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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento preparatório para investigar a regularidade do funcionamento da Amora Clínica Veterinária, conhecida também como Amora Pet Shop, no bairro de Nova Brasília, em Salvador. A apuração busca verificar se o estabelecimento possui as autorizações sanitárias e profissionais exigidas para a prestação de serviços veterinários.
A investigação foi formalizada por meio da promotoria de Justiça do Consumidor. O procedimento tem como investigada a responsável pelo estabelecimento, conforme documento acessado pelo Bahia Notícias. De acordo com a medida, a apuração teve origem em uma representação que apontou possíveis irregularidades no funcionamento do Amora Pet Shop, incluindo a eventual realização de atividades sem as autorizações e os registros exigidos pelos órgãos competentes.
Durante as diligências, a Vigilância Sanitária de Salvador identificou uma divergência entre o endereço informado na representação e o local efetivamente utilizado pelo estabelecimento. Após a identificação do endereço correto, foi realizada uma inspeção no último dia 10 de setembro de 2026, que resultou na emissão de uma notificação para que fossem feitas adequações no prazo de 30 dias.
O documento também registra que o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA) autuou a pessoa jurídica investigada por ausência de registro junto ao conselho. A existência de um responsável técnico médico-veterinário habilitado também está entre os pontos que serão verificados.
Entre as questões que o MP-BA pretende esclarecer estão a validade do alvará sanitário e da licença municipal de funcionamento, a regularidade do registro profissional, as condições das instalações e a adequação dos serviços às normas sanitárias e profissionais. O órgão também busca verificar a eventual existência de riscos ou danos aos consumidores.
Como parte das investigações, o Ministério Público solicitou que a responsável pelo estabelecimento apresente documentos que comprovem a regularidade da atividade, incluindo licenças, certificado de registro no CRMV-BA e identificação do responsável técnico. A Vigilância Sanitária deverá informar o resultado de uma nova inspeção, enquanto o conselho profissional foi requisitado a encaminhar cópia do auto de infração e atualizar as informações sobre a situação cadastral do estabelecimento.
O procedimento tem prazo inicial de 90 dias, prorrogável uma vez pelo mesmo período, mediante justificativa. Até o momento, a instauração da investigação não representa uma conclusão definitiva sobre as possíveis irregularidades. O objetivo é reunir informações e documentos para esclarecer as condições de funcionamento da clínica veterinária e do pet shop.
A Polícia Federal investiga se a empresária Roberta Luchsinger atuou para intermediar negócios com os Correios. A suspeita surgiu a partir de uma minuta de contrato encontrada no celular de Luchsinger e de uma mensagem enviada por ela que cita a estatal.
A empresária é alvo de um inquérito que apura se ela praticou tráfico de influência em órgãos públicos em conjunto com o amigo dela, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Os dois negam qualquer irregularidade.
O documento localizado no celular de Roberta se refere a um acordo entre a empresa RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, e a Safe Consig Tecnologia da Informação, especializada em fornecer uma plataforma para gerenciar empréstimos consignados de servidores públicos.
No arquivo, há uma previsão de pagamento à consultoria de Roberta de uma comissão de 50% sobre as vendas feitas pela Safe Consig. "A título de comissão pelas vendas que realizar, fará jus ao percentual de 50%, que deverá ser calculado sobre o valor total verificado no sistema de financiamento da contratante Safe, mais especificamente sobre o valor líquido", diz a minuta do contrato.
O documento foi anexado a uma mensagem que Roberta enviou a um interlocutor em 13 de maio de 2024. "Saulo me mandou revisado agora. Vou assinar, tá?", disse ela. A investigação apura se o nome citado é o de Saulo de Tasso Alves Caracas Dino, sócio da Safe Consig. Procurado, ele disse desconhecer qualquer contrato entre sua empresa e a de Roberta.
Outro sócio da empresa, Rodrigo Feitosa, responsável formal pela assinatura de um contrato com os Correios, disse que a empresária e Lulinha não intermediaram a negociação. "Se alguém eventualmente tratou desse tema, conforme mencionado em sua mensagem, isso não ocorreu, em nenhuma hipótese, com a devida autorização da Safe Consig", disse ele por mensagem de texto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Não dá para jantar antes de almoçar".
Disse o presidente do PL na Bahia, João Roma ao avaliar que a oposição na Bahia saiu fortalecida no primeiro turno das eleições, com a eleição de nomes importantes e o crescimento dos votos de Flávio Bolsonaro no estado. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o candidato ao Senado Federal negou, no entanto, que já haja negociações em torno da ocupação de cargos em um eventual governo de Flávio.