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Ausente no encontro do PSDB que contou com a presença do governador do Rio Grande do Sul e presidente nacional dos tucanos, Eduardo Leite, o prefeito de Mata de São João, João Gualberto, revelou que conversou com gaúcho. Ao Bahia Notícias, Gualberto também sinalizou que, tanto ele quanto o PSDB, têm que "tomar lado" no debate político.
"Eu não podia [ir ao evento], mas falei com Eduardo Leite. Não é por não estar no encontro que não nos falamos. Nós conversamos. Falamos em nível Brasil. Eu acho que o mundo está dividido entre direita e esquerda, com os extremos. A posição de centro é a nossa. Vimos no Chile, que ficou entre a extrema direita e à esquerda. Temos que ver como está se encaminhando a política. A posição de centro parece ficar em cima do muro. O público está entendendo desse jeito, o centro é uma posição sensata, mas o pessoal tem se confudido", disse.
Gualberto analisou que tem defendido o "diálogo" na política com diversos prismas políticos. "Com Valmir Assunção tive o diálogo. Conversar não é ruim. É nobre governar e também é ser oposição. Mas quem perdeu tem que fazer uma oposição responsável e construtiva. Dialogar não é problema. A maioria pensa que é melhor conversar sendo governo, aí não tenho como", apontou.
Crítico do "governismo", o movimento de adesão de partidos e políticos a gestões vitoriosas, o prefeito de Mata explicou que existe um movimento no Brasil "de muitos deputados quererem ser governistas, ganhe quem ganhar, irão ser governo". "A benesses de emendas, cargos. Esse movimento começou e está muito forte. Esses partidos que têm uma ideologia forte terminam esvaziando e diminuindo. Não à toa que o PSDB tem poucos deputados. Sabem que se perder a eleição com o PT vai ser oposição. Eles migraram muito para partidos de centro, PP e PSD, que vai ser governo de todo jeito. Não estou falando mal de ninguém, faço uma constatação. Esse movimento de ser governo, dentro de todos partidos têm aqueles que querem ou não", acrescentou.
Como exemplo, Gualberto apresentou o União Brasil, que, segundo o prefeito, "não está na base do governo, não está na base na Câmara, mas tem ministério". "É um fato, não precisa ser cientista político. Isso não é bom para a democracia, é péssimo. Ao invés de uma oposição que contribua, ela fica praticamente no governo, é o que acontece no Brasil", finalizou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.