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O beisebol japonês perdeu nesta quarta-feira (9) um dos maiores rebatedores de sua história. Isao Harimoto morreu aos 86 anos, em um hospital de Tóquio. Recordista absoluto de rebatidas na Nippon Professional Baseball (NPB), com 3.085, o ex-jogador construiu uma trajetória que também ficou marcada por ter sobrevivido, ainda criança, à bomba atômica lançada sobre Hiroshima em 1945. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (10) pelo Meikyukai, associação que reúne grandes nomes do beisebol profissional do Japão. A causa não foi divulgada.
Conhecido como “Hit Machine”, Harimoto passou 23 temporadas no beisebol profissional japonês, entre 1959 e 1981. Ao longo de 2.752 partidas, acumulou 3.085 rebatidas, 504 home runs, 1.676 corridas impulsionadas e média de 31,9% no bastão. Até hoje, nenhum outro jogador conseguiu chegar às 3 mil rebatidas atuando exclusivamente na NPB.
A marca histórica de número 3.000 foi alcançada em maio de 1980 de maneira emblemática: com um home run de duas corridas diante do Hankyu Braves. Harimoto encerrou a carreira no ano seguinte e permanece 184 rebatidas à frente de Katsuya Nomura, segundo colocado no ranking histórico da liga japonesa.
DA TRAGÉDIA EM HIROSHIMA À HISTÓRIA NO BEISEBOL
Nascido em Hiroshima, em 1940, filho de pais coreanos, Harimoto tinha cinco anos quando os Estados Unidos lançaram a bomba atômica sobre a cidade, em 6 de agosto de 1945.
O garoto sobreviveu à explosão, mas perdeu a irmã mais velha. Anos depois, ao relembrar aquele dia, relatou que sua mãe se colocou à frente dos filhos para tentar protegê-los após o clarão e o impacto provocados pela bomba.
As dificuldades físicas de Harimoto haviam começado ainda antes. Aos quatro anos, ele sofreu queimaduras graves na mão direita em um acidente, ficando com limitações permanentes nos dedos. A condição não impediu que construísse uma das carreiras mais importantes do esporte japonês.
Já adulto, Harimoto passou a falar publicamente sobre a experiência como hibakusha, termo utilizado no Japão para designar os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Também se tornou defensor do desarmamento nuclear e utilizou a própria história para alertar novas gerações sobre as consequências da guerra.
RECORDES HISTÓRICOS E HOMENAGENS
A carreira profissional começou em 1959, pelo Toei Flyers, franquia que posteriormente se tornou o atual Hokkaido Nippon-Ham Fighters. Logo na temporada de estreia, Harimoto foi escolhido como Novato do Ano da Liga do Pacífico. Três anos depois, em 1962, conquistou o prêmio de jogador mais valioso da competição.
O rebatedor conquistou sete títulos de melhor média de rebatidas, incluindo quatro consecutivos entre 1967 e 1970, e foi selecionado 18 vezes para o All-Star Game. Também defendeu o Yomiuri Giants, entre 1976 e 1979, e encerrou a carreira no Lotte Orions, atual Chiba Lotte Marines.
Outro número evidencia a versatilidade do jogador: além dos 504 home runs, Harimoto roubou 319 bases. Ele segue como o único atleta da história da NPB a combinar pelo menos 500 home runs com 300 bases roubadas.
Somente Ichiro Suzuki possui mais rebatidas na carreira entre jogadores japoneses ao considerar também as atuações fora do país. Ichiro terminou com 4.367 somando NPB e Major League Baseball (MLB), enquanto o recorde de Harimoto permanece intacto quando consideradas exclusivamente as estatísticas da principal liga japonesa.
Harimoto foi incluído no Hall da Fama do Beisebol Japonês em 1990. Depois de deixar os campos, tornou-se comentarista de televisão e ficou conhecido no país pelas análises diretas e opiniões contundentes sobre o esporte.
O ex-jogador também preservou uma ligação importante com o beisebol sul-coreano. Harimoto, cujo nome coreano era Jang Hun, atuou como conselheiro especial da Korea Baseball Organization (KBO) desde a criação da liga profissional do país, em 1982, até 2005. Em 2007, recebeu do governo sul-coreano a Medalha Mugunghwa, principal classe da Ordem do Mérito Civil do país.
Sua última aparição pública ligada ao esporte havia ocorrido recentemente. Em julho deste ano, aos 86 anos, Harimoto ainda participou de um evento de ex-jogadores no Japão e chegou a entrar no bastão.
O brasileiro de 17 anos, Cláudio Pereira assinou seu primeiro contrato profissional de beisebol. O arremessador destro de 1,98m fechou o acordo com o Boston Red Sox, dos Estados Unidos.
"Emoção muito grande, felicidade, tudo junto. Por isso acabei chorando, sempre foi sonho do meu pai. Sentimento de gratidão. Minha família desde sempre me apoiou quando comecei no beisebol.", disse o jovem em entrevista ao ge.
Além de Cláudio, outros dois atletas assinaram com times da MLB neste ano. Pietro Rienzo e Alexandre Moreti fecharam com Pittsburgh Pirates e Philadelphia Phillies, respectivamente.
Nascido em Marília, São Paulo, o arremessador ficou no top 100 do ranking das promessas fora dos Estados Unidos. O contrato do atleta com a equipe foi por 7 anos, com bônus de R$ 550 mil, o que equivale a R$ 2,9 milhões.
O beisebol da República Dominicana perdeu uma de suas maiores promessas neste fim de semana. Gustavo Talmaré, de apenas 14 anos, morreu no último sábado (16) após se afogar na Laguna del Toro, em Guerra, município localizado a cerca de 40 minutos da academia onde treinava.
Segundo o relatório da Polícia Nacional, o jovem caiu na lagoa enquanto buscava frutos. Equipes de resgate localizaram o corpo por volta das 21h (horário local). A causa da morte foi confirmada como asfixia por afogamento.
O caso, no entanto, ainda levanta dúvidas. A mãe do atleta cobrou apuração mais rigorosa sobre as circunstâncias do acidente. "Têm que investigar mais a fundo. Há coisas por trás de tudo isso. Ninguém quer falar, mas sabem que há mais coisas por trás", afirmou.
O treinador Amaurys Nina, dono da academia em que Talmaré treinava, também se mostrou surpreso. "Não posso explicar o que ele fazia naquela lagoa, ou por que estava ali, tão distante da academia. As autoridades estão investigando", disse em entrevista recente à ESPN.
Talmaré vinha chamando atenção de olheiros da Major League Baseball (MLB). O jovem ganhou projeção internacional em 2023, quando integrou a seleção dominicana no Mundial Sub-12.
O atleta Juan Soto chegou a um acordo com o New York Mets por um contrato com duração de 15 anos e valor estimado em US$ 765 milhões (R$ 4,65 bilhões), segundo o jornalista Jeff Passan da “ESPN”. Além de ser considerado o acordo mais longo da história da Major League Baseball, também ultrapassa o contrato de dez anos do japonês Shohei Ohtani de US$ 700 milhões (R$ 4,2 bilhões) com o Los Angeles Dodgers e vira o maior de todos os esportes.
Uma das cláusulas do contrato permite que Soto deixe a equipe após 2029 caso o time não tenha aumentado US$ 4 milhões por ano, o que totaliza US$ 805 milhões (R$ 4,9 bilhões).
Depois da aprovação do contrato, o atleta receberá um bônus de US$ 75 milhões (R$ 450 milhões), assim que sair do escritório do comissário da MLB.
O New York Yankees, ex-time do jogador, tentou reverter o caso oferecendo US$ 760 milhões (R$ 4,62 bilhões) ao longo de 16 anos.
Aos 26 anos, Juan Soto foi 4 vezes All Star. Em 2024, o atleta chegou aos Yankees e levou a equipe de volta para o World Series após 15 anos de jejum. L ogo após a derrota na final para o Los Angeles Dodgers, o dominicano se tornou livre para negociar novo contrato.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcelo Werner
"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso".
Disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).