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O episódio especial de número 100 do podcast BN na Bola, reuniu dois nomes marcantes da história do Esporte Clube Vitória, os ex-meio-campistas Kleiton Domingues e Paulo Isidoro. Durante a edição comemorativa, os convidados comentaram o projeto da Nova Arena Barradão e defenderam a modernização do estádio rubro-negro sem perder a identidade do clube.
Revelado nas divisões de base do Vitória, Paulo Isidoro afirmou que a transformação do Barradão é necessária para acompanhar a evolução do futebol brasileiro. “O futebol tem que se modernizar. Um clube centenário como o Vitória, com uma torcida tão grande e presente, não pode ficar para trás. Eu até achava que essa conscientização iria demorar mais, mas espero que a arena venha rápido. O torcedor merece conforto, merece assistir aos jogos sem ficar tomando chuva. Isso vai aumentar ainda mais o entusiasmo da torcida para apoiar o time”, declarou.
O ex-jogador também destacou que a nova estrutura pode fortalecer a relação entre clube e torcida. “A arena é muito bem-vinda. Vai melhorar a experiência de quem vai ao estádio e fazer com que o torcedor tenha ainda mais vontade de estar presente. Acho que isso ajuda o clube de várias formas”, completou.
Kleiton Domingues, campeão da Copa do Nordeste pelo Leão, avaliou que a essência do Barradão será mantida mesmo com a modernização. “O ambiente quem faz é a torcida. O ambiente hostil não é a estrutura do estádio, é o torcedor. A torcida do Vitória vai continuar transformando o Barradão em um lugar difícil para os adversários, só que agora com muito mais conforto e comodidade”, afirmou.
O ex-meio-campista também lembrou das melhorias já realizadas no estádio ao longo dos anos, principalmente na qualidade do gramado. “Já houve uma mudança muito grande da minha época para cá. A troca do gramado foi algo muito evidente e hoje o campo já se aproxima bastante do padrão das arenas modernas. Para os jogadores isso praticamente não muda mais. O ganho maior será para a torcida”, analisou.
Durante o programa, o setorista do Vitória no Bahia Notícias, Hugo Araújo, destacou que o projeto busca preservar características tradicionais do estádio, especialmente o setor da torcida organizada. “Existe uma preocupação em manter esse sentimento raiz do Vitória. Atrás do gol, onde fica a TUI, não haverá cadeiras. Será mantida a arquibancada justamente para preservar esse clima mais pulsante da torcida”, explicou.
Em tom descontraído, Paulo Isidoro aproveitou para pedir um espaço reservado para ex-atletas na futura arena. “A gente, como ex-atleta, já deixa registrado que quer nosso cantinho lá, nosso lugar garantido para assistir aos jogos sem confusão”, brincou.
ARENA BARRADÃO
O projeto da Nova Arena Barradão prevê a transformação do atual Estádio Manoel Barradas em um complexo multiuso moderno, com investimento estimado entre R$ 405 milhões e R$ 460 milhões. A proposta inclui ampliação da capacidade para mais de 40 mil torcedores em jogos, novos camarotes, rooftop panorâmico, restaurantes com vista para o campo, museu, lojas e áreas de entretenimento. A obra será executada em etapas para permitir que o Vitória continue mandando seus jogos no estádio durante as intervenções.
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Torcedor declarado do Esporte Clube Vitória, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) defendeu que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) chegue até o Barradão como forma de garantir o sucesso do projeto de modernização do Estádio Manoel Barradas. A declaração foi dada durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (25).
Segundo o parlamentar, a transformação do estádio em uma arena multiuso exige um sistema de transporte de massa capaz de atender grandes públicos em dias de jogos e eventos.
“O governo estadual, por meio de Jerônimo [Rodrigues], ajudou na interlocução. A duplicação da Avenida Artêmio Pires melhorou muito a mobilidade na frente do estádio, especialmente em dias de jogos. Mas essa proposta de transformar o Barradão numa arena multiuso pede que a gente discuta outros aspectos relacionados ao acesso ao estádio para grandes eventos”, afirmou.
Ao defender a proposta, Robinson comparou a situação do Barradão com a da Casa de Apostas Arena Fonte Nova, afirmando a importância da integração com o transporte público. “A Fonte Nova é viabilizada porque o metrô para na porta. Não podemos deixar de considerar o transporte de massa para que o equipamento tenha o sucesso esperado”, declarou.
Apesar da proximidade do presidente do Vitória, Fábio Mota, com grupos políticos ligados à Prefeitura de Salvador, Robinson sugeriu que o dirigente abra diálogo com o Governo da Bahia para discutir a viabilidade de ampliação do modal até a região do estádio.
“Sem transporte de massa, eu creio que o modelo de negócio merece mais estudos. Nós vamos estar relativamente mais perto de uma linha do VLT que vai cortar toda a Avenida 29 de Março. Existem acessos possíveis pela Estrada Velha do Aeroporto e também pela ligação com a Avenida Mário Sérgio. Eu sou muito otimista”, pontuou.
O deputado ainda afirmou que a ausência de um modal de grande capacidade pode se tornar um gargalo para o futuro funcionamento da arena.
“Imagine a Fonte Nova sem o metrô. Imagine o Barradão sem transporte de massa. Acho que isso pode ser um gargalo lá na frente e deveria entrar nesse planejamento. O Vitória deveria procurar o Governo do Estado para abrir uma discussão sobre ampliar o VLT ou até o metrô para aquela região, ao menos iniciando estudos de viabilidade”, completou.
ARENA BARRADÃO
O projeto da Arena Barradão foi apresentado no último dia 13 de maio, data do aniversário do clube. A proposta prevê a modernização do estádio e a transformação do espaço em uma arena multifuncional, preparada para receber eventos culturais, musicais, corporativos, gastronômicos e de entretenimento.
Dentro do planejamento do VLT de Salvador e Região Metropolitana, o trecho considerado mais próximo do Barradão é o Trecho 3, que ligará Águas Claras a Piatã. O percurso terá 10,52 quilômetros e nove paradas, incluindo estações em Castelo Branco, Regional e Cajazeiras, além de integração com o metrô na Estação Bairro da Paz.
A integração entre o VLT e o Sistema Metroviário Salvador-Lauro de Freitas é apontada pelo Governo do Estado como estratégica para ampliar a mobilidade urbana da capital baiana, conectando diferentes regiões da cidade por meio de modais integrados.
O Esporte Clube Vitória teria iniciado sondagens para uma parceria com o Estádio de Pituaçu para mandar os seus confrontos durante a reforma do Estádio Manoel Barradas, que passará a se tornar Arena Barradão. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo diretor-geral da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), ao projeto Prisma, podcast de política, transmitido no canal do Bahia Notícias na última segunda-feira (24).
Vicente revelou que a parceria vai de encontro com um acordo firmado entre o clube e a autarquia, vinculada à Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre), após a Sudesb prestar serviços de fornecimento e instalação de gramado sintético com manta amortecedora drenante e insumos no valor de R$ 2.926.380,45 no CT do Rubro-Negro Baiano.
Em troca, o Leão doou uma área de 2 mil metros quadrados com objetivo de construir uma escola estadual. A ação se dá por meio de um convênio formalizado em 2009, no qual o clube terá que assumir a obrigação com o estado.
"Nós fizemos um acordo com a diretoria do Vitória, porque o Vitoria cedeu um espaço do seu terreno para a construção de uma escola no entorno. Na época, a contrapartida do estado era colocar grama sintética nos campos de treinamento, que foi a Sudesb que fez no entorno do estádio, e colocar o programa social Esporte por Toda Parte com 80 mil matriculados no estado. Já colocamos a grama. Semana passada a vistoria foi feita e a grama foi assentada e assim que as condições existirem o programa vai entrar", explicou Vicente.
O diretor contou que ficou sabendo da reforma por intermediários do Vitória, que já avisaram à Sudesb antes da conversa com o presidente Fábio Mota. Apesar do aviso ter sido feito por intermediários, ele explica que já conversou com o atual mandatário do Vitória e que inclui a utilização do equipamento esportivo a partir do próximo ano.
"Como o presidente Fábio Mota anunciou a reforma, ficamos sabendo, não por ele, mas por intermediários que nos procuraram, dizendo que talvez seja necessário usar Pituaçu. Estamos prontos para isso. No nosso planejamento para 2026 estamos incluindo essa possibilidade. Falei com Fábio diretamente. O anúncio foi público de uma reforma grande, então naturalmente seremos procurados para essa ação. Será um prazer, mais uma vez, fazer essa parceria com um dos grandes clubes da Bahia".
Durante a apresentação do projeto da Arena Barradão, em evento realizado na última segunda-feira (24), o presidente do Vitória, Fábio Mota, disse ao Bahia Notícias que a intenção do clube é não precisar sair do Barradão durante as obras. Ainda assim, caso a mudança seja necessária, já existem conversas com a administração da Arena Fonte Nova e do Estádio de Pituaçu.
"A ideia é a gente não precisar sair, mas a gente sabe que o Vitória vai chegar em finais de campeonato e vai ter que ter uma capacidade maior. Se isso acontecer, estamos conversando com a Arena Fonte Nova, que é um estádio do estado da Bahia, qualquer um joga, basta ter um contrato e assinar, jogamos lá no ano passado. Também conversamos com Pituaçu, aí vai depender da conveniência da competição que vamos jogar. Tem essas duas possibilidades", disse o presidente do Vitória.
O Vitória deve aprovar no conselho, em dezembro, a formalização e assinatura dos contratos da Arena Barradão. No primeiro semestre de 2026, começa a etapa de desenvolvimento dos projetos executivos e a corrida pelas licenças. Já a segunda metade do ano marca o início efetivo das obras.
A previsão é que a construção dure cerca de dois anos e meio, o que colocaria a entrega da nova arena no primeiro semestre de 2029.
ARENA BARRADÃO
Detalhadamente, a Arena Barradão passará a ter a capacidade geral de 40.597 torcedores (antes eram 30.793), além de sair de 20 para 116 camarotes. O número representa um aumento de sete mil assentos destinados ao torcedor do Leão.
O consórcio SD Arenas, formado pela SD Plan e o Grupo AR, estará à frente da condução do projeto e do investimento da Arena Barradão. O grupo responsável pela administração financeira e operacional do projeto se divide da seguinte forma: a SD Plan cuida da engenharia, infraestrutura e manutenção, enquanto o Grupo AR toma a frente da hospitalidade, eventos e gastronomia.
A SD Plan acumula mais de duas décadas de experiência em engenharia e gestão de empreendimentos, enquanto o Grupo AR tem histórico na administração de estádios, arenas e centros de eventos.
Com o investimento de R$ 405 milhões, a projeção é de que, ao final do contrato, o clube chegue ao valor de R$ 1,4 bilhão de patrimônio considerando a Arena Barradão. A previsão da SD Plan também é de que o investimento como um todo gere receitas de R$ 20 milhões anuais de receita líquida e sem risco.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.