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O tenista Novak Djokovic anunciou no último domingo (4) que não integra mais a Associação Profissional de Jogadores de Tênis (PTPA). A decisão foi comunicada por meio de uma mensagem publicada nas redes sociais e ocorre cinco anos após o sérvio ter participado da criação da entidade.

Foto: Reprodução / Instagram
Na publicação, Djokovic afirmou que o desligamento foi motivado por divergências internas relacionadas à condução da associação. Segundo o atleta, há diferenças quanto à forma como a PTPA vem sendo administrada e à maneira como sua posição e imagem passaram a ser representadas.
"Tenho orgulho da visão que Vasek e eu compartilhamos ao fundar a PTPA, dando aos jogadores uma voz mais forte e independente, mas ficou claro que meus valores e minha abordagem não estão mais alinhados com a direção atual da organização", escreveu o tenista.
A PTPA foi fundada em 2020 por Djokovic e pelo canadense Vasek Pospisil com o objetivo de ampliar a representatividade dos jogadores profissionais e reduzir a dependência das estruturas tradicionais do esporte. À época, o sérvio deixou o cargo de presidente do conselho de jogadores da ATP, em uma decisão que gerou posicionamentos contrários de outros atletas de destaque do circuito.
A saída de Djokovic acontece em um momento sensível para a associação. Em 2025, a PTPA ingressou com ações judiciais contra entidades que comandam o tênis mundial, como ATP, WTA, Federação Internacional de Tênis (ITF) e órgãos antidoping. Posteriormente, o processo foi ampliado para incluir os organizadores dos quatro torneios de Grand Slam, sob acusações de práticas que limitariam premiações, oportunidades profissionais e condições de trabalho dos atletas.
Durante o Miami Open, Djokovic declarou que não concordava integralmente com o conteúdo das ações judiciais, embora defendesse a necessidade de mudanças estruturais no esporte. A posição evidenciou um distanciamento gradual entre o tenista e a atual condução da PTPA.
O diretor executivo da associação, Ahmad Nassar, afirmou que o objetivo do processo não é necessariamente chegar a uma decisão judicial definitiva, mas pressionar por reformas no modelo de distribuição de receitas e no calendário do circuito. Atualmente, segundo a entidade, apenas entre 15% e 20% da arrecadação dos Grand Slams é repassada aos jogadores, índice inferior ao observado em ligas esportivas norte-americanas.
Ao confirmar sua saída, Djokovic afirmou que seguirá focado na carreira e em outras formas de contribuição ao esporte. "Continuarei focado no tênis, na minha família e em contribuir para o esporte de maneiras que reflitam meus princípios e minha integridade", concluiu.
Leia o comunciado oficial de Djokovic na íntegra abaixo:
"Depois de uma análise cuidadosa, decidi me afastar permanentemente da Associação Profissional de Tenistas. Essa decisão vem como resultado de preocupações contínuas com a transparência, a governança e a forma como minha voz e minha imagem têm sido representadas.
Tenho orgulho da visão que Vasek e eu compartilhamos ao fundar a PTPA, dando aos jogadores uma voz mais forte e independente - mas ficou claro que meus valores e minha abordagem não estão mais alinhados com a direção atual da organização.
Continuarei focado no tênis, na minha família e em contribuir para o esporte de maneiras que reflitam meus princípios e minha integridade. Desejo o melhor aos jogadores e a todos os envolvidos daqui para frente, mas, para mim, este capítulo está encerrado."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.