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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou investigação para apurar três denúncias de racismo registradas nas arquibancadas da Arena da Baixada durante o clássico entre Athletico e Coritiba, disputado no último sábado, pelo Campeonato Paranaense. A apuração é conduzida pela Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe).
Em nota enviada ao ge, a PCPR informou que “está atuando para identificar os envolvidos, que serão chamados para prestar depoimento” e que “segue as diligências para esclarecer os casos”. Segundo a corporação, “as investigações tiveram início quando a PCPR tomou conhecimento das imagens vinculadas nas mídias sociais e pela imprensa”.
Também por meio de comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira, o Athletico afirmou ter identificado os suspeitos que aparecem nas imagens. De acordo com o clube, os torcedores não integram o quadro associativo, mas “as informações e imagens foram enviadas às autoridades competentes”.
“Os torcedores identificados não são sócios do clube. O Athletico Paranaense não tolera atitudes discriminatórias e reforça o compromisso de combater todo e qualquer tipo de preconceito dentro de seu estádio”, diz um trecho da nota.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram torcedores do Athletico fazendo supostos gestos de injúria racial. Parte do material foi reunida pela página Coletivo Coritibano, formada por torcedores do Coritiba.
Dentro de campo, o Coritiba venceu o Athletico por 1 a 0, com gol de Lucas Ronier no segundo tempo, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Paranaense.
A súmula da arbitragem também registrou incidentes nas arquibancadas. Segundo o documento, “em diversos momentos e em diferentes setores do estádio, a torcida mandante arremessou copos plásticos, sacos de pipoca, lata de cerveja e garrafas de água plásticas em direção aos jogadores da equipe visitante (em campo não pudemos perceber se algum desses objetos acertou algum desses jogadores)”.
Ainda conforme o relato, “esses arremessos aconteceram aos 35 minutos do 1° tempo durante cobrança de escanteio, aos 2 minutos do 2° tempo na comemoração de gol, aos 41 minutos do 2° tempo durante cobrança de escanteio e aos 48 minutos na cobrança de um tiro de meta”. A súmula acrescenta que “o sistema de som em todas as vezes alertou a torcida sobre arremessos de objetos para dentro do campo”.
O clássico Athletiba neste sábado, no Couto Pereira, terminou em confusão generalizada entre os jogadores de Coritiba e Athletico após o empate por 0 a 0, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense. Na súmula, o árbitro expulsou cinco jogadores do Coritiba e outros quatro do Athletico por conta da briga.
???? LAMENTÁVEL
— Kelvin Ramon (@KelvinRamo53665) January 25, 2025
Jogo entre de Athletic e Coritiba tem briga generalizada entre jogadores após o apito final.
Incrível, como é sempre no Couto Pereira.
E aguardem, esses mesmo jogadores pediram “PAZ” para os torcedores daqui uns dias em suas redes sociais.
???? @nsports pic.twitter.com/AXif0eJH08
Desde o início da partida, o clima esteve tenso, com discussões e empurrões entre os jogadores. Após o apito final do árbitro Selmo Pedro dos Anjos Neto, a situação escalou para uma briga generalizada no gramado, com socos e pontapés.
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Do lado do Coritiba, tiveram mais evidência nas agressões o colombiano Sebastián Gómez, o lateral Rodrigo Gelado, o atacante Júnior Brumado e o meia Matheus Bianqui. Pelo Athletico, os principais envolvidos foram o goleiro Mycael, o lateral Fernando e o meia Felipinho.
A confusão só foi controlada após alguns minutos, com a intervenção da polícia e dos seguranças dos clubes, que precisaram entrar em campo para separar os envolvidos. O elenco do Athletico se retirou para o vestiário, pondo fim à briga.
Em campo com a bola rolando, o árbitro expulsou dois jogadores: Léo, do Athletico, e Felipe Guimarães, do Coritiba, em lances distintos. Além disso, foram inúmeras paralisações em razão da troca de empurrões entre os jogadores dos dois times.
O zagueiro Léo, do Athletico, foi alvo de racismo durante o clássico contra o Coritiba, disputado no último sábado (20), no Couto Pereira, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense. Um vídeo publicado nas redes sociais registrou um torcedor do Coritiba insultando o atleta com falas racistas após sua expulsão no primeiro tempo.
Simplesmente surreal o que sofreu Léo Pelé dentro do Couto Pereira.
— ? (@DoentesPFutebol) January 25, 2025
Torcedor do Coritiba,sem vergonha alguma, começou a insultar de forma racista o zagueiro Léo Pelé, do Athletico.
Está cada dia mais descarado.
Revoltante! pic.twitter.com/FDQqlp5z3Z
Na gravação, o homem é ouvido dizendo: "Macaco não se cria no Couto Pereira. Vai embora, Léo Pelé, seu preto, macaco do caralho. Olha para cá, seu macaco".
Após o ocorrido, Léo e um segurança do Athletico foram até a Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), instalada no estádio, para registrar um boletim de ocorrência, mas não encontraram ninguém no local. O registro deve ser feito na segunda-feira (22).
O delegado Luiz Carlos de Oliveira, responsável pelo Demafe, informou ao ge que o caso será investigado e que medidas serão tomadas para identificar o autor das ofensas.
Clubes e instituições se manifestam
Em nota, o Athletico repudiou o ato racista e afirmou que está tomando as providências necessárias.
"O clube informa que está adotando todas as providências cabíveis para que os responsáveis sejam identificados e punidos na forma da lei. A prática de injúria racial é crime, equiparada ao racismo. A Lei Geral do Esporte também prevê punições severas para atos discriminatórios no ambiente esportivo, podendo resultar em sanções administrativas e até no banimento dos envolvidos.
O Athletico segue prestando total apoio ao atleta Léo. O compromisso do Athletico com a luta contra o racismo é inegociável, e o futebol deve ser um espaço de respeito, diversidade e inclusão", diz a nota do CAP.
"O racismo jamais deve fazer parte do futebol. O que aconteceu com o atleta Léo é e sempre será inaceitável. Lamentável que tenha ocorrido em nosso estádio. Tomaremos todas as medidas que estiverem ao nosso alcance para identificar o agressor e continuaremos trabalhando para que isso jamais se repita", escreveu o Coritiba, também em comunicado.
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) também condenou o ato racista, classificando-o como criminoso, e destacou a importância da punição aos responsáveis.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), utilizou as redes sociais para reforçar a necessidade de investigação e responsabilização do autor das ofensas.
"Vamos aguardar a polícia identificar quem fez isso e cobrar punição".
Dentro de campo, Coritiba e Athletico empataram por 0 a 0 no clássico realizado no Couto Pereira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.