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Além da busca pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira terá outra missão no próximo domingo (5): quebrar um tabu histórico contra a Noruega. O adversário das oitavas de final foi definido na última terça-feira (30), após a vitória norueguesa sobre a Costa do Marfim.
Brasil e Noruega se enfrentam às 17h, no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Será o quinto confronto entre as seleções. Nos quatro jogos anteriores, a Seleção Brasileira nunca venceu: foram dois empates e duas derrotas.
O primeiro encontro aconteceu em 1988, em amistoso disputado no Ullevaal Stadion, em Oslo. A partida terminou empatada em 1 a 1. A Noruega abriu o placar com Jan Åge Fjørtoft, e o Brasil buscou o empate com Edmar. A Seleção era comandada por Carlos Alberto Silva e tinha nomes como Taffarel, Ricardo Gomes, Romário, Jorginho, Andrade e Careca.
O segundo duelo veio em 1997, na Inglaterra, em jogo preparatório para a Copa do Mundo do ano seguinte. O Brasil, treinado por Zagallo, perdeu por 4 a 2. Petter Rudi, Tore André Flo, duas vezes, e Egil Østenstad marcaram para os noruegueses. Djalminha e Romário fizeram os gols brasileiros.
Naquela partida, a Seleção também contava com jogadores como Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga e Ronaldo. O amistoso foi disputado no Stephen Lodge, diante de pouco mais de 25 mil torcedores.
O capítulo mais lembrado do retrospecto aconteceu no ano seguinte, na Copa do Mundo de 1998. Brasil e Noruega se encontraram pela fase de grupos, no Stade Vélodrome, em Marselha, na França. A Seleção Brasileira já estava classificada, mas foi derrotada por 2 a 1.
Bebeto abriu o placar para o Brasil no segundo tempo. A Noruega virou nos minutos finais, com gols de Tore André Flo e Kjetil Rekdal, de pênalti. Aquele time brasileiro tinha Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga, Rivaldo e Ronaldo. Mesmo com a derrota, o Brasil terminou na liderança do grupo e avançou até a final daquela Copa.
O último encontro entre as seleções aconteceu em 2006, no primeiro amistoso do Brasil após a eliminação para a França na Copa do Mundo da Alemanha. Já sob o comando de Dunga, a Seleção empatou por 1 a 1 com os noruegueses, novamente no Ullevaal Stadion, em Oslo. Daniel Carvalho marcou para o Brasil, enquanto Morten Gamst Pedersen fez o gol da Noruega.
Agora, 20 anos depois do último duelo, as equipes voltam a ficar frente a frente em um contexto eliminatório. O Brasil chega às oitavas após vencer o Japão por 2 a 1, de virada, na fase de 16 avos de final. A Noruega avançou ao superar a Costa do Marfim pelo mesmo placar.
A seleção norueguesa tem como principais nomes Erling Haaland, autor do gol decisivo contra os marfinenses, e Martin Ødegaard, capitão e referência técnica da equipe.
Veja o retrospecto de Brasil x Noruega abaixo:
- 28/07/1988 - Noruega 1 x 1 Brasil - Amistoso
- 30/05/1997 - Noruega 4 x 2 Brasil - Amistoso
- 23/06/1998 - Brasil 1 x 2 Noruega - Copa do Mundo
- 16/08/2006 - Noruega 1 x 1 Brasil - Amistoso
Eles já representaram o Brasil em Copas do Mundo. Alguns ergueram taças, outros chegaram perto, mas, no pós-carreira, optaram por representar o povo brasileiro em outra esfera: a política. Do “Rei” Pelé ao “Baixinho” Romário, uma legião de craques da Seleção Brasileira que disputaram Copas do Mundo trocou as chuteiras pelo palanque.
No ano em que a Copa do Mundo de 2026 será realizada em três países, com 48 seleções, o Bahia Notícias preparou uma lista de atletas que disputaram o Mundial e seguiram carreira política após pendurarem as chuteiras.
Entre os nomes selecionados, a reportagem montou uma formação no esquema 3-4-3, com alguns improvisos, para escalar os onze titulares. O BN foi a campo com: João Leite; Zé Maria, Piazza e Marinho Chagas; Zico, Zinho, Ademir da Guia e Pelé; Bebeto, Romário e Roberto Dinamite. Veja abaixo:

Foto: Montagem / ChatGPT
JOÃO LEITE
No gol está o ex-goleiro e ídolo do Atlético Mineiro. É o jogador com maior número de partidas pelo clube (684) e também um dos mais vitoriosos, com 13 títulos. Conquistou 12 Campeonatos Mineiros e uma Copa Conmebol.
Foi um dos precursores do movimento Atletas de Cristo e ficou conhecido como “Goleiro de Deus”, por distribuir bíblias a adversários.
João Leite participou das Copas do Mundo de 1978 e 1982 como goleiro reserva da Seleção Brasileira.
Atualmente, é deputado estadual em Minas Gerais, cargo que ocupa desde 1995. Em janeiro de 2023, solicitou aposentadoria da vida política, junto com outros nove parlamentares.

Foto: Divulgação
ZÉ MARIA
Na lateral direita, improvisado na zaga, está o “Super Zé”, lateral-direito de origem, ídolo do Corinthians e campeão da Copa do Mundo de 1970.
Foi vereador em São Paulo a partir de 1983. No clube paulista, é o quinto jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra, conquistando quatro Campeonatos Paulistas.

Foto: Divulgação
WILSON PIAZZA
Na zaga está um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro. Volante de origem, atuou diversas vezes como zagueiro, inclusive na Copa do Mundo de 1970, quando foi campeão.
Foi um dos protagonistas da primeira grande era do Cruzeiro, entre as décadas de 1960 e 1970, conquistando 14 títulos oficiais, incluindo a Taça Brasil de 1966 e a Copa Libertadores de 1976. Também disputou a Copa do Mundo de 1966.
Na política, foi eleito vereador em Belo Horizonte em 1972, ainda como jogador, pelo MDB. Exerceu mandatos entre 1972 e 1988 e também atuou como secretário municipal de Esportes entre 1983 e 1988. Tentou a reeleição em 1978, sem sucesso, e posteriormente se afastou da vida política partidária.

Foto: Divulgação
MARINHO CHAGAS
Lendário lateral-esquerdo brasileiro, conhecido como “Bruxa” ou “Diabo Loiro”, foi eleito o melhor da posição na Copa do Mundo de 1974. Destacou-se pela habilidade técnica, chutes potentes e forte presença ofensiva.
Iniciou a carreira no ABC-RN, ganhou projeção no Botafogo e teve passagens por Fluminense, São Paulo e New York Cosmos.
Foi titular da Seleção Brasileira em 1974. Já fora dos gramados, ocupou cargo comissionado na Prefeitura de Natal por volta de 2012, atuando como embaixador da Copa do Mundo de 2014 na cidade.

Foto: Divulgação
ZICO
Maior ídolo da história do Flamengo e um dos principais meias do futebol mundial nas décadas de 1970 e 1980, o “Galinho de Quintino” marcou 476 gols pelo clube.
Foi protagonista em conquistas como quatro Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores e um Mundial. Disputou três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986) com a Seleção Brasileira.
Na política, foi secretário nacional de Esportes no governo Fernando Collor (1990-1991). Participou da criação da “Lei Zico”, voltada à modernização do esporte no país.

Foto: Divulgação
ZINHO
Peça importante no tetracampeonato mundial de 1994, nos Estados Unidos, Zinho teve passagens vitoriosas por Flamengo, Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro.
Na política, foi vereador em Nova Iguaçu e ocupou cargo público na prefeitura da cidade, sendo exonerado em 2005, durante a gestão de Lindberg Farias.

Foto: Divulgação
ADEMIR DA GUIA
Maior ídolo da história do Palmeiras, Ademir da Guia é considerado um dos meio-campistas mais elegantes do futebol brasileiro. Conhecido como “O Divino”, foi o principal nome das “Academias” do clube.
É o jogador com mais partidas pelo Palmeiras (902 jogos), com 155 gols marcados e 513 vitórias. Conquistou cinco Campeonatos Brasileiros, cinco Paulistas e um Torneio Rio-São Paulo.
Apesar da carreira destacada, disputou apenas a Copa do Mundo de 1974.
Na política, foi eleito vereador de São Paulo em 2004, pelo PCdoB. Não conseguiu a reeleição em 2008 e não obteve êxito em outras tentativas eleitorais.

Foto: Divulgação
PELÉ
Edson Arantes do Nascimento (1940–2022), o Pelé, é considerado o maior jogador da história do futebol. Único tricampeão mundial (1958, 1962 e 1970) como jogador, também brilhou pelo Santos e pelo New York Cosmos.
Após a carreira, foi ministro do Esporte entre 1995 e 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi responsável pela criação da “Lei Pelé”, que modernizou as relações no futebol e extinguiu o sistema de passe.

Foto: Divulgação
BEBETO
O baiano Bebeto foi um dos principais nomes do tetracampeonato mundial de 1994, formando dupla histórica com Romário.
Revelado no Vitória e um dos ídolos do Rubro-Negro Baiano, teve destaque por clubes como Flamengo, Vasco e Deportivo La Coruña, onde foi artilheiro do Campeonato Espanhol.
Na política, foi deputado estadual por três mandatos (2011–2023) no Rio de Janeiro. Em 2022, concorreu a deputado federal, ficando como suplente. Em 2024, disputou vaga de vereador na capital fluminense, sem ser eleito.

Foto: Divulgação
ROMÁRIO
Romário é um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial e protagonista do título da Copa de 1994. Ídolo no Flamengo, Vasco, Barcelona, Ajax e entre outros clubes.
Na política, segue em atividade como senador pelo Rio de Janeiro desde 2015, com mandato até 2031. Também foi deputado federal e candidato ao governo do estado em 2018.

Foto: Divulgação
ROBERTO DINAMITE
Roberto Dinamite (1954–2023) foi o maior ídolo e artilheiro da história do Vasco, com 708 gols.
Disputou as Copas de 1978 e 1982 e teve carreira política iniciada em 1992 como vereador. Posteriormente, foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação
REINALDO
Como suplente, fica a menção honrosa a Reinaldo. Maior artilheiro da história do Atlético-MG, com 255 gols, também atuou como vereador em Belo Horizonte entre 2005 e 2008, após encerrar a carreira nos gramados.

Foto: Divulgação
Dupla das mais emblemáticas da história do futebol mundial, Bebeto e Romário enfim fizeram as pazes. Os ídolos do tetra mundial da Seleção Brasileira de 94 reataram a amizade em um evento que celebrou os 30 anos da conquista do Brasil nos Estados Unidos na última sexta-feira (19), no Rio de Janeiro.
Em 2022, os ex-jogadores romperam os laços durante o período eleitoral. Romário disputou o cargo de senador e Bebeto buscou uma vaga como deputador federal, ambos do Rio. O atual presidente - e jogador - do América-RJ se reelegeu pela chapa do PL, partido do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Bebeto foi canditado pelo PSD, apoiando Rodrigo Neves (PDT) para o Palácio Guanabara. O fato de Bebeto não estar ao lado de Romário foi o fator do estremecimento da amizade. Veja:
Romário para Bebeto:
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 20, 2024
"Tivemos um atrito na época da eleição. Essa porra dessa política. Mas eu quero aqui dizer, um dia eu te dei um passe (jogo contra EUA, copa de 1994) vc foi lá e fez o gol. Hoje, eu vou falar para você: Eu te amo."
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“Eu e esse cara aqui tivemos um atrito, na época das eleições, tem um ano e meio. Política… essa p… dessa política. Mas eu quero dizer que um dia eu te dei um passe e você foi lá e fez o gol. E hoje eu vou falar para você: Eu te amo”, declarou o baixinho.
O ex-camisa 11 ainda fez questão de elogiar o baiano, que foi seu companheiro de ataque em 94. “Para muitos, até tiveram duplas melhores. Mas eu posso afirmar que foi a maior dupla do futebol mundo”, contou.
“A gente sempre esteve junto. Passamos por umas turbulências aí na época da campanha (política) há um ano e meio, mas essas coisas já passaram. Com certeza é o maior parceiro que tive na minha carreira e o carinho sempre vai permanecer'', concluiu.
Romário aproveitou para reclamar sobre a Seleção Brasileir atual e questionou a falta de contundência dos jogadores. '' “Tem que fazer o gol. Os caras não fazem gol”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.