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Após atrair mais de 70 mil visitantes em Recife, o artista Vik Muniz desembarcou em Salvador com “A Olho Nu”, a maior retrospectiva de sua carreira. A exposição itinerante está em cartaz no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia) desde sexta-feira (12) e segue até 29 de março de 2026, reunindo 208 obras distribuídas em 37 séries, incluindo quatro inéditas.
A abertura oficial ocupou os espaços do museu e contou com apresentação ao vivo da banda IFÁ. A retrospectiva é realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, apresentada pelo Ministério da Cultura e patrocinada pela BB Asset.
Com curadoria de Daniel Rangel, o projeto propõe um diálogo entre a obra de Vik Muniz e a cultura local, expandindo-se para outros espaços da cidade. A ocupação do MAC Bahia alcança 99% de seus ambientes. Apenas a obra Nail Fetish ficou fora do espaço expositivo principal e pode ser vista na galeria Lugar Comum, na Feira de São Joaquim, onde Vik Muniz mantém um espaço permanente.
“A arte contemporânea é um direito de todos, não um privilégio. Fazer uma exposição como essa exige empenho coletivo, carinho e dedicação. Criar é apenas uma parte do processo; o mais difícil é colocar as obras na parede e trazer as pessoas para ver”, afirmou Vik Muniz.
Para o curador Daniel Rangel, a montagem da exposição demanda atenção constante aos detalhes e ao tempo de cada obra. “Trabalhar com um artista como Vik faz com que o curador se sinta, de fato, um cuidador. Estamos aqui para cuidar, para que cada etapa aconteça no seu tempo e para que a poética visual se construa no espaço”, destacou.
“A Olho Nu – Vik Muniz” percorre diferentes fases da produção do artista, das esculturas iniciais à consolidação de sua linguagem fotográfica, e insere Salvador no circuito nacional de artes visuais durante o verão.
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A Banda Ifá encerrou a grade do Largo Tereza Batista neste Carnaval, nesta terça-feira (21), com sua sonoridade marcante. Mas, além de um show em um momento especial, o próprio local tem muito significado pro grupo.
"Esse palco é sagrado pro Ifá. A gente fez apresentações muito importantes. O lançamento do disco foi aqui, a gente trouxe artistas do continente africano pra esse palco. Então isso diz muito sobre o que está vindo por aí", disse em entrevista ao Bahia Notícias o baixista Fabrício Mota, adiantando que o grupo está preparando dois singles e vai voltar a fazer roteiro de shows.
"Pra gente é uma honra tocar no Carnaval fazendo uma música que tem elementos que fazem parte da construção dessa cidade, dos povos que a formaram e dos grupos que formam no dia de hoje. E trouxemos essa coisa do afrobeat, do reggae, e dessas sonoridades híbridas do Atlântico pro Carnaval. É muito importante oferecer pro público esse panorama sonoro, e a gente está vendo a receptividade das pessoas. Isso não comunica só com o tema do carnaval, mas também com a proposta. Porque o Carnaval é para que as pessoas possam com o máximo de diversidade se expressar", avaliou.
Serviço
O quê: III Fela Day Salvador, com banda Ifá e convidados
Quando: 15 de outubro, sábado, 20h
Onde: Largo Pedro Arcanjo, Pelourinho
Quanto: R$ 30 (inteira) / R$15 (meia)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.