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O Governo do Estado lançou o processo licitatório para executar as obras do Memorial da Democracia da Bahia. A licitação, por meio de concorrência eletrônica, visa construir o novo equipamento na cidade de Salvador, conforme informações apuradas pelo Bahia Notícias.
Com abertura de propostas marcada para o próximo dia 1º de abril, o certame vai escolher uma organização social responsável pela construção do espaço. O memorial será erguido na Balança do Centro Administrativo da Bahia (CAB).
A licitação chega após o governo da Bahia contratar um escoramento emergencial para o equipamento, construído pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, em 1974. Na época, o Bahia Notícias obteve a informação de que o gasto foi realizado mediante uma dispensa de licitação, pela secretaria de Administração, com a superintendência de patrimônio da pasta.
A contratação, de forma emergencial, de empresa especializada se deu através da “prestação de serviços de escoramento da estrutura do Centro de Exposições — Prédio da Balança”. Ao todo, o contrato terá duração de 10 meses, com atividade no equipamento, totalizando R$ 1.781.921,96 pela realização do reparo.
Os primeiros “problemas” estruturais já haviam sido divulgados pelo Bahia Notícias, em 2007. O engenheiro Antônio João Leite, apontou que, a estrutura da Balança, que é semelhante à da Estação da Lapa, poderia se romper. “Aquilo é uma ‘bomba-relógio’”, disse Leite, defendendo reparos na estrutura do edifício, localizado no CAB.
Depois disso, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou, em setembro de 2025, que um equipamento cultural seria construído na área.
SOBRE O ESPAÇO
O monumento foi executado em concreto aparente armado moldado in loco. A peça tem relação com um movimento arquitetônico, o “brutalismo”, que surgiu no início do século XX e alcançou seu auge nas décadas de 1950 a 1970. Sua estética ousada e impiedosa, caracterizada pelo uso de concreto bruto e aparente nas obras.
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Foto: Reprodução / arcoweb.com.br
O local possui uma planta retangular de cinquenta e dois metros de comprimento por nove metros de largura. Nele, estão instalados o salão expositivo, a leste, e o anfiteatro, na extremidade oeste, cujo volume define um tronco de pirâmide invertida. O salão expositivo tem cobertura em forma piramidal, que ilumina o recinto mediante uma claraboia. O pé-direito médio da área expositiva mede seis metros, segundo especialistas.
O anfiteatro possui um piso que desce níveis escalonados e consecutivos, e moldam os degraus. Os assentos acompanham o delineado e encostam-se nos próprios degraus. Tem capacidade para cinquenta pessoas. No piso inferior enterrado estão as dependências dos funcionários e as áreas técnicas, como a torre de refrigeração e a subestação de energia.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.