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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

bangladesh

CBF visita Bangladesh e negocia amistoso da Seleção Brasileira em outubro, diz jornal
Foto: Divulgação / CBF

A passagem da Seleção Brasileira pela Ásia em outubro pode ganhar mais um destino. Uma delegação da CBF esteve em Bangladesh para avaliar a estrutura do país e discutir a possibilidade de realização de um amistoso da equipe brasileira em Daca. A proposta em negociação prevê uma partida contra a seleção de Bangladesh nos dias 5 ou 6 de outubro. A informação é do jornal O Globo. 

 

A comitiva brasileira, formada por cinco integrantes e liderada por Sérgio Dimas de Oliveira, supervisor-geral da Seleção masculina, chegou a Daca neste domingo (23). O grupo visitou o Estádio Nacional de Bangladesh e o Bashundhara Kings Arena, além de se reunir com o presidente da Federação de Futebol de Bangladesh (BFF), Tabith Awal.

 

No Estádio Nacional, os representantes da CBF passaram aproximadamente 45 minutos avaliando pontos como gramado, vestiários, arquibancadas e demais instalações. Posteriormente, a delegação conheceu a estrutura do Bashundhara Kings Arena, incluindo campos de treinamento e academia.

 

A visita não ficou restrita à inspeção das instalações. Segundo a imprensa de Bangladesh, a CBF apresentou a possibilidade de enfrentar a seleção local em Daca em 5 ou 6 de outubro, levando uma delegação de aproximadamente 90 pessoas ao país. A partida, porém, ainda não está confirmada.

 

O presidente da BFF confirmou que diferentes possibilidades foram discutidas com os brasileiros, incluindo a realização de um amistoso e até a utilização de Bangladesh para atividades da Seleção durante a passagem pela região. As duas entidades também conversaram sobre cooperação em áreas como desenvolvimento de gramados, formação de treinadores e ciência do esporte.

 

Uma das questões que ainda precisam ser solucionadas envolve o calendário da seleção de Bangladesh. O país terá compromissos pela ASEAN Cup no período e, por isso, a federação local ainda não deu uma resposta definitiva à proposta brasileira.

 

A negociação faz parte da programação da Seleção Brasileira pela região. O Brasil já tem amistoso marcado contra a Índia para 3 de outubro, no Salt Lake Stadium, em Calcutá. Antes disso, enfrentará a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, respectivamente.

 

A mesma delegação que esteve em Bangladesh passou anteriormente por Calcutá para avaliar as condições do estádio que receberá o confronto com os indianos. A situação do gramado despertou preocupação e a CBF decidiu enviar uma especialista para uma avaliação técnica mais detalhada antes da partida.

 

Caso o acordo com Bangladesh seja concretizado, a Seleção poderia permanecer na região após enfrentar a Índia e realizar mais um amistoso antes de retornar.

 

A Seleção Brasileira principal nunca atuou em Bangladesh, país onde existe forte identificação de parte dos torcedores com o futebol brasileiro.

 

Daca, por outro lado, já recebeu uma campeã mundial sul-americana. Em setembro de 2011, a Argentina de Lionel Messi enfrentou a Nigéria em amistoso realizado no Estádio Nacional.

Após protestos com 432 mortes e renúncia de primeira-ministra, vencedor de Nobel assume governo interino de Bangladesh
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após a renúncia e fuga da ex-primeira-ministra bengali Sheikh Hasina Wajed em meio a protestos que deixaram 432 mortos, o escolhido para assumir o governo interino de Bangladesh foi o economista e vencedor do Nobel da Paz Muhammad Yunus. Em seu retorno ao país, Yunus pregou o restabelecimento da “lei e da ordem”.

 

Yunus foi anunciado como líder de um governo interino na terça-feira (6). A sua escolha foi exigência dos líderes estudantis que comandaram os protestos que levaram à renúncia de Hasina. “Não podemos dar um passo adiante a menos que solucionemos a situação da lei e da ordem”, afirmou o economista de 84 anos, em seu retorno ao país.

 

Yunus estava fora do país, na França, para fazer um tratamento médico. Horas após sua chegada ao país, prestou juramento e tomou posse oficialmente como chefe do governo interino, na residência oficial do presidente Mohammed Shahabuddin.

 

QUEM É MUHAMMAD YUNUS?

Yunus foi o vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006 e é conhecido por ter tirado milhões de pessoas da pobreza através da concessão de microcréditos, conceito criado por ele mesmo, que consiste no empréstimo, com pequenos juros, à população pobre.

 

“Me comove a confiança dos manifestantes que desejam que eu esteja a frente do governo interino. Sempre mantive a política à distância, mas hoje, se for necessário agir em Bangladesh, pelo meu país e pela coragem do meu povo, então o farei”, afirmou o economista em declaração oficial após ser anunciado como novo comandante do país.

Após protestos com mais de 300 mortes, primeira-ministra de Bangladesh renuncia
Foto: Reprodução/TV Globo

A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina Wajed, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (5), conforme anunciado pelo comando das Forças Armadas do país. A renúncia se dá em meio a uma onda de protestos contra o governo que já deixou cerca de 300 mortos.

 

Após a renúncia, Wajed, que é considerada uma das mulheres mais poderosas da Ásia e estava no poder desde 2009, deixou o país. Os militares, então, anunciaram a formação de um governo interino sob o comando das Forças Armadas.

 

Nesta segunda-feira (5), milhares de manifestantes invadiram a residência oficial da premiê, na capital Daca. Pela manhã, a internet chegou a ser bloqueada no país inteiro, após um final de semana de manifestações massivas e violentas. Mais tarde, o Aeroporto de Daca foi fechado e permaneceu sem atividades até o fim da tarde no horário local.

 

Segundo a CNN, Hasina fugiu para a cidade de Agartala, na Índia. Ela já chegou à cidade e o governo indiano deve oferecer proteção à ex-premiê. Em pronunciamento, o chefe das forças armadas, Waker-uz-Zaman, disse que o governo interino funcionará até que uma solução para o país seja encontrada.

 

Os protestos se deram, principalmente, em função da decisão do governo de reservar um terço dos cargos públicos a parentes de pessoas que lutaram na guerra de independência contra o Paquistão, em 1971. O pai de Hasina, Mujibur Rahman, foi o primeiro presidente do país, governando entre abril de 1971 e janeiro de 1972.

 

A política de cotas havia sido abolida em 2018, mas em junho deste ano foi restabelecida. Em janeiro, manifestantes já haviam feito protestos contra a premiê após ela se reeleger em um pleito do qual a oposição se retirou alegando fraude.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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