Artigos
O Paraguaçu sob ataque
Multimídia
Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
antonio rudiger
O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, afirmou nesta terça-feira (12) que não pretende renunciar ao cargo, apesar da crise esportiva e interna vivida pelo clube. Em entrevista coletiva convocada no centro de treinamento de Valdebebas, em Madri, o dirigente anunciou que vai chamar novas eleições e declarou que será candidato.
A manifestação pública ocorreu em meio a uma temporada sem títulos, pressão de torcedores, críticas da imprensa espanhola e relatos de conflitos no elenco. Durante a coletiva, Florentino disse que há uma tentativa de ataque contra ele e contra o clube.
"Criaram uma situação absurda contra o Real Madrid e contra mim. Nem sempre se ganha, mas não aceitamos isso. Estão se aproveitando da situação para me atacar. Onde está Florentino? Não vou me pronunciar. Alguns dizem que estou doente, que tenho câncer terminal. Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer às pessoas que se preocuparam comigo. Continuo sendo presidente do clube e da minha empresa, que fatura 50 bilhões por ano. Minha saúde é perfeita", disparou.
O dirigente também criticou setores da imprensa espanhola. Em um dos momentos da entrevista, Florentino discutiu com o jornalista Rubén Cañizares, do jornal ABC, ao rebater publicações sobre os custos das obras do estádio Santiago Bernabéu.
"Alguns dizem que o estádio começou com um custo de 600 milhões e acabou custando 1,3 bilhão, e isso não é verdade. Quero pôr fim a esse sentimento anti-Real Madrid que se instalou no jornal. Estou convocando eleições para defender os membros. Alguns, de uma perspectiva jornalística, e outros de outras, querem assumir o controle do Real Madrid. Estou aqui há 26 anos e não vou permitir isso", seguiu.
Florentino reconheceu a frustração pela temporada sem conquistas, mas citou os títulos obtidos durante seus mandatos à frente do Real Madrid, somando futebol e basquete. Segundo ele, a convocação de eleições será uma forma de enfrentar os grupos que, na avaliação do dirigente, tentam interferir no comando do clube.
"Compartilho da frustração, porque não conseguimos ganhar nada este ano. Mas preciso dizer e mostrar que, comigo como presidente, conquistamos 66 títulos no futebol e no basquete, incluindo sete Ligas dos Campeões da Uefa. Quero falar com aqueles que estão por trás desta campanha, aqueles que operam nas sombras. Que concorram às eleições; agora eles têm a oportunidade de fazê-lo. Eu vou me candidatar para defender os interesses do Real Madrid."
Ao ser questionado sobre a escolha do treinador para a próxima temporada e sobre a crise esportiva, Florentino evitou entrar no tema. O presidente afirmou que responderia apenas perguntas relacionadas à candidatura. Ele também comentou sobre o Caso Negreira durante a coletiva.
Além dos resultados em campo, os bastidores também passaram por desgaste. A imprensa espanhola noticiou atritos entre jogadores nas últimas semanas, incluindo uma briga entre Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni durante atividades em Valdebebas. O clube abriu processo disciplinar e multou os dois atletas.
Outro episódio relatado envolveu Antonio Rüdiger e Álvaro Carreras. Segundo a rádio Onda Cero, o zagueiro alemão teria dado um tapa no lateral no vestiário do CT, em um período posterior à eliminação para o Bayern de Munique.
Mbappé também virou alvo de críticas de parte da torcida. O atacante francês teve o nome associado a um abaixo-assinado organizado por torcedores em meio à sequência negativa do clube e ao desempenho abaixo do esperado em jogos decisivos.
A entrevista ocorreu no momento mais turbulento do Real Madrid na temporada 2025/2026. Fora da disputa pelo título espanhol após derrota para o Barcelona, o clube também foi eliminado da Liga dos Campeões nas quartas de final pelo Bayern de Munique e caiu nas oitavas da Copa do Rei diante do Albacete Balompié, da segunda divisão.
A Supercopa da Espanha terminou com vice-campeonato justamente para o Barcelona, ampliando a pressão sobre o elenco e a diretoria. A última conquista merengue havia sido o Intercontinental de Clubes, em dezembro, meses depois da chegada de Kylian Mbappé e ainda como consequência do título da Champions League obtido contra o Borussia Dortmund, sob comando de Carlo Ancelotti.
Kylian Mbappé atravessa um dos momentos mais delicados desde a chegada ao Real Madrid. Pressionado pela fase irregular da equipe, o atacante francês passou a conviver também com desgaste nos bastidores e com uma mobilização de torcedores que pedem sua saída do clube.
Segundo o The Athletic, nesta semana, Mbappé se envolveu em uma discussão durante um treino antes da partida contra o Real Betis, no dia 24 de abril. O episódio teria começado após um integrante da comissão técnica, que atuava como assistente na atividade, marcar impedimento em um lance do atacante.
A decisão provocou reação imediata do francês. De acordo com a publicação, Mbappé respondeu de forma irritada e usou termos considerados ofensivos contra o membro da equipe. O caso foi tratado internamente como uma discussão acalorada, sem indicação de punição disciplinar ao jogador.
A tensão interna se soma ao movimento de parte da torcida nas redes sociais. Uma petição criada por madridistas passou a circular pedindo a saída de Mbappé do Real Madrid e já reúne milhões de assinaturas. O texto convoca torcedores a pressionarem por mudanças no elenco.
"Madridistas, façam sua voz ser ouvida. Se você acredita que mudanças são necessárias, não fique em silêncio. Assine esta petição e defenda o que você acha melhor para o futuro do clube", diz o texto da petição.
O clima no Real Madrid já vinha carregado desde a eliminação para o Bayern de Munique na Champions League. A queda europeia aumentou a cobrança sobre o elenco e abriu espaço para a exposição de episódios internos.
Um dos casos recentes envolveu Antonio Rüdiger. O zagueiro se desentendeu com um companheiro no vestiário e, posteriormente, pediu desculpas ao grupo. Além disso, Mbappé também recebeu críticas internas por uma viagem à Itália durante um período de recuperação de lesão.
Dentro de campo, o cenário também pesa. O Real Madrid soma 77 pontos em 34 rodadas do Campeonato Espanhol e está 11 pontos atrás do líder Barcelona. Restando quatro partidas para o fim da competição, as duas equipes se enfrentam no próximo fim de semana.
A instabilidade do Real Madrid na temporada ganhou mais um episódio de crise nos bastidores. Segundo informações da rádio espanhola Onda Cero, publicadas nesta terça-feira (5), o zagueiro Antonio Rudiger teria dado um tapa no rosto do lateral Álvaro Carreras no vestiário do clube, em Valdebebas, CT do clube merengue.
O caso teria acontecido há cerca de duas semanas, no intervalo entre as partidas contra Alavés e Betis, após a eliminação do Real Madrid para o Bayern de Munique na Champions League.
De acordo com a emissora, a suposta agressão ocorreu depois de uma discussão entre os dois jogadores. A rádio aponta ainda que o atrito não teria sido isolado. Rudiger e Carreras já teriam se desentendido anteriormente por diferenças na forma de enxergar o futebol e por um conflito geracional dentro do elenco.
A diferença de perfil entre os atletas teria dificultado a convivência diária no ambiente do Real Madrid.
Após o episódio relatado pela Onda Cero, Carreras foi titular na partida contra o Betis. O jogo, no entanto, marcou a última vez em que o lateral começou uma partida entre os 11 iniciais da equipe merengue.
O ambiente no vestiário do Real Madrid passou a ser descrito como mais tenso depois da eliminação na Champions League e dos tropeços recentes no Campeonato Espanhol. A sequência de resultados abaixo do esperado aumentou a pressão sobre o elenco e ampliou a atenção sobre os bastidores do clube.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.