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Ivete Sangalo esteve no programa "Angélica ao Vivo", do GNT, na última quinta-feira (24). Na ocasião, a cantora abordou os desafios enfrentados antes de se tornar uma das artistas mais reconhecidas do país, revelando que passou por necessidades financeiras e, aos 17 anos, precisou vender quentinhas para ajudar a família.
A artista explicou que seu pai faleceu e, apenas cinco meses depois, seu irmão morreu em decorrência de um atropelamento, e, após isso, a situação emocional e financeira de sua família decaiu. “Minha mãe deprimida, não tinha condomínio, não pagava luz, não tinha comida; o bicho começou a pegar mesmo. Não tinha dinheiro para pegar um ônibus”, afirmou.
A cantora relembrou um ensinamento aprendido com seu pai, afirmando que ele a orientou a nunca vender o lugar onde morava. Ao buscar por soluções, Ivete explica que sua mãe decidiu penhorar um anel para angariar fundos e, com o dinheiro arrecadado, a família começou a vender “quentinhas”, as famosas marmitas, nas ruas da cidade. “Penhoramos [o anel], pegamos o dinheiro e fizemos compras. Nós botamos em quentinhas que tínhamos em casa e saímos para vender”. A artista, que entregava entre 100 e 150 quentinhas por dia, destacou que esse período de sua vida a ensinou bastante e contribuiu para sua construção como pessoa.
“Minha mãe preparava e a gente fazia a embalagem, colocava no isopor, colocava papelão entre as quentinhas. E eu ia de ônibus, parando, fazia um itinerário. A última quentinha tinha que ser entregue ao meio-dia. Então, às 10h40, a gente saía e eu ia parando nos pontos”, detalhou Ivete.
A cantora destacou que acreditava em um futuro melhor e na “construção de alguma coisa”. “Eu era artista, ainda que não soubesse tanto, eu já era artista, eu gostava de cantar. Eu sentia que aquilo ali era um aprendizado de construção da pessoa que eu queria ser. Aguerrida, olhando sempre para frente, percebendo sempre o lado bom das coisas”, afirmou a artista.
“Era uma menina que eu dizia: ‘bicho, nós já temos o almoço’, a quentinha já gerava o nosso almoço. E aí depois foi gerando a janta. E, quando eu me tornei cantora, eu fiquei submetida muito tempo à administração dessa carreira, porque também estava começando, eu estava aprendendo. E aí, quando eu me dei conta, eu já tinha os meus fãs, já era cantora reconhecida”, finalizou Ivete.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Ele não gosta de toque, sabe? As mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não, ele é cheio de trejeitos, ele não sabe que quando tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que “homem não gosta de toque”, ao falar sobre a evolução do sistema de saúde brasileiro e a resistência de homens ao exame de próstata.