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Operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta terça-feira (16) contra empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), resultou na prisão do advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Fausto Filho, 37 anos. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Ele é um dos defensores de André de Oliveira Macedo, o André do Rap. Conhecido líder do PCC, André do Rap está foragido desde 2020 depois que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) cassou o habeas corpus do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que soltou o traficante.
A força-tarefa investiga um grupo envolvido no esquema que atuava para beneficiar empresas ligadas ao PCC em contratos públicos com prefeituras, câmaras municipais e governo do estado. Também há indicativos da corrupção sistemática de agentes públicos e políticos e diversos outros delitos – como fraudes documentais e lavagem de dinheiro.
As suspeitas recaem sobre licitações em cidades como Guarulhos, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Cubatão, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri, Itatiba e outras. A estimativa, segundo o MP-SP, é que os contratos movimentaram R$ 200 milhões.
O MP-SP cumpriu, até o final da manhã, 13 dos 15 mandados de prisão temporária e 42 ordens de busca e apreensão. Dois alvos estão foragidos.
Entre os presos estão três vereadores de diferentes cidades paulistas: Flavio Batista de Souza (Podemos), o Inha, de Ferraz de Vasconcelos, na região do Alto Tietê; Luiz Carlos Alves Dias (MDB), de Santa Isabel, conhecido como “Luizão Arquiteto”; e Ricardo de Oliveira (PDT), de Cubatão, na Baixada Santista, conhecido como “Ricardo Queixão”.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.