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Após repercussão das imagens de uma mulher que foi “alvo” de inúmeros disparos de água no bloco das Muquiranas neste Carnaval, a deputada estadual, Olívia Santana (PCdoB), apresentou um Projeto de Lei (PL) para proibir a entrada “pistolas de água” durante o Carnaval e outras festas de rua. De acordo com a parlamentar, os brinquedos têm sido utilizados para assediar, importunar sexualmente e agredir mulheres na festa momesca.
A deputada justificou o PL e afirmou que alguns foliões se aproveitam do artifício das pistolas de água para praticar o chamado “machismo recreativo”. Segundo ela, o ocorrido no bloco das Muquiranas é o exemplo da violação dos direitos das mulheres e reforça os estereótipos que as depreciam.
“Alguns blocos persistem e mantêm práticas ofensivas às mulheres, que aproveitam a festa para promover o machismo recreativo. Curtir o Carnaval e outras festas de rua, para muitas mulheres, ainda significa estarem sujeitas ao assédio, a importunação sexual, a violência e a violação dos seus direitos de ir e vir em paz e em segurança”, disse a deputada.
No texto apresentado nesta sexta-feira (24), Olívia cita, inclusive, o caso divulgado pelo Bahia Notícias em que um grupo de homens cerca uma mulher e a faz de alvo para os inúmeros disparos de água. “A moça toda molhada, tentava se desvencilhar daquela situação e era empurrada pelos rapazes. O que para eles era uma brincadeira, para ela foi uma agressão, um abuso, um bullying agressivo e humilhante”, disse o texto.
Na última quinta-feira (23), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um procedimento para apurar a suposta agressão através do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero e em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid). Em nota, o órgão disse que aguarda ainda a colaboração da vítima para obter informações adicionais que auxiliem nas apurações e possível punição dos autores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.