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aplb feira
Professores da rede municipal de Feira de Santana anunciaram nesta segunda-feira (14) uma paralisação de três dias. A medida foi tomada em assembleia da categoria após a prefeitura da cidade alterar a jornada de trabalho dos docentes.
No último sábado (12), uma portaria da secretaria de educação da cidade mudou a carga horária, estabelecendo regras para as chamadas Atividades Complementares (AC), como planejamento, reuniões pedagógicas e inserção de dados nos sistemas da rede municipal.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a presidente da APLB Sindicato em Feira de Santana, Marlede Oliveira, criticou a medida e disse que a prefeitura fez isso no “escuro”, sem discutir os detalhes com os professores. Para Marlede, o fato poderia ser evitado com a convocação de professores aprovados em concurso, uma vez, que segundo ela, há falta de docentes na rede municipal.
“Desde o início do ano que eu digo a ele que faltam 400 professores e ele diz não falta tudo isso não, disse que ia suprir a falta de professores, nomeando os 300. Não conseguiu nomear 300, porque muita gente não quer trabalhar mais em Feira, pelo caos, não tem valorização, não tem salário, não tem carreira, não tem mais nada”, disse.
Em resposta, o secretário municipal de educação, Pablo Roberto, contestou a fala da sindicalista. Segundo ele, a ação foi tomada para corrigir problemas, como docentes que não cumprem 30% da carga horária de 20h semanais. "Nós não queremos que o professor trabalhe mais do que está pactuado na lei", declarou o secretário.
Uma decisão desta segunda-feira (3) negou o repasse dos precatórios do Fundef [atual Fundeb] para os professores da rede municipal de Feira de Santana. A APLB sindicato vai recorrer da medida. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O montante, que estava bloqueado, correspondia a cerca de 60% do valor de R$ 170 milhões, poderá somente ser usado na área da educação de Feira de Santana, atendendo a necessidade do município.
Ao Acorda Cidade, a presidente do sindicato dos docentes em Feira, Marlede Oliveira, informou que vai recorrer da decisão para que os 60% do Fundef sejam direcionados aos professores.
FUNDEF
Mantido em vigor entre 1998 e 2006, o Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef) tinha como meta o financiamento da educação fundamental. Por erro de cálculo, a União foi condenada a pagar a complementação das verbas do Fundef que deixaram de ser repassadas a estados e municípios, o que resultou no chamado Precatório do Fundef.
Com isso, tem direito a receber os precatórios: professores, coordenadores pedagógicos, diretores, vice-diretores e secretários escolares. Estes precisam comprovar que ocuparam cargo público na educação básica da rede pública de ensino entre janeiro de 1998 e dezembro de 2006.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Leite
"Não estamos diante de uma eleição comum".
Disse o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência. Em "manifesto ao Brasil", o chefe estadual avaliou o cenário nacional e afirmou que o país tem um "problema de direção". Durante o anúncio realizado nesta sexta-feira (6) o gestor também defendeu uma nova relação entre os Poderes e responsabilidade fiscal.