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andre santos negao
O preço dos ingressos para a partida entre Porto Sport Club e Vitória, válida pela terceira rodada do Campeonato Baiano, gerou insatisfação entre torcedores rubro-negros e levou a diretoria do clube do extremo sul a se posicionar. Em entrevista ao Bahia Notícias, concedida nesta segunda-feira (19), o presidente André Santos "Negão", detalhou os custos do evento e a arrecadação obtida no jogo realizado no último domingo (18), em Porto Seguro.
PREÇO ABUSIVO!?????
— Espião do Leão (@EspiaodoLeao) January 18, 2026
O Porto está cobrando R$ 100 para o acesso do torcedor do Vitória ao Estádio Agnaldo Bento pic.twitter.com/fuVGjfxULA
Para o confronto, o Porto estabeleceu os preços de R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia-entrada) — esta última válida para os públicos previstos em lei e também para funcionários públicos municipais, estaduais e federais. Segundo o dirigente, a definição levou em conta os custos operacionais do evento e o impacto limitado da bilheteria no orçamento do clube.
"Para o jogo do Vitória, foram definidos os valores de entrada inteira R$ 100,00 e entrada meia R$ 50,00 (para todos os obrigatórios por lei + funcionários públicos municipal, estadual e federal). Dos valores arrecadados, quase 30% vão para o custeio operacional do jogo, além de custos com segurança privada, staffs, bombeiros civis e infraestrutura, sobrando menos de 45% da renda para o clube, o que não representa muito no orçamento anual. Isso tendo em vista que a renda bruta foi de R$ 73.000,00 e a líquida de R$ 31.000,00", explicou André.
De acordo com o mandatário do Porto, mesmo com a presença de um clube de expressão nacional, a arrecadação líquida não foi suficiente para gerar impacto relevante nas contas do clube. O presidente também contextualizou o modelo de gestão do Porto, que funciona como SAF, e as dificuldades financeiras para manter uma equipe profissional no interior.
"O Porto Sport é uma SAF fundada por pessoas que moram em Porto Seguro, que tinham o desejo de montar uma equipe profissional em retribuição à cidade e aos seus esportistas, mas futebol não é fácil e é caro. Com os valores arrecadados em patrocínios, não se cobre 20% do custo mensal para manter o clube disputando campeonato com a infraestrutura necessária para obter bons resultados, sendo necessário todo mês o aporte dos fundadores", destacou.

Porto e Vitória empataram em 1 a 1 pela terceira rodada do Baianão 2026 | Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
O dirigente destacou ainda que partidas contra clubes do cenário nacional tendem a ser raras no calendário, o que, segundo ele, reforça a importância do apoio local.
"O jogo no Campeonato Baiano contra equipes do cenário nacional, que este ano foi o EC Vitória e no ano que vem será o EC Bahia (times da Série A do Brasileiro), com o novo calendário do futebol brasileiro, acontecerá apenas uma vez no ano, e é preciso também que o torcedor valorize o que o clube vem fazendo pela cidade", frisou André.
O mandatário afirmou que o Porto chegou a considerar a troca do mando de campo para Salvador, no Estádio de Pituaçu, onde a arrecadação poderia ser significativamente maior, mas optou por manter o jogo em Porto Seguro.
"O Porto poderia ter trocado o mando de campo para Salvador, no estádio de Pituaçu, e teria arrecadado dez vezes mais, mas preferimos manter o jogo em Porto Seguro para prestigiar nosso torcedor e o extremo sul da Bahia", revelou.
Na comparação com os preços praticados pelos grandes clubes na capital, o presidente argumentou que valores semelhantes são cobrados em Salvador, mesmo com estruturas financeiras mais robustas.
"Em jogos do EC Bahia e do EC Vitória, em Salvador, os valores passam de R$ 120,00, e esses clubes têm estrutura financeira e lotam seus estádios."
André também lembrou que, em partidas anteriores, o clube acumulou prejuízos e precisou cobrir despesas com recursos próprios.
"Em todos os jogos do ano passado e no primeiro jogo deste ano tivemos saldo negativo, tendo que arcar com as despesas."
Por fim, André Santos reforçou que o Porto busca parceiros e patrocinadores para fortalecer a estrutura e manter a equipe na cidade, apesar de já ter recebido propostas de venda.
"Infelizmente, ainda não temos a estrutura que queremos. Estamos buscando parceiros e patrocinadores para poder fazer o melhor pelo clube e ainda manter a equipe na cidade de Porto Seguro, uma vez que já tivemos proposta de venda do clube, com possível saída da cidade, que imediatamente foi recusada."
"Futebol não é fácil, custa caro, mas vamos continuar tentando fazer o melhor pelo Porto Sport Club e por aqueles que nos apoiam", concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).