Artigos
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
arpen
Por ano na Bahia cerca de 1.500 crianças nascem mortas, quando se fala de Salvador, o número de crianças que nascem sem vida é de cerca de 500 anualmente. Os dados são da Associação dos Registradores Civis de Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen-BA). Mesmo nesse momento de dor, há famílias que escolhem nomear seus filhos e filhas, chamados juridicamente de natimortos.
Uma norma recém-publicada pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permite agora que os pais destes recém-nascidos possam ao menos dar um nome a esta criança, padronizando nacionalmente um procedimento já regulado em Cartórios de Registro Civil de alguns estados.
A medida possibilita que quase 48,9% dos natimortos de Salvador e quase 34% na Bahia tenham direito a um nome.
De acordo com o Provimento nº 151/23, passa a ser “direito dos pais atribuir, se quiserem, nome ao natimorto”, sendo também possível àqueles que tiveram filhos natimortos realizarem esta inclusão em um registro já feito anteriormente, quando a inclusão do nome não era permitida por norma estadual ou nacional.
A possibilidade de inclusão do nome em crianças natimortas teve início em 2019 na Bahia, quando a CGJ/CCI, expediu o Provimento Conjunto nº 23/2019 da CGJ/CCI. Desde então, o avanço nesta regulamentação, que agora é nacional, tem permitido que cada vez mais pais façam a opção de incluir o nome no registro de um natimorto.
Em 2019, quando a norma foi publicada Salvador, o total de crianças com nome capital baiana correspondia a 29% dos natimortos, passando a 39,5% em 2020, 34,9% em 2021, 32,6% em 2022, até chegar a 48,9% em 2023. A expectativa é que a normativa nacional eleve este número a casa de 80%, segundo a Arpen-Brasil.
Naquele mesmo ano, o total de crianças com nome em toda a Bahia correspondia a 13,2% dos natimortos, passando a 19% em 2020, 21% em 2022 e 34% este ano. No cenário estadual, a projeção da entidade é de haja aumento de ao menos 50%.
“Atualmente, os Ofícios de Registro Civis das Pessoas Naturais de todo o país se encontram interligados através da CRC. Assim sendo, qualquer alteração na norma que venha padronizar procedimentos registrais no âmbito nacional é bem-vinda. A uniformização na regra que possibilita aos pais atribuir nome ao natimorto é bastante importante, afastando a desigualdade de tratamento com um olhar de alteridade, em benefício da dignidade humana”, explica Carlos Magno, presidente da Arpen-BA.
O registro de natimorto ocorre apenas quando uma criança já nasce morta. Caso a mãe dê à luz a um recém-nascido com vida e depois ele venha a falecer são feitos dois registros, o de nascimento e o de óbito, e em ambos o nome da criança é obrigatoriamente registrado. O registro de nascimento, de óbito e de natimorto são gratuitos para toda a população no Brasil.
Pela primeira vez realizado na Bahia, a cidade de Salvador recebe, a partir desta quinta-feira (28), o Congresso Nacional dos Cartórios de Registro Civil (Conarci 2023), evento promovido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) - entidade que reúne os 7.654 Cartórios brasileiros. O Conarci seguirá até sábado (30) e debaterá questões sobre registro civil e sua conexão com o Direito contemporâneo.
O evento, que será realizado no hotel Deville Prime Salvador, em Itapuã, tem como objetivo debater temas atuais e relevantes para o Registro Civil nacional, com foco em abordar a identidade e a relação com o registro civil, a cidadania, os direitos humanos, a questão dos povos originários, dos imigrantes, refugiados, asilados e autonomia privada no Direito de Família.
“A escolha em sediar a 29° edição do Conarci na capital baiana é, sobretudo, por entendermos a importância que o estado tem para a formação da identidade cultural do país. No último ano, os recorrentes ataques sofridos pelos povos originários no sul e extremo-sul da Bahia nos alertaram sobre a necessidade de reafirmarmos o compromisso do registro civil nacional em assegurar e garantir esses direitos, que são básicos e necessários para o exercício pleno da dignidade da pessoa humana”, destacou Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil.
A cerimônia de abertura será às 19h. O evento contará com nomes de relevância nacional como a juíza auxiliar do Conselho Nacional de Justiça, Carolina Ranzolin Nerbass; o presidente da Arpen/BR, Gustavo Fiscarelli; e o presidente da Arpen/BA, Carlos Magno; Também tem presença confirmada o poeta e escritor Fabrício Carpinejar, que falará sobre liderança e inovação, além da participação da atriz, roteirista e dramaturga, Maitê Proença.
“A escolha pela capital soteropolitana é uma forma de reconhecimento ao trabalho dos registradores civis do estado, principalmente no combate ao sub-registro, e tem como propósito mostrar como a parceria entre os Cartórios e a Corregedoria Geral de Justiça, pode ser um mecanismo transformador para a erradicação deste problema brasileiro”, Carlos Magno, presidente da Arpen-Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Mansur
"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita".
Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.