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Em meio a polêmicas recentes sobre arbitragem, a Confederação Brasileira de Futebol deu início ao projeto Arbitragem Sem Fronteiras, que tem por objetivo promover a capacitação para árbitros. A abertura foi realizada na última quinta-feira (9), no auditório da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), no Recife, e segue até neste sábado (11).
Segundo a CBF, o primeiro dia reuniu árbitros do quadro local e integrantes da Comissão Nacional de Arbitragem, dando início a um ciclo de formação voltado à padronização de decisões e ao aprimoramento técnico dos profissionais.
Entre os temas abordados estão o controle de jogo, com foco na gestão de partidas, a leitura de cenário e o posicionamento disciplinar da arbitragem. Além disso, os árbitros acompanharam o módulo sobre disputas, com análise de lances e critérios de interpretação em situações de contato físico.
Indo para a partida prática, os participantes foram direcionados para o Centro de Treinamento do Retrô, nesta sexta-feira (10), para analisar imagens em tempo real e aprofundar a técnica dos conteúdos trabalhados em sala.
Em nota, a entidade informou que a iniciativa reforça o compromisso da CBF e da FPF com a qualificação contínua da arbitragem brasileira, “promovendo atualização e excelência nos critérios adotados em competições nacionais”.
POLÊMICA RECENTE
Na última rodada do Campeonato Brasileiro, o Bahia perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, em jogo realizado na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Além do resultado negativo, o Tricolor saiu na bronca após um suposto empurrão de Gustavo Gómez em David Duarte no gol da vitória alviverde. Rogério Ceni e jogadores criticaram o árbitro Lucas Casagrande e o VAR.
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A Fifa definiu os nomes da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026 e incluiu três árbitros brasileiros no quadro principal: Raphael Claus (SP), Ramon Abatti Abel (SC) e Wilton Pereira Sampaio (GO).
O torneio será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. Além dos árbitros centrais, o Brasil contará com cinco assistentes: Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS).
Na equipe de arbitragem de vídeo, Rodolpho Toski Marques (PR) foi escalado como árbitro de VAR.
Ao todo, a Fifa selecionou 52 árbitros, 87 assistentes e 30 profissionais de vídeo para a competição, que terá 104 partidas.
Entre os brasileiros, Raphael Claus e Wilton Pereira Sampaio voltam a uma Copa do Mundo após participação na edição do Catar, em 2022. Já Ramon Abatti Abel fará sua estreia no torneio, depois de atuar recentemente na Copa do Mundo de Clubes, assim como Pereira Sampaio.
Com nove representantes, o Brasil atinge um recorde de participação na arbitragem em Copas do Mundo. Na edição anterior, disputada no Catar, o país teve sete integrantes — ocasião em que Neuza Inês Back se tornou a primeira mulher brasileira a integrar o quadro de arbitragem do torneio.
A última vez que o Brasil contou com três árbitros em uma mesma edição de Copa havia sido em 1950, quando o país sediou a competição. Desde então, a presença brasileira se limitava, em geral, a um árbitro por edição, cenário que voltou a ser ampliado a partir do Mundial de 2022.
O Brasil será o país com maior número de representantes na arbitragem da Copa do Mundo de 2026. A FIFA divulgou nesta quinta-feira (9) a lista oficial de profissionais selecionados para o torneio, confirmando nove nomes brasileiros entre árbitros e assistentes.
A delegação será composta por três árbitros centrais — Raphael Claus, Ramon Abatti e Wilton Sampaio — além de seis assistentes: Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo, Rafael Alves e Rodolpho Toski.
A presença numerosa reforça o protagonismo da arbitragem brasileira no cenário internacional. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o número vai além de uma simples estatística e reflete um processo de evolução técnica e profissionalização da categoria.
"Não é apenas um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da FIFA na arbitragem brasileira e evidencia a qualidade técnica, a preparação física e o compromisso dos nossos profissionais com o jogo. Estar nesse cenário, com protagonismo, mostra que o Brasil não apenas forma grandes jogadores, mas também entrega ao mundo árbitros capacitados para atuar nas competições mais exigentes", disse Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF, ao site oficial da entidade brasileira.
A entidade também destacou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido nos bastidores da arbitragem nacional. Para o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, o resultado é fruto de um esforço conjunto.
"Temos que destacar o trabalho coletivo. Não tem vencedores, existe uma equipe vencedora que trabalha muito para o melhor da arbitragem no futebol brasileiro. E precisamos destacar o trabalho que é desenvolvido. No último final de semana começamos o trabalho com a arbitragem profissional, um marco no nosso futebol, e hoje temos essa noticia fantástica de nove árbitros na Copa do Mundo, o país com mais representantes. Isso fortalece o futebol brasileiro. É o reconhecimento da FIFA pelo trabalhando desenvolvido pela arbitragem brasileira. E não vamos parar por aí. Estamos trabalhando para evoluir ainda mais, seja na parte da tecnologia e também na preparação dos árbitros", afirmou.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada a partir do dia 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) projeta lançar entre outubro e novembro o novo ranking oficial de árbitros, que servirá de base para as escalas das partidas da Série A do Campeonato Brasileiro. O desempenho dos profissionais será avaliado a partir de três critérios: análise do observador de campo, do analista de vídeo e do analista de VAR. A medida é parte de um plano mais amplo de profissionalização da arbitragem, que deve ter início efetivo em 2026.
O novo modelo prevê que a arbitragem brasileira passe por uma reestruturação completa, com a formação de um primeiro bloco de árbitros com dedicação exclusiva. Atualmente, os árbitros brasileiros não têm vínculo empregatício com a CBF e são remunerados por jogo. Os que atuam com frequência na Série A recebem, em média, R$ 15 mil por mês — valor considerado baixo para um regime profissional integral.
De acordo com as informações do jornalista Raphael Zarko, do ge.globo, o projeto já está em andamento com ações práticas. Nesta semana, a CBF reuniu 64 árbitros e assistentes da Série A, entre juízes, bandeirinhas e operadores de VAR, para uma espécie de intertemporada no Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. A ideia é que, em 2026, esses encontros se tornem permanentes por até dois meses, em um regime de treinamentos, estudos e avaliações diárias, similar ao de clubes profissionais.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF
"Nosso trabalho é dar condições para o árbitro viver exclusivamente da arbitragem. Hoje, muitos ainda têm outra profissão, especialmente nas Séries B e C. Queremos árbitros dedicados 100% ao ofício", afirmou Rodrigo Cintra, coordenador da Comissão de Arbitragem da CBF, ao ge.
Cintra também destacou que o projeto, apresentado em fevereiro, ganhou total respaldo do presidente da CBF, Samir Xaud, e já está em curso por meio de iniciativas pontuais.
Como parte do controle técnico e físico, a CBF distribuiu 30 coletes da marca Catapult — tecnologia usada em clubes para monitoramento de performance — aos árbitros da Série A. O objetivo é acompanhar o preparo físico dos profissionais, que chegam a percorrer 10 a 12 quilômetros por partida (assistentes correm cerca da metade).
Além disso, a entidade fechou parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora para analisar estatísticas e desempenho de 957 profissionais da arbitragem no Brasil, sendo 736 deles árbitros centrais ou assistentes. O projeto inclui o uso de smartwatches para medir desempenho físico e acompanhamento por instrutores regionais designados pelas federações estaduais.
Um dos exemplos do impacto do programa foi a recente transformação física do árbitro Anderson Daronco, que perdeu 8 kg em quatro semanas com treinos intensos de bicicleta ergométrica.
A expectativa da CBF é de que, até o final de 2026, o futebol brasileiro conte com um grupo de árbitros profissionalizados, com rotina de treinos, avaliações físicas e suporte científico contínuo, elevando o nível da arbitragem nacional.
Nesta segunda-feira (14), a Fifa divulgou oficialmente a lista dos árbitros que irão apitar no Super Mundial de Clubes 2025. Entre os 35 juízes de 33 nacionalidades diferentes, aparecem dois brasileiros na convocação, sendo eles Wilton Pereira Sampaio, de Goiás, e Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina.
A competição intercontinetal vai acontecer entre os dias 14 de junho e 13 de julho de 2025, nos Estados Unidos. Além do Brasil, França e Argentina aparecem com mais árbitros representantes, com dois cada.
Confira a seleção de árbitros completa:
Omar Al Ali - Emirados Árabes Unidos
Ramon Abatti Abel - Brasil
Omar Al Ali - Emirados Árabes Unidos
Ivan Barton - El Salvador
Djahane Beida - Mauritânia
Juan Gabriel Benitez - Paraguai
Espen Eskas - Noruega
Alireza Faghani - Austrália
Salman Falah - Catar
Yael Falcon Pérez - Argentina
Drew Fischer - Canadá
Cristian Garay - Chile
Mustapha Ghorbal - Argélia
Mutaz Ibrahimi - Jordânia
Campbell-Kirk Kawana-Waugh - Nova Zelândia
Istvan Kovacs - Romênia
Francois Letexier - França
Ma Ning - China
Danny Makkelie - Holanda
Szymon Marciniak - Polônia
Said Martinez - Honduras
Jean Jacques Ndala - RD Congo
Glenn Nyberg - Suécia
Mario Ortiz - Guatemala
Tori Penso - Estados Unidos
César Ramos - México
Wilton Sampaio - Brasil
Issa Sy - Senegal
Ilgiz Tantashev - Uzbequistão
Anthony Taylor - Inglaterra
Gustavo Tejera - Uruguai
Facundo Tello - Argentina
Clement Turpin - França
Jesus Valenzuela - Venezuela
Slavko Vincic - Eslovénia
Felix Zwayer - Alemanha
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.