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associacao palestina de futebol
O Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) aplicou, nesta quinta-feira (19), sanções à Associação de Futebol de Israel (IFA) devido a “múltiplas violações de suas obrigações como associação membro da entidade”. A medida foi adotada após proposta feita pela Associação Palestina de Futebol (PFA).
Com isso, a Fifa determinou uma multa de 150 mil francos suíços (aproximadamente R$ 996,7 mil) e a implementação de um plano de prevenção para evitar a reincidência das irregularidades.
Além disso, Israel deverá exibir uma faixa significativa e altamente visível com as palavras “Football Unites the World – No to Discrimination” (O Futebol Une o Mundo – Não à Discriminação, em português), nas próximas três partidas que disputar em casa, em competições nível A da Fifa.
A IFA ainda deverá direcionar um terço da multa para implementar um plano que garanta ações contra a discriminação e previna incidentes repetidos, em conformidade com o art. 15, par. 7 do Código Disciplinar da Fifa. O plano deverá ser aprovado pela entidade e focar nas seguintes áreas: reformas, protocolos, monitoramento e campanhas educativas em estádios e canais oficiais durante toda uma temporada.
Em nota, o comitê afirmou que, embora seu mandato seja limitado à aplicação do arcabouço regulatório interno da Fifa, não poderia permanecer indiferente ao contexto humano mais amplo em que o futebol opera. O texto não cita a guerra entre Irã e Israel diretamente.
“O esporte deve continuar sendo uma plataforma para a paz, o diálogo e o respeito mútuo. Seu alcance global e poder unificador trazem consigo a responsabilidade de defender os valores de dignidade, igualdade e humanidade, especialmente em tempos de conflito e divisão”, escreveu o comitê.
A decisão está sujeita a recurso perante o Comitê de Apelação da Fifa.
O ex-atacante Suleiman Al-Obaid, que defendeu a seleção da Palestina, foi morto nesta semana, em um ataque enquanto aguardava em uma fila para receber ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pela Associação Palestina de Futebol (PFA) na manhã desta quarta-feira (6), que atribui o bombardeio às forças israelenses.
The former Palestine national team player, Suleiman Al-Obaid, was killed in an Israeli strike targeting civilians waiting for humanitarian aid in the southern Gaza Strip.https://t.co/BWTmJThzeC pic.twitter.com/3qrIMksO2H
— Palestine Football Association (@Palestine_fa) August 6, 2025
Natural da Cidade de Gaza, Al-Obaid nasceu em 24 de março de 1984. Casado, ele deixa cinco filhos — dois meninos e três meninas. Ídolo local, era conhecido como o “Pelé do futebol palestino” por sua habilidade e importância simbólica dentro do esporte no país.
Segundo a federação, o ataque ocorreu em meio a um cenário já crítico na região, com milhares de civis enfrentando escassez de alimentos e recursos básicos. A nota oficial da PFA classifica a morte como mais um capítulo trágico no impacto do conflito sobre o esporte palestino.
Com a morte de Al-Obaid, a entidade contabiliza agora 321 integrantes ligados ao futebol mortos desde o início da guerra, entre jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes e outros profissionais do meio. O perfil oficial da federação nas redes sociais tem publicado homenagens constantes às vítimas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Mansur
"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita".
Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.