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A passagem da Seleção Brasileira pela Ásia em outubro pode ganhar mais um destino. Uma delegação da CBF esteve em Bangladesh para avaliar a estrutura do país e discutir a possibilidade de realização de um amistoso da equipe brasileira em Daca. A proposta em negociação prevê uma partida contra a seleção de Bangladesh nos dias 5 ou 6 de outubro. A informação é do jornal O Globo.
A comitiva brasileira, formada por cinco integrantes e liderada por Sérgio Dimas de Oliveira, supervisor-geral da Seleção masculina, chegou a Daca neste domingo (23). O grupo visitou o Estádio Nacional de Bangladesh e o Bashundhara Kings Arena, além de se reunir com o presidente da Federação de Futebol de Bangladesh (BFF), Tabith Awal.
No Estádio Nacional, os representantes da CBF passaram aproximadamente 45 minutos avaliando pontos como gramado, vestiários, arquibancadas e demais instalações. Posteriormente, a delegação conheceu a estrutura do Bashundhara Kings Arena, incluindo campos de treinamento e academia.
A visita não ficou restrita à inspeção das instalações. Segundo a imprensa de Bangladesh, a CBF apresentou a possibilidade de enfrentar a seleção local em Daca em 5 ou 6 de outubro, levando uma delegação de aproximadamente 90 pessoas ao país. A partida, porém, ainda não está confirmada.
O presidente da BFF confirmou que diferentes possibilidades foram discutidas com os brasileiros, incluindo a realização de um amistoso e até a utilização de Bangladesh para atividades da Seleção durante a passagem pela região. As duas entidades também conversaram sobre cooperação em áreas como desenvolvimento de gramados, formação de treinadores e ciência do esporte.
Uma das questões que ainda precisam ser solucionadas envolve o calendário da seleção de Bangladesh. O país terá compromissos pela ASEAN Cup no período e, por isso, a federação local ainda não deu uma resposta definitiva à proposta brasileira.
A negociação faz parte da programação da Seleção Brasileira pela região. O Brasil já tem amistoso marcado contra a Índia para 3 de outubro, no Salt Lake Stadium, em Calcutá. Antes disso, enfrentará a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, respectivamente.
A mesma delegação que esteve em Bangladesh passou anteriormente por Calcutá para avaliar as condições do estádio que receberá o confronto com os indianos. A situação do gramado despertou preocupação e a CBF decidiu enviar uma especialista para uma avaliação técnica mais detalhada antes da partida.
Caso o acordo com Bangladesh seja concretizado, a Seleção poderia permanecer na região após enfrentar a Índia e realizar mais um amistoso antes de retornar.
A Seleção Brasileira principal nunca atuou em Bangladesh, país onde existe forte identificação de parte dos torcedores com o futebol brasileiro.
Daca, por outro lado, já recebeu uma campeã mundial sul-americana. Em setembro de 2011, a Argentina de Lionel Messi enfrentou a Nigéria em amistoso realizado no Estádio Nacional.
Após a renúncia e fuga da ex-primeira-ministra bengali Sheikh Hasina Wajed em meio a protestos que deixaram 432 mortos, o escolhido para assumir o governo interino de Bangladesh foi o economista e vencedor do Nobel da Paz Muhammad Yunus. Em seu retorno ao país, Yunus pregou o restabelecimento da “lei e da ordem”.
Yunus foi anunciado como líder de um governo interino na terça-feira (6). A sua escolha foi exigência dos líderes estudantis que comandaram os protestos que levaram à renúncia de Hasina. “Não podemos dar um passo adiante a menos que solucionemos a situação da lei e da ordem”, afirmou o economista de 84 anos, em seu retorno ao país.
Yunus estava fora do país, na França, para fazer um tratamento médico. Horas após sua chegada ao país, prestou juramento e tomou posse oficialmente como chefe do governo interino, na residência oficial do presidente Mohammed Shahabuddin.
QUEM É MUHAMMAD YUNUS?
Yunus foi o vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006 e é conhecido por ter tirado milhões de pessoas da pobreza através da concessão de microcréditos, conceito criado por ele mesmo, que consiste no empréstimo, com pequenos juros, à população pobre.
“Me comove a confiança dos manifestantes que desejam que eu esteja a frente do governo interino. Sempre mantive a política à distância, mas hoje, se for necessário agir em Bangladesh, pelo meu país e pela coragem do meu povo, então o farei”, afirmou o economista em declaração oficial após ser anunciado como novo comandante do país.
A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina Wajed, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (5), conforme anunciado pelo comando das Forças Armadas do país. A renúncia se dá em meio a uma onda de protestos contra o governo que já deixou cerca de 300 mortos.
Após a renúncia, Wajed, que é considerada uma das mulheres mais poderosas da Ásia e estava no poder desde 2009, deixou o país. Os militares, então, anunciaram a formação de um governo interino sob o comando das Forças Armadas.
Nesta segunda-feira (5), milhares de manifestantes invadiram a residência oficial da premiê, na capital Daca. Pela manhã, a internet chegou a ser bloqueada no país inteiro, após um final de semana de manifestações massivas e violentas. Mais tarde, o Aeroporto de Daca foi fechado e permaneceu sem atividades até o fim da tarde no horário local.
Segundo a CNN, Hasina fugiu para a cidade de Agartala, na Índia. Ela já chegou à cidade e o governo indiano deve oferecer proteção à ex-premiê. Em pronunciamento, o chefe das forças armadas, Waker-uz-Zaman, disse que o governo interino funcionará até que uma solução para o país seja encontrada.
Os protestos se deram, principalmente, em função da decisão do governo de reservar um terço dos cargos públicos a parentes de pessoas que lutaram na guerra de independência contra o Paquistão, em 1971. O pai de Hasina, Mujibur Rahman, foi o primeiro presidente do país, governando entre abril de 1971 e janeiro de 1972.
A política de cotas havia sido abolida em 2018, mas em junho deste ano foi restabelecida. Em janeiro, manifestantes já haviam feito protestos contra a premiê após ela se reeleger em um pleito do qual a oposição se retirou alegando fraude.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.