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VÍDEO: Seleção Feminina do Irã protesta em silêncio durante hino nacional em estreia na Taça da Ásia
As jogadoras da Seleção Feminina do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia. Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Assista ao vídeo, repercutido nesta quarta-feira (4):
Las jugadoras de la Selección de Irán se NEGARON A CANTAR el himno de la República Islámica en su debut en la Copa Asiática Femenina.
— Ariel Di Doménico????????? (@ArielDiDomenico) March 4, 2026
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pic.twitter.com/1ubmXlealb
A transmissão oficial do evento capturou o momento em que a treinadora Marziyeh Jafari observava a cerimônia protocolar da linha lateral. Nas arquibancadas instaladas na Austrália, torcedores iranianos acompanharam o ato com cânticos próprios e a exibição de bandeiras com cores e símbolos variados, incluindo modelos utilizados antes do período da Revolução Islâmica de 1979. O comportamento das jogadoras repercutiu entre as delegações presentes no torneio continental.
Dentro das quatro linhas, a Seleção Iraniana foi superada pela Coreia do Sul pelo placar de 3 a 0. Os gols da vitória sul-coreana foram anotados por Choe Yu-ri, Kim Hye-ri e Ko Yoo-jin. Após o encerramento do confronto, a técnica Marziyeh Jafari evitou abordar temas políticos ou o falecimento do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, concentrando suas declarações exclusivamente no rendimento de sua equipe e nas próximas etapas da disputa.
A treinadora ressaltou a qualidade das adversárias, que foram finalistas na edição anterior da competição.
"No geral, foi um bom jogo. A Coreia do Sul jogou muito bem e, em última análise, dou-lhes os parabéns. Espero que possamos recuperar no próximo jogo", afirmou Jafari.
Sobre a pressão externa e os acontecimentos em seu país de origem, a comandante reiterou a postura de isolar o grupo dos fatos extracampo.
"Precisamos nos concentrar no torneio", limitou-se a declarar durante o atendimento aos jornalistas.
A atitude das iranianas gerou manifestações de apoio por parte de outras competidoras da Taça da Ásia. A atacante da Austrália, Amy Sayer, expressou compreensão sobre o momento atravessado pelas colegas de profissão.
"O nosso coração está com elas e com as suas famílias. É uma situação difícil, e é muito corajoso da parte delas estarem aqui e jogarem", comentou a jogadora australiana.
Sayer acrescentou uma análise sobre a resistência das adversárias: "Elas fizeram uma exibição forte, mesmo com o clima político e as dificuldades que possam estar a atravessar."
O calendário da competição impõe um intervalo curto de preparação para o próximo desafio do Irã. A equipe terá dois dias de descanso antes de voltar a campo para enfrentar a Austrália, dona da casa, novamente na Gold Coast.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.