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associacao nacional de travestis e transexuais
A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou, nesta sexta-feira (22), em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em favor da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que revisa os critérios éticos e técnicos para o atendimento a transgêneros. A ação da AGU ocorre após pedido de medida cautelar, proposta pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat).
A Resolução nº 2.427, de 08 de abril de 2025, os procedimentos cirúrgicos de afirmação de gênero não devem ser realizados nas seguintes situações: em pessoas diagnosticadas com transtornos mentais que contraindiquem tais intervenções; antes dos 18 anos de idade; e antes dos 21 anos quando as cirurgias implicarem potencial efeito esterilizador. Na manifestação ao STF, a AGU propõe a realização de uma audiência pública para debater o tema.
“Apesar de ter elevado a idade para realização dos procedimentos a resolução está em harmonia com os atos preconizados pelo Ministério da Saúde”, explicou Isadora Cartaxo, secretária-geral de contencioso da AGU.
De acordo com a AGU, a resolução do CFM está alinhada a portaria nº 2.803/2013 do Ministério da Saúde (MS) que materializa a padronização dos critérios de indicação para a realização dos procedimentos previstos no processo transexualizador no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), além de estabelecer diretrizes de assistência e aprimorar a linha de cuidado dos usuários. A normativa do MS fixa os critérios para a prestação de assistência a transexuais e travestis no âmbito do SUS, inclusive para a realização de terapia hormonal e procedimentos cirúrgicos.
A Antra e o Ibrat alegam que a Resolução nº 2.427 do CFM afasta o direito ao bloqueio hormonal da puberdade em casos de incongruência de gênero e de disforia de gênero; o direito à hormonização a partir dos 16 anos de idade, em casos de incongruência de gênero e de disforia de gênero; o direito a procedimentos cirúrgicos de afirmação de gênero a pessoas maiores de 18 e menores de 21 anos, ao aumentar a idade mínima para 21 anos. Afirmam também que a norma seria inconstitucional.
O CFM defende que a edição do ato normativo questionado está baseada em uma postura cautelosa diante da baixa certeza de evidências científicas sobre intervenções hormonais e cirúrgicas em pacientes menores de 18 e 21 anos de idade, respectivamente.
Na manifestação, a AGU aponta que o tema tratado pela resolução envolve posicionamentos distintos. De um lado, está em análise a alegada suficiência de pesquisas e publicações científicas fundadas em terapias e tratamentos de pacientes que estavam em uso de terapia hormonal ou bloqueadores da puberdade. Em outra perspectiva, pretende-se aferir a densidade da norma sob o ponto de vista ético e dos parâmetros de segurança aos quais se submetem os procedimentos médicos. Diante dessa situação, a AGU propõe a realização de uma audiência pública para discutir o tema.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.