar com Neguinho da Beija-Flor no partido, será preciso primeiro convencer o sambista a deixar a sigla inimiga. Segundo o colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, Neguinho é filiado, desde 2013, ao PL, partido que hoje representa o bolsonarismo. Na certidão de filiação de Neguinho, a situação dele consta como “regular” na legenda do ex-presidente.
As deputadas petistas Benedita da Silva e Erika Kokay apresentaram à Comissão de Cultura da Câmara, nesta terça-feira (8), um pedido de diligência “a fim de averiguar as condições estruturais da nova sede, bem como as de preservação e conservação integral de todo acervo histórico" da Fundação Palmares.
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, em O Globo, a preocupação se dá com a mudança da instituição para o antigo prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília. O local, segundo as parlamentares, tem "infiltrações e avarias as mais diversas".
As deputadas apontam ainda que "todo o acervo documental museológico, documental e arquivístico está encaixotado - correndo grave risco de deterioração pela forma criminosa com que é tratado pela direção do órgão".
Após o presidente da Palmares, Sérgio Camargo, se recusar a participar de audiência pública sobre a crise institucional da fundação, na segunda-feira (7), Benedita, que é presidente da Comissão, fez duras críticas à atuação dele à frente da Palmares.
"Não me sento à mesa para dialogar com pretos racistas. Benedita da Silva me chama de capitão do mato a mando do Bolsonaro. Vá procurar sua turma. Não existe crise institucional na Palmares", postou Camargo, sobre a ausência.
Segundo a Folha de S. Paulo, Benedita, por sua vez, afirmou que "estamos vivendo uma trágica alteração do papel das instituições públicas e também do papel dos gestores". "Estamos pedindo que o senhor Sérgio Camargo não destrua aquilo que ele nunca deu uma contribuição para que existisse", pontuou a deputada, citando os “inúmeros agravos e denúncias em relação à Fundação Cultural Palmares —da saída de diretores, perda de estrutura e da paralisia em políticas públicas da valorização, da promoção e fomento da cultura afro-brasileira”.
Na ocasião, Benedita iformou ao O Globo que apresentaria um requerimento para convocar o ministro do Turismo, Gilson Machado, para dar explicações sobre a condução do trabalho de Camargo. Isto porque a fundação é subordinada ao ministério, e o gestor não pode ser convocado.
Na mais recente polêmica de Camargo, que já classificou o movimento negro como “escória maldita”, ele prometeu excluir obras sobre o escritor e guerrilheiro comunista baiano Carlos Marighella (1911-1969) e do revolucionário marxista Che Guevara do acervo da instituição (saiba mais).
Liberado para concorrer às próximas eleições, após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar que a Justiça Federal de Curitiba não era competente para investigar o ex-presidente Lula, o petista participará de um encontro com artistas neste sábado no Rio de Janeiro.
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, a reunião tem sido organizada pelo ator Antônio Pitanga, casado com a deputada petista e ex-governadora do Rio Benedita da Silva (PT).
Ainda segundo a publicação, o encontro está previsto para acontecer em um hotel situado em Ipanema, na Zona Sul da cidade.
A Justiça Federal determinou que a Fundação Cultural Palmares devolva os nomes de Marina Silva, Benetida da Silva e Madame Satã para a lista de personalidades negras homenageadas pelo órgão.
De acordo com a coluna de Guilherme Amado no site da revista Época, a decisão foi assinada nesta terça-feira pelo juiz federal do Distrito Federal Diego Câmara, que atendeu a um pedido do advogado Marivaldo Pereira e da advogada Ana Paula Freitas, da Rede Liberdade.
Os nomes dos homenageados foram retirados da lista em setembro e outurbro do ano passado (veja aqui). A instituição, chefiada pelo jornalista Sérgio Camargo, não explicou para a Justiça quais foram as justificativas para a exclusão das personalidades e nem apresentou o processo administrativo que embasou a decisão.
O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, anunciou, nesta quarta-feira (30), a retirada da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) da lista de Personalidades Negras da instituição. “Benedita responde pelo crime de improbidade administrativa e seus bens foram bloqueados pela Justiça. O preto, o pobre e o favelado são as maiores vítimas da corrupção”, escreveu Camargo em sua conta no Twitter, para justificar a decisão.
O nome da deputada Benedita da Silva (PT) foi excluído da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares.
— Sérgio Camargo (@sergiodireita1) September 30, 2020
Benedita responde pelo crime de improbidade administrativa e seus bens foram bloqueados pela Justiça.
O preto, o pobre e o favelado são as maiores vítimas da corrupção.
Candidata à prefeitura do Rio de Janeiro, Benedita alega, por meio de nota enviada ao jornal O Globo, que a medida se trata de uma interferência do presidente nas eleições municipais, já que Jair Bolsonaro apoia a reeleição do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). A equipe da petista afirma ainda que irá à Justiça contra o suposto crime de racismo.
Em uma publicação em suas redes sociais, Benedita também se manifestou contra a medida anunciada por Camargo. "Nestes últimos dias venho sendo alvo de uma campanha de ódio, minhas redes sociais têm sido atacadas por robôs de extrema-direita. E hoje ainda fui surpreendida com a notícia de que meu nome foi retirado da Fundação Palmares. Mais uma decisão arbitrária e ilegal, típica do governo atual. A democracia é uma conquista e o direito de expor as suas opiniões também. Porém , não podemos deixar que esses comportamentos violentos sejam reproduzidos nos dias atuais. Tenho 40 anos de vida publica, minha vida é um livro aberto, não tenho nenhuma condenação e não vou tolerar esses tipos de acusações e ataques, principalmente racistas!", afirmou.
É preocupante e de partir o coração que em pleno ano de 2020, alguns ainda utilizem recursos agressivos ou recursos ilegais para a transmitirem suas opiniões. Nestes últimos dias venho sendo alvo de uma campanha de ódio, minhas redes sociais têm sido atacadas por robôs de extrema-direita. E hoje ainda fui surpreendida com a notícia de que meu nome foi retirado da Fundação Palmares. Mais uma decisão arbitrária e ilegal, típica do governo atual. A democracia é uma conquista e o direito de expor as suas opiniões também. Porém , não podemos deixar que esses comportamentos violentos sejam reproduzidos nos dias atuais. Tenho 40 anos de vida publica, minha vida é um livro aberto, não tenho nenhuma condenação e não vou tolerar esses tipos de acusações e ataques, principalmente racistas! Precisamos de mais amor, tolerância e empatia. Devemos nos expressar e respeitar o próximo sempre! #benedita13prefeita #beneditadopovo #BeneditaDoRio
Publicado por Benedita da Silva em Quarta-feira, 30 de setembro de 2020
Segundo o jornal, o caso a que se refere Camargo é de 2015, quando a 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilos bancário e fiscal da deputada. Ela é acusada pelo Ministério Público de improbidade administrativa por dispensar licitação e gerar “grave prejuízo” ao patrimônio público estadual, em contratos enquanto secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. Ela ocupou o cargo de 2007 a 2010, no primeiro mandato de Sérgio Cabral.
Em nota, a defesa da petista afirmou que “com 40 anos de vida pública, a deputada Benedita da Silva já foi vereadora, deputada, senadora, secretária, governadora e ministra, sem jamais ter sido condenada sequer em primeira instância”.
Presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), prepara uma sessão solene na casa, para homenagear a cultura brasileira.
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o evento acontece nesta quinta-feira (13). À coluna, Benedita afirmou que o objetivo da iniciativa é apresentar um balanço dos trabalhos da comissão à qual preside e homenagear “a resistência do mundo artístico”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.