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aryna sabalenka
A derrota na final do US Open terminou em frustração total para Aryna Sabalenka. Superada por Elena Rybakina por 6/4, 5/7 e 6/2, neste sábado (12), em Nova York, a bielorrussa quebrou raquetes após o fim da partida e ainda discutiu com um operador de câmera antes da cerimônia de premiação.
O resultado impediu Sabalenka de conquistar o terceiro título consecutivo em Flushing Meadows. Além da perda do troféu, a tenista encerrou uma sequência de 99 semanas na liderança do ranking mundial. O posto de número 1 passará justamente para Rybakina.
A irritação de Sabalenka começou ainda durante a decisão. Depois de perder o saque no segundo set, a então líder do ranking fez diversos gestos de insatisfação com o seu desempenho.
La reacción de Sabalenka: pic.twitter.com/Ce7cgMX5IJ
— ESPN Deportes (@ESPNDeportes) September 12, 2026
Após o ace que confirmou o título de Rybakina, a bielorrussa voltou a arremessar o equipamento. Sentada enquanto a adversária comemorava a conquista, Sabalenka ainda quebrou outra raquete.
Players to lose the finals of Australian Open and US Open the same season in the 21st Century ????
— Nick Ally ?? (@nick_ally1986) September 12, 2026
Justine Henin 2006
Roger Federer 2009
Aryna Sabalenka 2026 ???? pic.twitter.com/grM52qcawz
SABALENKA EXPLICA REAÇÃO APÓS DERROTA
A tensão continuou depois da saída da quadra. Ao encontrar membros de sua equipe, Sabalenka pediu, utilizando um palavrão, que um operador de câmera se afastasse.
???????? LAMENTABLE COMPORTEMENT D'ARYNA SABALENKA QUI A ENVOYÉ UN CAMERAMAN SE FAIRE FOUTRE SUITE À SA DÉFAITE EN FINALE DE L'US OPEN.
— Pascal Laurent (@Pascal_Laurent_) September 13, 2026
Non seulement elle est insupportable à hurler comme une hystérique en permanence sur les courts à chaque frappe de balle, voilà maintenant qu'elle… pic.twitter.com/WFgVNbJhBN
Mais tarde, a tenista explicou que precisava extravasar a frustração antes de voltar para a cerimônia de premiação.
"É muito difícil controlar as emoções quando se perde uma final de Grand Slam e se estava tentando conquistar o tricampeonato. Eu só queria liberar tudo, porque, se guardasse aquilo dentro de mim, não conseguiria dizer uma palavra ou teria uma atitude menos simpática", afirmou.
"Quis liberar toda aquela agressividade e decepção", concluiu.
Mesmo abatida, Sabalenka retornou à quadra e parabenizou Rybakina durante o discurso destinado à vice-campeã.
FIM DE SÉRIE NO US OPEN
A derrota encerrou uma sequência de 20 vitórias consecutivas de Sabalenka no US Open. Aos 28 anos, a bielorrussa também terminará uma temporada sem conquistar um Grand Slam pela primeira vez desde 2022, apesar dos bons resultados apresentados ao longo do circuito.
Sabalenka conquistou os títulos de Brisbane, Indian Wells e Miami, mas voltou a encontrar dificuldades nos quatro principais torneios da temporada.
No Australian Open, perdeu a final justamente para Rybakina. Em Roland Garros, caiu nas quartas de final diante de Diana Shnaider. Em Wimbledon, foi eliminada por Naomi Osaka na quarta rodada, seu resultado mais precoce em um Grand Slam nos últimos quatro anos.
HISTÓRICO EM FINAIS
Com o resultado em Nova York, Sabalenka passou a somar quatro títulos em nove finais de simples de Grand Slam disputadas na carreira.
Como número 1 do ranking mundial, venceu apenas uma das quatro decisões de majors que disputou. As cinco derrotas de Sabalenka em finais de Grand Slam aconteceram em partidas decididas em três sets.
Rybakina, além de conquistar o US Open, deixa Nova York com a liderança do ranking mundial.
O atual campeão, Carlos Alcaraz, manteve o bom momento no US Open e avançou mais uma fase em Nova Iorque. Nesta sexta-feira, o espanhol derrotou o chinês Wu Yibing por 6/3, 6/4 e 6/1, na quadra principal de Flushing Meadows, e seguiu na disputa pelo tricampeonato do Grand Slam norte-americano.
Alcaraz chegou ao torneio após mais de quatro meses afastado das quadras por causa de uma lesão no pulso, mas voltou a apresentar alto nível competitivo. Após a vitória, o espanhol destacou a forma como tem reagido fisicamente ao retorno.
"Depois de quatro meses sem competir... quando você joga uma partida oficial com o nervosismo e tudo mais, no dia seguinte ou logo depois, seu corpo pode ficar muito tenso", disse Alcaraz.
"Comigo não aconteceu nada disso, e estou me sentindo cada vez melhor depois de cada luta. Parece que estive competindo o tempo todo. Me surpreendi com a forma como estou me recuperando após cada luta", completou.
Na próxima rodada, Alcaraz enfrentará o norte-americano Tommy Paul, 20º cabeça de chave, que venceu Alexander Bublik por 6/4, 3/6, 6/7(4), 6/1 e 6/3.
Outro ex-campeão que avançou foi Daniil Medvedev. O russo manteve a boa sequência ao superar Arthur Rinderknech por 6/4, 6/4 e 6/4. Já Frances Tiafoe, 11º cabeça de chave, eliminou Valentin Vacherot por 6/4, 6/2 e 6/4.
Stefanos Tsitsipas também segue vivo no torneio. O grego venceu Jiri Lehecka, 18º cabeça de chave, por 2/6, 6/1, 7/6(3) e 6/1. Na próxima fase, ele terá pela frente Ben Shelton, que derrotou Denis Shapovalov por 7/6(3), 6/7(5), 6/3 e 6/4.
"Tenho acompanhado os jogos dele. Acho que ele está jogando muito bem", disse Shelton sobre Tsitsipas. "Acho que o estilo de tênis dele pode ser muito, muito eficaz em todas as superfícies, um jogo completo, um grande atleta."
No feminino, Aryna Sabalenka também avançou à quarta rodada, mas chamou atenção por uma reclamação incomum durante a partida. A bielorrussa se queixou ao árbitro de cadeira do cheiro de cannabis no complexo de Flushing Meadows.
"Alguém está fumando maconha", disse Sabalenka. "Você se importa? Porque é muito forte."
Embora fumar não seja permitido dentro das instalações do US Open, o uso recreativo de cannabis é legal em Nova York, e a fumaça do parque Flushing Meadows-Corona, localizado ao redor do complexo, pode chegar às quadras.
"Eu disse: 'Gente, vocês podem fazer o que quiserem, podem fumar o que quiserem, podem relaxar o quanto quiserem, mas, por favor, não perto das quadras de tênis'", afirmou. "É um pouco complicado lidar com esse cheiro enquanto você está tentando competir no seu melhor nível."
Sabalenka enfrentará a norte-americana Taylor Townsend, que venceu Diana Shnaider por 6/2, 6/7(3) e 6/3.
O dia também marcou a eliminação das irmãs Venus e Serena Williams nas duplas femininas. Bicampeãs do US Open na modalidade, elas voltaram ao Estádio Arthur Ashe, mas foram derrotadas por Maya Joint e Chan Hao-ching por 6/3, 6/7(6) e 7/6(10-7).
Entre os demais resultados do feminino, Jessica Pegula reagiu após perder o primeiro set e venceu Leylah Fernandez por 1/6, 6/4 e 6/3. Emma Navarro, sétima cabeça de chave, superou Karolina Muchova por 6/3 e 7/5, enquanto Marta Kostyuk venceu Ekaterina Alexandrova por 6/3 e 6/2. Já Elina Svitolina foi eliminada por Anna Kalinskaya, com parciais de 6/3, 2/6 e 6/3.
A tenista Elena Rybakina, atual número 5 do ranking mundial, conquistou neste sábado (31) o título do Australian Open. Em uma reedição da final de 2023, a cazaque superou a líder da WTA, Aryna Sabalenka, por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 4/6 e 6/4, após 2h18min de confronto.
Este foi o primeiro título de Rybakina no Grand Slam australiano e o segundo da carreira em torneios desse nível. A vitória reforça o bom retrospecto recente da atleta diante da belarussa, a quem também derrotou na final do WTA Finals de 2025.
Na parcial decisiva, Rybakina mostrou poder de reação ao reverter uma desvantagem de 3 a 0, encerrando a partida com um ace. Com o resultado, a tenista soma 20 vitórias nas últimas 21 partidas disputadas no circuito profissional.
Apesar do vice-campeonato, Aryna Sabalenka permanecerá na liderança do ranking da WTA. Já Rybakina deve subir para a terceira colocação mundial na próxima atualização do ranking, prevista para segunda-feira. Para a belarussa, o revés representa a terceira derrota nas últimas quatro finais de Grand Slam, incluindo as decisões do Australian Open e de Roland Garros de 2025.
Durante a cerimônia de premiação, Elena Rybakina destacou a competitividade da adversária e agradeceu ao público presente:
“É difícil encontrar palavras agora. Quero parabenizar a Aryna pelos resultados incríveis ao longo desses dois anos. Sei que é difícil, mas espero que possamos jogar muitas outras finais juntas. Quero agradecer a torcida pela ótima atmosfera e por nos apoiar, sinto esse apoio bastante em quadra. Agradeço a todos os que fazem esse torneio acontecer, é um prazer estar aqui. Espero que não tenha esquecido ninguém. Hoje tivemos outras partidas com jogadores cazaques e espero que continuemos fazendo um grande trabalho.”
Número 3 do mundo, tenista belarussa desiste dos Jogos Olímpicos de Paris: "Preciso cuidar da saúde"
O torneio feminino de tênis dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 não terá um nome de peso da atualidade. Número 3 do ranking mundial da WTA, a tenista de Belarus Aryna Sabalenka, de 26 anos, confirmou nesta segunda-feira (17) que não irá à capital francesa. Ela justificou a ausência para "cuidar da saúde".
Eu tenho que sacrificar alguma coisa. Nesta fase da minha carreira e principalmente com todas as lutas que tive nos últimos meses, preciso cuidar da minha saúde", afirmou. "Não vou jogar as Olimpíadas por causa das regras da WTA com torneios obrigatórios. Infelizmente tenho que sacrificar os Jogos", completou.
Além de Sabalenka, outra tenista do top 10 da WTA também anunciou a desistência do Jogos de Paris. A tunisiana Ons Jabeur, número 10, informou que não participará do torneio olímpico devido a mudança de piso e a possibilidade de lesões no joelho.
"Após consultar minha equipe médica visando os Jogos Olímpicos de Paris 2024, decidimos que a rápida mudança de superfícies poderia colocar o meu joelho e o restante da temporada em risco, então, infelizmente, estou fora das Olimpíadas. Sempre amei representar meu país, mas preciso escutar meu corpo e minha equipe médica", publicou.
Os Jogos Olímpicos de Paris serão realizados entre os dias 27 de julho e 4 de agosto. O torneio de tênis será disputado nas quadras de saibro de Roland Garros, palco do Grand Slam francês. A competição acontece menos de um mês antes do US Open. Vale lembrar que atletas russos e bielorrussos só poderão competir sob bandeira neutra na capital francesa, devido a invasão da Rússia na Ucrânia. Com isso, Sabalenka não jogaria com a bandeira do seu país.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.