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Artigos

Fernanda Carvalho 
Biblio, o quê?
Foto: Wilson Militão

Biblio, o quê?

Biblioterapia, repito. É alguma atividade relacionada à Bíblia?, perguntam frequentemente. Não, mas para mim tem um significado quase sagrado. De celebração da essência humana. Biblio, o quê mesmo? Bi-bli -o- te- ra-pia! Respondo sem perder a paciência porque entendo a importância de tornar a prática conhecida por mais pessoas. 

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

anistia internacional

‘Quem não pode desistir de Pedro somos nós’, diz mãe de ativista após MP arquivar caso de assassinato em Tucano
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

O arquivamento do caso da morte do ativista Pedro Henrique Santos Cruz Sousa pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) provocou reações da mãe do jovem, Ana Maria Cruz, e de entidades ligadas aos direitos humanos, como a Anistia Internacional. Pedro Henrique foi morto a tiros dentro de casa em dezembro de 2018, em Tucano, na região sisaleira.

 

Para a Ponte Jornalismo, Ana Maria Cruz declarou que o arquivamento representa mais um capítulo de uma trajetória marcada pela ausência de respostas das instituições públicas. Segundo ela, a família continuará buscando esclarecimentos sobre o caso. “Vocês já desistiram de Pedro lá atrás, estão desistindo agora novamente. Quem não pode desistir de Pedro somos nós, a família”, afirmou ao comentar a decisão do MP.

 

Ana Maria relata que a morte do filho permanece presente da rotina dela desde 2018. “A sensação que eu tenho toda manhã é que Pedro acabou de ser morto na madrugada”, declarou a também escrivã da Polícia Civil da Bahia. Segundo ela, a falta de respostas impediu que a família encontrasse tranquilidade ao longo dos últimos anos.

 

O MP-BA informou que o arquivamento foi motivado pela falta de provas conclusivas para sustentar uma denúncia criminal. Entre os argumentos apresentados pelo órgão estão a ausência de compatibilidade entre os projéteis recolhidos e as armas periciadas, além da falta de outros elementos independentes que permitissem identificar os autores do homicídio.

 

A decisão também foi criticada pela Anistia Internacional Brasil. Para a diretora-executiva da organização, Jurema Werneck, o encerramento da investigação sem a identificação dos responsáveis evidencia falhas institucionais na condução do caso.

 

“O assassinato de um ativista, de um defensor de direitos, não recebeu das instituições do Estado a atenção necessária”, afirmou. Segundo Jurema, o arquivamento sem responsabilização mantém uma dívida do poder público com a vítima, os familiares e a sociedade. Ela também avaliou que a demora na investigação comprometeu a busca pela verdade.

 

Antes de ser assassinado, Pedro Henrique denunciou de forma repetida supostos abusos cometidos por policiais militares em Tucano. Entre 2014 e 2018, ele formalizou ao menos quatro representações junto ao Ministério Público relatando episódios de violência e perseguição. As denúncias não resultaram em responsabilizações.

 

Em 2020, um procedimento que investigava as acusações feitas pelo ativista ainda em vida foi arquivado pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), órgão do próprio Ministério Público.

 

Pedro Henrique foi morto após ter a residência invadida por três homens encapuzados. A companheira da vítima afirmou ter reconhecido os invasores como policiais militares, informação que passou a integrar as investigações. 

MP-BA aponta para possível envolvimento de PMs na morte do ativista Pedro Henrique; PGJ recebe Anistia Internacional
Foto: Arquivo pessoal

Ocorrido em dezembro de 2018 no município de Tucano, no Sisal baiano, o assassinato do ativista Pedro Henrique Santos Cruz ainda aguarda um desfecho. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o procedimento investigatório criminal em andamento no órgão, que corre sob sigilo, aguarda o envio de exames periciais pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

 

Em reunião com representantes da Anistia Internacional e parentes de Pedro Henrique nesta terça-feira (16), o procurador-geral de Justiça do MP-BA, Pedro Maia, prestou esclarecimentos sobre as investigações do caso.

 

Os resultados das perícias são indispensáveis para a análise e posicionamento final sobre a morte do ativista. O MP-BA investiga o caso por meio da atuação conjunta do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e da 2ª Promotoria de Justiça de Tucano.

 

Conforme o promotor de Justiça Ernesto Cabral, a principal linha de investigação aponta para um possível envolvimento de policiais na morte do ativista. 

 

“A principal linha de investigação é de um possível envolvimento de policiais. Os depoimentos de uma testemunha indicam três policiais como prováveis suspeitos, mas entendemos que ainda há uma fragilidade probatória. Aguardamos ainda algumas diligências técnicas”, afirmou o promotor, que destacou a prioridade do caso. “O caso de Pedro Henrique é um dos nossos casos prioritários. Nosso objetivo é avançarmos para obtermos mais provas e termos uma maior chance de sucesso”, afirmou.

 

Foto: Humberto Filho

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

De acordo com Pedro Maia, uma equipe da Procuradoria-Geral de Justiça irá a Tucano com o objetivo de promover audiência pública para colher mais elementos que possam contribuir com a elucidação do crime. 

 

“Registro minha absoluta solidariedade a dona Ana Maria Cruz e seu José de Souza, pais de Pedro Henrique. O MP padece com essa grave situação e encaminharemos uma equipe da Procuradoria-Geral para Tucano”, afirmou o PGJ. Ele propôs que representantes da Anistia componham a comitiva que irá ao município. 

 

O coordenador de Direitos Humanos do MP, promotor Rogério Queiroz, informou que o Caodh organizará a audiência pública, em diálogo com a família de Pedro Henrique e sociedade. Informou também que está sendo estruturado o Núcleo de Prevenção a Conflitos Fundiários Envolvendo Comunidades Tradicionais, para mediação, escuta e acolhimento das comunidades eventualmente em conflitos pela posse da terra, e que está sendo elaborada recomendação geral orientando todos promotores de Justiça na Bahia a aderirem aos princípios que balizam os procedimentos que possuam defensores de Direitos Humanos como vítimas. 

 

"Nesses casos, nosso trabalho é feito com foco na celeridade, exaustividade, independência, imparcialidade, participação da vítima e seus familiares, além de transparência. Minha função como coordenador de Direitos Humanos é possibilitar essa escuta e cobrar a atuação, o que farei ao lado das instituições, me colocando à plena disposição dos senhores”, disse.

 

A diretora da Anistia Internacional Jurema Werneck destacou a importância da reunião. “Temos muito apreço a essa audiência, pois é sempre importante a sociedade ter acesso direto à autoridade que cuida dos casos que acompanhamos”, afirmou. 

 

No encontro, estiveram presentes os pais e irmãos de Pedro Henrique, representantes da Rede Observatórios de Segurança, do Quilombo Pitanga dos Palmares, do Quilombo Quingoma, parentes da ialorixá Mãe Bernadete e do jovem Davi Fiúza, ambos mortos em ações policiais, e membros das Defensorias Públicas estadual e federal. 

 

Pelo MP-BA, também participaram a procuradora-geral de Justiça Adjunta, Norma Cavalcanti; o coordenador do Centro de Apoio de Direitos Humanos (Caodh), promotor de Justiça Rogério Queiroz; o coordenador de Centro Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), Hugo Casciano; o coordenador do Geosp, promotor de Justiça Ernesto Cabral; o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), promotor de Justiça Luiz Neto Ferreira; e a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Criança e do Adolescente (Caoca), promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi.

Anistia internacional repudia uso do nome da organização na novela ‘A Regra do Jogo’
Foto: Reprodução
A Anistia Internacional emitiu uma nota oficial de repúdio por considerar indevido o uso do nome da organização no capítulo da novela “A Regra do Jogo” (Rede Globo), exibido nesta segunda-feira (21). “Ao entrar em um presidio de segurança máxima, o protagonista da novela, Romero Romulo, interpretado por Alexandre Nero, se apresenta como advogado de direitos humanos que estaria a serviço da Anistia Internacional. A representação equivocada do trabalho de defensores de direitos humanos na novela tem sido explorado de forma irresponsável e contribuindo para criminalizar o mesmo”, diz o comunicado, acrescentando que “Embora se trate de uma obra de ficção, a novela A regra do jogo, ao usar o nome da Anistia Internacional - uma organização referência e atuante no país, presta um desserviço à consolidação de uma cultura de direitos humanos na sociedade brasileira”.
 

NOTA PÚBLICA: Menção à Anistia Internacional na novela 'A regra do jogo'A Anistia Internacional manifesta total repú...

Posted by Anistia Internacional Brasil on Segunda, 21 de setembro de 2015

Bob Dylan faz seis show no Brasil em abril

Bob Dylan faz seis show no Brasil em abril
Bob Dylan vai fazer uma turnê no Brasil, anunciou nesta quinta-feira (16) a produtora Time For Fun. O cantor e compositor americano fará seis apresentações no país, todas em abril. Dylan canta no Rio de Janeiro no dia 15 de abril (Citibank Hall); em Brasília (17, Ginásio Nilson Nelson); em Belo Horizonte (19, Chevrolet Hall); em São Paulo (21 e 22, Credicard Hall) e em Porto Alegre (24, Pepsi On Stage). 
 
As vendas para os shows no Rio e em São Paulo começam para o público geral no dia 5 de março. Clientes Credicard, Citibank e Diners contam com pré-venda exclusiva entre 27 de fevereiro e 4 de março. Em Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre, as entradas podem ser compradas a partir de 27 de fevereiro. A última vez que Bob Dylan se apresentou no Brasil foi em 2008.
Miley Cyrus, Lenny Kravitz e Seal cantam em disco quádruplo com músicas de Bob Dylan
A gravadora Universal Music vai celebrar o 50º aniversário da Anistia Internacional com o lançamento do álbum ‘Chimes of Freedom’, disco quádruplo em que diversos artistas como Adele, Sting, Elvis Costello, Patti Smith, Pete Seeger, Diana Krall e outros interpretam canções de Bob Dylan. O disco, que chegará às lojas no dia 7 de fevereiro, terá 73 canções (76 na versão digital). ‘Chimes of Freedom’ faz um longo percurso pela música de Dylan, com canções imprescindíveis como ‘Blowin' in the Wind’, gravada por Ziggy Marley. 
 
Outras versões que devem surpreender são ‘Knockin' on Heaven's Door’, a cargo do produtor RedOne e do músico Nabil Khayat, e ‘Like a Rolling Stone’, cantada por Seal e Jeff Beck. No disco comparecem artistas tão ilustres e diversos como Mark Knopfler (‘Restless Farewell’), Lenny Kravitz (‘Rainy Day Woman Nº 12 & 35’), Jackson Browne (‘Love Minus Zero/No Limit’), Joan Baez (‘Seven Curses’), Ke$ha (‘Don't Think Twice, It's All Right’) e Miley Cyrus (‘You're Gonna Make Me Lonesome When You Go’).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vem aí a estreia das campanhas políticas de 2026, mas, antes de conhecer o elenco, é preciso entender o enredo. Aqui na Bahia, os ventos bons parecem mudar de lado. É o que prova a relação de Card e Pernambucano estar mais tranquila que a de Galego e Correria. Mas ninguém vive mais leve atualmente do que Ottinho - ou mais pesado, a depender do ponto de vista. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Hilton Coelho

Hilton Coelho
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos". 

 

Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Podcast

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda
O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (20). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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