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antonio carlos teixeira
Após toda a repercussão dos acontecimentos da partida entre Remo e Santos na noite desta terça-feira (4), o clube nortista veio a público, por meio de uma nota oficial divulgada nesta quarta-feira (5), manifestar indignação diante da arbitragem e das confusões ocorridas após o jogo, iniciadas por dirigentes do Remo e fomentadas por Neymar.
Em jogo decisivo, valendo a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, o Santos venceu por 1 a 0, tendo um jogador a mais durante a maior parte do confronto.
Citando diretamente o árbitro de vídeo (VAR) Marco Aurélio Ferreira, o clube critica o acionamento do árbitro de campo para rever um lance que resultou na expulsão de um atleta azulino.
“Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro Anderson Daronco assinalou cartão amarelo ao zagueiro Marllon, do Remo, por falta sobre o atacante santista. Porém, não levou em consideração que, no início da jogada, o capitão azulino é puxado pelo adversário e nada foi marcado. Após ser chamado ao monitor pelo árbitro de vídeo (VAR) Marco Aurélio Ferreira, a marcação foi revertida para cartão vermelho, deixando o Remo com um jogador a menos pelo restante da partida”, escreveu o Remo, destacando a atuação de Marco Aurélio também na partida entre Vitória e Palmeiras, jogo cercado por polêmicas de arbitragem.
Segundo o Clube do Remo, “a reincidência de erros de arbitragem e de VAR em prejuízo a clubes das regiões Norte e Nordeste, já denunciada publicamente, é motivo de grave preocupação institucional”. A equipe finalizou a primeira parte da nota afirmando que “vai formalizar representação junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Comissão de Arbitragem, buscando providências sobre a atuação da equipe de arbitragem, adotando as medidas cabíveis em todas as instâncias competentes”.
RESPOSTA ÀS PROVOCAÇÕES DE NEYMAR
O Remo ainda se posicionou contra a confusão protagonizada por Neymar no acesso aos vestiários, envolvendo provocações a dirigentes do clube.
“Neymar da Silva Santos Júnior se dirigiu a integrantes da delegação do Remo em tom de provocação e deboche, provocando tumulto no local, em flagrante desrespeito ao Clube anfitrião, à sua torcida e aos mínimos protocolos de convivência esportiva, demonstrando uma postura descontrolada e incompatível com a conduta esperada de um profissional do futebol”, escreveu a diretoria.
Finalizando, a equipe afirmou que “repudia, de forma veemente, essa conduta” e que a atitude do atleta “extrapola os limites do fair play e da ética desportiva”. O Remo informou que irá adotar as medidas cabíveis perante os órgãos competentes para apuração de eventual conduta antidesportiva, sem prejuízo de outras providências que se mostrem necessárias.
A nota foi assinada pelo presidente da agremiação, Antônio Carlos Teixeira, e pelo diretor jurídico, Gustavo Fonseca.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.