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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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Os relatórios da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que o ex-ministro das Comunicações no governo Bolsonaro, Fábio Faria, atuou como o principal intermediário, articulador das relações políticas, comerciais e logísticas entre o ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com os documentos periciais e as mensagens extraídas dos telefones celulares apreendidos, a atuação de Faria englobou desde o repasse de contatos mantidos sob sigilo até a gestão de agendas e a cobrança de pagamentos para o escritório da esposa do magistrado.
O relatório da PF indica que o ex-ministro Fábio Faria (casado com Patricia Abravanel) foi o responsável por introduzir Vorcaro ao ministro do STF, compartilhando linhas diretas de comunicação do magistrado.
REGISTROS DA PF
Os contatos associados ao ministro Alexandre de Moraes (que constam cadastrados no dispositivo sob codinomes como "Novo", "STF TSE NOVO" e "Eu STF") "foram compartilhados pelo interlocutor registrado no dispositivo como 'Fábio Faria'... por meio do aplicativo WhatsApp."
Além do repasse dos números, Faria organizava os acessos físicos e os encontros reservados. Em determinado diálogo, o ex-ministro solicita dados do veículo do banqueiro para "autorizar a segurança a acompanhar na garagem."
Em um áudio enviado a Vorcaro após uma das reuniões, Faria relatou a satisfação do interlocutor: “Gostei da conversa. Vou montar um negócio bacana demais e, já logo na terça-feira, eu quero marcar. Então, eu te ligo aí pra ver o horário, pra vocês voltarem aqui na terça, tá bom?”.
As mensagens mostram ainda que Faria pedia o endereço residencial de Vorcaro para repassá-lo ao ministro com promessa de apagar os registros: "FABIO FARIA pede a DANIEL VORCARO endereço de sua residência para encaminhar a ALEX, e depois apagará tudo", pontua a PF.
Em outros diálogos sobre almoços e jantares, Faria avisava que "o Careca confirmou o jantar com a gente... Os 3 casais" ou se referia ao magistrado por meio do emoji de um "homem careca."
O relatório policial aponta que Fábio Faria participou das tratativas do contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Ao acompanhar o andamento da parceria, Faria questionou o banqueiro se ele já havia dado retorno a "Vivi". Quando consultado por Vorcaro se a contratação havia sido fechada por três anos, Faria respondeu que o prazo acertado era de quatro anos, mas ponderou: "pode fazer 3".
As investigações revelam que, nos momentos de atraso nas parcelas, Faria cobrava Vorcaro diretamente em nome do magistrado. A mensagem “O careca não pode atrasar”, enviada pelo ex-ministro, disparava ordens imediatas de Vorcaro à sua equipe financeira para efetuar os repasses "sem nota" e "do jeito que for", por se tratar do "pgto mais importante que temos".
'EGO' DO MINISTRO
Na organização de eventos internacionais financiados pelo Banco Master, como os fóruns jurídicos na Europa, Faria também atuava para alinhar a lista de presenças e proteger a imagem de Moraes.
Ao comentar o veto do ministro à participação de um determinado convidado em um evento realizado em Londres, Fábio Faria escreveu a Vorcaro: “Mas eu acho que Alexandre gosta que ele saiba que ele vetou. Ego dele. Mas a gente não precisa passar isso”.
Os documentos da PF mostram ainda que o ex-ministro das Comunicações articulou a presença de chefias dos órgãos de controle nos eventos patrocinados pela instituição bancária.
Faria encaminhou a Vorcaro mensagens enviadas por terceiros que sugeriam: “O que acha de eu convidar o DPF Andrei”, acrescentando que “Aí fechamos o PGR e o DPF”, isso fazendo referência ao Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Passos, e ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Na sequência, o ex-ministro instruiu o controlador do banco: “Vc avisa pro Marcio entrar em contato com o Andrei?” e reforçou a necessidade de “lembrar o Marcio fazer o convite formal ao delegado-geral”.
Antes mesmo do envio do número, em 21 de dezembro de 2023, Faria solicitou a Vorcaro a placa e o modelo de sua Range Rover Vogue para "autorizar a segurança a acompanhar na garagem", viabilizando um encontro no endereço "Tucumã 99", em São Paulo.
Após a reunião, Faria enviou áudio ao banqueiro relatando: “Gostei da conversa. Vou montar um negócio bacana demais e, já logo na terça-feira, eu quero marcar”. Em outros momentos, intermediou agendas e convites privativos, registrando inclusive uma resposta de Moraes em março de 2024 afirmando que não poderia jantar naquele dia, mas que haveria tempo “de tomar um whisky”.
Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Futura Inteligência, contratado pelo Política Livre, divulgada nesta terça-feira (1), aponta um cenário de empate técnico entre ACM Neto (União) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia em 2026.
No cenário estimulado, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, ACM Neto tem 49,8% das intenções de voto, podendo variar entre 46,7% e 52,9%, enquanto Jerônimo Rodrigues tem 44,4%, podendo variar entre 41,3% e 47,5%.
A pesquisa entrevistou mil pessoas em 214 cidades baianas por telefone, entre os dias 24 e 26 de agosto, e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob o número 08990/2026.
No cenário estimulado completo, atrás de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues aparecem Maria Bona (PCO), com 0,5%, Ronaldo Mansur (PSOL), com 0,2%, Ariel Capistrano (DC) e Aroldo Félix (UP), empatados com 0,1% cada. Os que responderam ninguém, branco ou nulo somam 1,9%, e os indecisos somam 2,9%.
Já no cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, ACM Neto tem 39,4% e Jerônimo Rodrigues tem 34,7%, mantendo a mesma margem de erro do cenário estimulado. Outros candidatos somam 3,3%, os que responderam ninguém, branco ou nulo somam 1,9%, e os indecisos chegam a 20,8%.
A pesquisa também simulou um possível segundo turno entre os dois primeiros colocados. Nesse cenário, ACM Neto lidera com 50,4%, enquanto Jerônimo Rodrigues chega a 46,6%. Os votos em branco, nulo ou para nenhum dos dois somam 1,4%, e os indecisos somam 1,6%.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).