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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou uma nova mensagem em suas redes sociais neste sábado (4) com o objetivo de conter a repercussão negativa entre seus apoiadores. O desgaste na base aliada teve início após Michelle elogiar publicamente a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada na última sexta-feira (3) pelo Ministério da Educação do governo de Lula (PT)
De acordo com informações publicadas pelo jornal Estadão, a ex-primeira-dama justificou que a defesa dos direitos das pessoas com deficiência é um tema que deve ser tratado "acima de qualquer ideologia ou partido". Para ilustrar seu argumento, ela citou a sanção da Lei Amália Barros durante o mandato de Jair Bolsonaro.
O projeto, que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial, era de autoria de um parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) e, segundo Michelle, foi avaliado pelo ex-presidente estritamente pelo seu mérito social.
O esclarecimento público foi motivado pela forte reação de lideranças e parlamentares da ala bolsonarista nas redes sociais. A classificação do programa do governo federal como um "sonho realizado" por parte de Michelle levou opositores a compartilharem críticas e montagens que a associavam ao PT, gerando acusações internas de deslealdade política.
Este episódio também relembra a outro momento de instabilidade recente no Partido Liberal (PL). Na semana anterior, Michelle havia compartilhado um vídeo relatando divergências com o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem acusou de desrespeito em um telefonema.
Embora o parlamentar tenha se desculpado publicamente, as tensões internas resultaram em divisões na legenda e culminaram na saída de Michelle do cargo de comando do PL Mulher.
Jerônimo reúne lideranças partidárias após rompimento de Coronel e cobranças por abertura de diálogo
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com lideranças dos partidos da base aliada na tarde desta quinta-feira (5). No encontro, foram reunidos ao menos 12 dirigentes partidários, além do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e os secretários da Casa Civil e Relações Institucionais, Afonso Florence e Adolpho Loyola, respectivamente.
“Tarde de diálogo, escuta e construção coletiva. Estive reunido hoje com os presidentes dos partidos da nossa base e lideranças para alinhar o trabalho pelo nosso estado. É com união, espírito democrático e parceria que fortalecemos nossos laços para seguir cuidando do povo baiano”, escreveu Jerônimo em publicação nas redes sociais após o encontro.
A reunião ocorre após o rompimento do senador Angelo Coronel (PSD) com a base governista. O congressista vinha tendo embates por ser possivelmente rifado da chapa ao Senado, na qual o PT planeja o lançamento de uma chapa puro-sangue, com Rui Costa e Jaques Wagner disputando as duas cadeiras pela Bahia.
Além do imbróglio envolvendo Coronel, o encontro veio depois de reclamações de legendas aliadas ao governador. Conforme revelado pelo Bahia Notícias, às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos, não havia tido um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo um interlocutor, até então, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.
Estiveram presentes na reunião:
- Rui Costa - Ministro da Casa Civil do governo federal
- Adolpho Loyola - Secretário de Relações Institucionais
- Afonso Florence - Secretário da Casa Civil da Bahia
- Lídice da Mata - Deputada Federal e presidente do PSB
- Félix Mendonça Jr. - Deputado federal e presidente do PDT
- Otto Alencar - Senador e presidente do PSD
- Jayme Vieira Lima - Presidente da Cerb e do MDB
- Lúcio Vieira Lima - Presidente de honra do MDB
- Tássio Brito - Presidente do PT
- Ronaldo Carletto - Presidente do Avante
- Geraldo Galindo - Presidente do PCdoB
- Heber Santana - Presidente do Podemos
- Ivanilson Gomes - Presidente do PV
- Luciano Araújo - Deputado estadual e presidente do Solidariedade
- Marcinho Oliveira - Deputado estadual e presidente do PRD
Na manhã desta quinta-feira (7), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou sobre a possibilidade de ter o Partido Progressistas (PP) na sua base aliada para a disputa eleitoral de 2026 durante visita à 6ª edição do Acampamento Terra Livre, na área externa da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), para anúncio de ações do governo.
“O relacionamento com o PP continua igual. Na AL-BA, a bancada de deputados tem votado conosco nos projetos que são apresentados, mas ainda não decidiram se vão nos acompanhar mesmo, apesar de estarem presentes nas inaugurações no interior do estado promovidas por nós. E eu tenho interesse de ter o partido institucionalmente ao meu lado, como já foi um dia com Rui Costa e Jaques Wagner”, explicou o gestor.
O governador detalhou como era o relacionamento com o PP em outra gestão petista no estado e a divisão de posicionamentos no seio do partido.
“O progressistas caminhavam conosco, tinham um vice-governador, além de os deputados estaduais e os prefeitos que pertenceram a base aliada do ex-governador Rui Costa. Tanto que esses chefes executivos municipais falavam para os os parlamentares 'olhe, eu vou acompanhar você, mas não vou seguir o candidato de Rui, que é Jerônimo'. Já naquele momento, o partido ficou dividido: na maioria dos casos, não acompanhava o candidato do partido na esfera do governo estadual, mas acompanhava o deputado Entretanto, todos os prefeitos da sigla PP já tiveram relação comigo, subi em palanque com vários candidatos fazendo o 11 (número da sigla)”, completou Jerônimo.
O governador Jerônimo Rodrigues reúne líderes de partidos, deputados estaduais, federais e vereadores de Salvador neste sábado (14), na capital baiana. O encontro faz parte do processo de afunilamento das discussões em torno do nome que representará o grupo nas eleições municipais do próximo ano.
À frente da articulação, Jerônimo já afirmou em outros momentos a importância da coesão do grupo e consolida cada vez mais a ideia de que o conjunto de partidos da base saia unido para disputar a prefeitura de Salvador.
Além do PT, participam MDB, Avante, PSB, PSD, PV, PCdoB, Podemos, Rede, do PP o deputado estadual Niltinho e demais parlamentares que fazem parte do grupo de apoio ao governo, estiveram representados na reunião. Além de Salvador, a articulação mobilizando toda a base deve se repetir nas maiores cidades do estado.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), indicou ter a expectativa de que, até novembro, ocorra a definição do grupo político do governo acerca do candidato que vai concorrer à prefeitura de Salvador em 2024. Nos bastidores, a disputa parece afunilada entre o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e o deputado estadual Robinson Almeida (PT).
A declaração foi dada após o encontro entre o governador e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, nesta quinta-feira (5), para anunciar o plano para a Segurança Pública da Bahia, que prevê investimentos em áreas sociais para adolescentes e jovens entre 15 e 24 anos.
“Aqui em Salvador, nós temos avançado bastante nas conversas tanto do conselho político quanto nas próprias movimentações dos partidos e dos pré-candidatos. Isso facilita a vida da gente, porque dá uma certa maturidade ao processo. Eu espero que em outubro ou novembro a gente consiga superar para já virar o ano com nome na unidade do grupo. Nós temos bons nomes e eu acredito muito que a gente vai conseguir chegar em um consenso”, afirmou o governador.
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Sobre as eleições municipais no interior, Jerônimo destacou que o conselho político já definiu o nome dos candidatos em boa parte das cidades.
“Nós temos 417 municípios para cuidar. Uma quantidade deles, nós já temos uma unidade, alguns nomes, o que facilita para a gente ficar mais tranquilo. Os outros [municípios], nós temos aí um percentual ainda que, com arrumação aqui ou ali, a gente consegue resolver. Já outros, tem alguns que possivelmente teremos mais dificuldade. É natural da política que em algum canto ou outro, a nossa base tenha um dois ou três candidatos”, afirmou o governador.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.