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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

O Paraguaçu sob ataque

O rio Paraguaçu é o mais longo rio baiano. Ele nasce na cidade de Barra da Estiva e desagua em Salinas das Margaridas após um longo percurso de cerca de 600 km. Irriga plantações, serve de bebedouro para os animais, fonte de renda para pescadores, corta povoados e cidades, incorpora muitos afluentes e em Cachoeira, já próximo a sua foz, majestoso e imponente, se transforma num imenso lago represado na Barragem de Pedra do Cavalo. Dali manda água para abastecer milhares de pessoas, no interior e principalmente na capital do estado.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

batedeira

Antes do naipe, tem a batedeira: Relembre com Ju Paiva e Tony Salles movimento fenômeno de 2018
Foto: Montagem Reprodução / Youtube

É complicado lembrar de muitas coisas em um ritmo tão acelerado como o que a sociedade atual vive. Estudiosos afirmam que o excesso de informações, em especial em ambientes digitais, acaba afetando a memória dos indivíduos. Portanto, não é estranho esquecer de coisas como o que comeu no almoço da segunda-feira passada ou a música do carnaval de 2014. Contudo, existem coisas que o baiano não se livra tão fácil e uma delas é o movimento da batedeira.

 

Antes da existência do TikTok e do Reels para a ascensão do Naipe Baiano, as festas soteropolitanas inundaram a pista com o movimento inconfundível da batedeira. Joelhos flexionados, mão direita levantada e um ritmo acelerado de vai e vem com a região da pélvis. A dança atingiu bandas e artistas em alta naquele período como La Fúria, com “Batedeira”, Léo Santana, com “Toma que toma”. Até os veteranos, É o Tchan, embarcaram na onda com o “Melô da Batedeira”.  

 

 

Assim como com o Naipe Baiano, a dança ganhou atenção através das redes sociais e cativou artistas para produzirem músicas sobre o novo movimento. O Bahia Notícias conversou com a dançarina e coreografa Ju Paiva, ex-dançarina da Dança dos Famosos 2023, para entender sobre o fenômeno das danças virais do pagode baiano e recordar o sucesso do movimento da Batedeira. 

 

“É muito legal ver uma galera jovem chegar com outra linguagem, colocando outra energia em determinados movimentos e criarem novos”, contou a dançarina. Na época da febre já batida, a profissional chegou a coreografar para Léo Santana.  Para a coreógrafa, a dança está em constante transformação.

 

“Antigamente as pessoas iam dançar em bailes da corte, hoje a gente já sai para dançar. A gente já dança de outra forma e de lá para cá foram inúmeras transformações. Nossos pais dançavam de outra forma, nossos avós de outra forma… Então a dança ela sempre está em constante transformação e poder estar no meio disso, inserida nisso, estudar isso é muito rico para mim porque a gente tá estudando a nossa história, estudando a história de uma arte que movimenta o mundo”, explicou Ju. 

 

A ex-Dança dos Famosos defende que a dança, presente na vida de muitas pessoas, “move o mundo” e considera “fantástico” acompanhar as mudanças nesse tipo de arte. Ao BN, Ju comentou sobre a batedeira, em 2018, ter surgido como uma febre assim como o naipe baiano e reforçou a importância de novidades nas coreografias. “Quanto mais diversidade de elementos na dança a gente tem, mais pessoas se identificam”, declarou. 

 

 

“Não é se adaptar, é abraçar. É entender que aquilo vem pra agregar, pra somar, pra alcançar ainda mais pessoas, para fazer com que essa diversidade de movimentos abranja ainda mais gente”, afirmou a profissional. 

 

A dança é presente no pagode baiano desde sua origem, com o grupo É o Tchan e suas coreografias marcantes. Um dos artistas a surfar em quase todas as ondas coregráficas do gênero, Tony Salles comentou com o Bahia Notícias sobre a importância dessa característica no pagodão. 

 

“Eu tenho muito orgulho de ser uma resistência na dança dentro do pagodão baiano. Vi e vivi várias mudanças no pagodão, e acho tudo isso muito importante para o movimento. Mudanças são necessárias, sempre”, declarou o cantor, ex-vocalista do Parangolé. 

 

Sobre as mudanças, Tony afirma que a causa vem das ruas. “Acho que tudo que vem da rua tem um poder viral, exemplo do naipe baiano, que é uma expressão corporal que vem das ruas, que vem do gueto e tem tomado conta do nosso movimento”, argumentou.

 

Para Paiva, essas danças foram feitas “para a internet”. “São coisas fáceis, momentâneas, para todo mundo replicar e se sentir bem fazendo isso e daqui a pouco vão vir outros passos que as pessoas vão se sentir bem em fazer também”, contou. 

 

Entretanto, apesar de marcantes, algumas danças perdem seu impacto ao longo dos anos devido ao meio em que foram criadas e compartilhadas. “É o mundo que vivemos hoje, do bombar e daqui a pouco esfriar, eu acho que a internet dissemina tanta informação que é isso que acontece em relação a tudo, não só com a dança”, afirmou a dançarina.

 

O fato é, assim como o Naipe Baiano ou com o movimento da Batedeira, as danças do pagode baiano dominam a cultura periférica em paredões, shows do gênero ou Carnavais e, através das redes sociais, mais pessoas no país podem conhecer e sonhar a swingueira do jovem baiano.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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