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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

O Paraguaçu sob ataque

O rio Paraguaçu é o mais longo rio baiano. Ele nasce na cidade de Barra da Estiva e desagua em Salinas das Margaridas após um longo percurso de cerca de 600 km. Irriga plantações, serve de bebedouro para os animais, fonte de renda para pescadores, corta povoados e cidades, incorpora muitos afluentes e em Cachoeira, já próximo a sua foz, majestoso e imponente, se transforma num imenso lago represado na Barragem de Pedra do Cavalo. Dali manda água para abastecer milhares de pessoas, no interior e principalmente na capital do estado.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

anielle fraco

Em meio ao caso Vinicius Júnior, Brasil busca respostas antirracistas no futebol do país
Vini Jr. denunciou racismo em Valencia | Foto: Reprodução/ Instagram

O mais recente episódio de racismo envolvendo Vinicius Júnior, no Estádio Mestalla, em Valencia, na Espanha, ganhou as manchetes do mundo todo, gerando um grande debate público e consequências diplomáticas entre os governos brasileiro e espanhol. 

 

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, notificou as autoridades espanholas e a La Liga, organizadora do Campeonato Espanhol, contra o caso e ressaltou que a pressão exercida resultou em algumas medidas práticas. 

 

“Nós tivemos algumas vitórias por conta dessa pressão (do governo brasileiro a autoridades espanholas). Eles lançaram o 021, uma espécie de disque-racismo, e queremos ter um disque-racismo aqui até o final do ano, o que seria o nosso 138. Além das prisões que foram feitas”, afirmou a ministra. 

 

No Brasil, um dia antes da partida entre Valencia x Real Madrid, o goleiro Caíque, ex-Vitória e atualmente no Ypiranga-RS, foi vítima de insulto racista por um torcedor do Altos, em Teresina, no Piauí, em partida válida pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. “Já sofri com o racismo em outras partidas e sofro em situações do dia a dia. A gente não aguenta mais isso”, desabafou o arqueiro de 25 anos. 

 

Goleiro Caíque foi revelado pelo Vitória em 2018 (Foto: Enoc Junior / Ypiranga-RS)

 

Ainda neste mês de maio, no dia 7, um torcedor do Athletico-PR imitou um macaco para torcedores do Flamengo, em Curitiba, no Paraná. Para a jornalista Júlia Belas, que escreve sobre futebol feminino para o jornal The Guardian e faz doutorado em Bristol, na Inglaterra, o futebol no Brasil foi usado para promover a ideia de que negros conseguiriam sucesso e que o racismo não existia. Em contato com o Bahia Notícias, Júlia falou sobre o assunto. 

 

“O Brasil é um país que tem um histórico muito forte de negar que o racismo é um problema. Se promoveu institucionalmente o discurso de que havia uma democracia racial no Brasil e que o problema, na verdade, era de classe. O futebol, inclusive, era usado para promover essa ideia - de que negros conseguiriam sucesso e que o racismo não existia. Só que até hoje vemos não só ataques abertamente racistas, como gestos e xingamentos, mas também a própria estrutura do futebol - quando não se encontra, por exemplo, uma diversidade racial em posições de poder, como cargos técnicos, diretorias de clubes e instituições como federações e a CBF”, disse Júlia. 

 

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Júlia Belas é pesquisadora sobre futebol feminino e relações raciais e de gênero

 

Segundo dados do Observatório da Discriminação Racial do Futebol, os casos de racismo no futebol brasileiro aumentaram 40% de 2021 para 2022. Foram de 64 casos para 90. Júlia Belas lembra que, entre 2021 e 2022, os estádios passaram a receber torcedores após a pandemia e essa é uma das principais razões do aumento de casos de racismo, mas existem outros fatores. 

 

"O avanço de grupos de extrema-direita, o embranquecimento do público em arenas e o aumento dos preços de ingressos também acabam influenciando o comportamento racista no futebol. Fora dos estádios, principalmente em redes sociais, esse aumento se dá também pela permissividade e falta de regulação dessas plataformas, que permitem que o discurso de ódio se espalhe. E, com a validação e permissão desses discursos, outros racistas se sentem confortáveis para amplificá-los", explica Júlia. 

 

A Federação Espanhola de Futebol puniu o Valencia com o fechamento parcial do Estádio Mestalla por cinco partidas e impôs uma multa de 45 mil euros ao clube. Anteriormente, a polícia espanhola anunciou que sete pessoas foram presas, três pelo incidente no Mestalla e quatro por terem simulado o enforcamento de um boneco de Vinícius Júnior em janeiro - as prisões aconteceram somente depois que o episódio do Valencia tomou proporções de crise diplomática.

 

Vini Jr. sofreu atos racistas no Estádio Mestalla, em Valencia, na Espanha (Foto: Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images)

 

"Punições mais efetivas são essenciais, não só para aqueles que cometem crimes discriminatórios no futebol, mas também punições esportivas como retirada de pontos de clubes, jogos com portões fechados ou rebaixamento de divisões. No entanto, a sociedade - como um todo - é racista, e o modelo de sociedade em que vivemos é construído em uma base racista. O futebol não é isolado; pelo contrário, muitas vezes ele amplifica certos aspectos. Então, para garantir uma maior segurança e interromper este movimento a curto prazo, a punição é importante. Mas ela precisa ser acompanhada de um movimento de educação, principalmente dos mais jovens, e políticas públicas e privadas que incentivem a diversidade, não só racial, em todos os níveis, do mais básico às posições de poder - no futebol, isso se reflete, por exemplo, em campanhas e políticas para o aumento e incentivo para que pessoas sub-representadas estejam presentes, atuantes e com poder de decisão", diz Júlia. 

 

A jornalista ainda analisa que ter o racismo previsto em lei é importantíssimo porque existe uma fundamentação legal para que o caso seja levado à Justiça, mas pergunta: "e depois?". 

 

"Quem serão os advogados, os defensores públicos? Os juízes e promotores? Quem define, realmente, o que é racismo durante o julgamento, e que tipo de compensação ou punição é justa? Vale lembrar que, no fim das contas, o Brasil é um país estruturalmente racista e, somado a todos aqueles outros fatores que eu já citei, racistas se sentem cada vez mais confortáveis em serem racistas", completou. 

 

O baiano Ednaldo Rodrigues, primeiro presidente negro e nordestino da história da CBF, foi mais uma autoridade brasileira a se manifestar contra os ataques sofridos por Vinicius Júnior. Na terça (23), o mandatário se reuniu com o dirigente máximo da Federação Espanhola, Luis Rubiales, e discutiu a falta de punições contra o racismo no futebol. Ednaldo Rodrigues cobrou da FIFA e das entidades esportivas uma punição e o banimento dos criminosos no esporte.

 

O baiano Ednaldo Rodrigues é o primeiro presidente negro da história da CBF (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

 

Em agosto do ano passado, Ednaldo anunciou, no primeiro Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol, a proposta para perda de pontos em caso de racismo no futebol brasileiro. 

 

"Acredito que somente com pena desportiva diretamente ao clube o racismo e preconceito deixarão o futebol. (...) Vou propor para que o time perca ao menos 1 ponto na competição. Em campeonatos disputados, como o Brasileiro isso pode decidir um título, uma vaga em competição e até um rebaixamento", afirmou o presidente da CBF.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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