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ancelotti brasil
A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti deixou Carlo Ancelotti satisfeito com a resposta da Seleção Brasileira após a atuação contestada na estreia da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador destacou a evolução coletiva da equipe, elogiou a atuação de Matheus Cunha e afirmou que, apesar da classificação encaminhada ao Mata-Mata, o foco segue totalmente voltado para o duelo contra a Escócia.
Autor de dois gols na Filadélfia, Matheus Cunha foi um dos principais assuntos da entrevista. Segundo Ancelotti, a posição ocupada pelo atacante foi pensada especificamente para explorar fragilidades do sistema defensivo haitiano.
"Acho que, para esse jogo, a posição do Matheus [Cunha] era uma boa posição para criar problemas na defesa [do Haiti]. Infiltrou muito bem, entrou na posição dele. Pode ser uma posição, mas, como falei ontem, não quero uma identidade clara. Pode ser que, no próximo jogo, possamos mudar", argumentou.
O treinador também explicou os ajustes promovidos após a saída de Raphinha ainda na primeira etapa. A solução encontrada foi aproximar Vinícius Júnior da faixa central do ataque, enquanto Douglas Santos passou a ter maior protagonismo pelo lado esquerdo.
"Colocamos o Vinícius mais por dentro, deixando o jogo por fora com Douglas Santos, que fez muito bem. Vini é perigoso não só no um contra um, mas também atacando a profundidade. Assim, marcou um gol e deu uma assistência", explicou.
Ancelotti avaliou que a equipe apresentou avanços importantes em relação ao empate contra o Marrocos, especialmente na organização defensiva e na redução dos erros com a bola.
"Era o que esperava desse jogo. Melhorar a qualidade, com menos erros, mais efetividade na frente e mais controle atrás. Acho que, a nível defensivo, foi um bom jogo."
Apesar do placar confortável, o Brasil encontrou mais dificuldades na etapa final, quando o Haiti passou a frequentar mais o campo ofensivo. O italiano atribuiu o cenário às mudanças promovidas pelo adversário e admitiu que a Seleção poderia ter mantido uma intensidade maior.
"Chegaram bastante porque mudaram um pouco o sistema. Tivemos oportunidades no contra-ataque. Poderíamos jogar melhor, com mais intensidade, mas é um momento dentro da Copa do Mundo em que se tem que pensar nos outros jogos", analisou.
Líder do Grupo C após a segunda rodada, o Brasil depende apenas de um empate contra a Escócia para garantir vaga na próxima fase. Ainda assim, Ancelotti descartou qualquer pensamento antecipado sobre o mata-mata e ressaltou a importância de terminar a chave na primeira colocação.
"Não pensamos no mata-mata. Pensamos em jogar bem contra a Escócia e ganhar o jogo. Se possível, chegar na primeira posição do grupo pode ser importante para o futuro", ressaltou o italiano.
O comandante brasileiro também elogiou o trabalho psicológico realizado com o elenco durante a competição. De acordo com ele, a equipe demonstrou maior tranquilidade em campo e conseguiu controlar melhor a partida. Vale lembrar que a atual psicóloga da equipe é Marisa Santiago. Ela trabalhou no Bahia durante um ano e cinco meses, saindo em 2025 para prestar serviços à Seleção Canarinho.
"Ela está trabalhando muito bem conosco. É verdade que hoje a equipe estava mais tranquila e focada no jogo", destacou.
Ao comentar o nível da Seleção em comparação com as principais potências do futebol mundial, Ancelotti reconheceu a força de equipes como a França, mas reforçou a confiança na capacidade competitiva do Brasil.
"Todos os jogos são difíceis. O ranking fala e é óbvio que a França é mais forte que o Haiti, isso é normal. Em todos os jogos, o que pensamos na CBF é que podemos competir com todas as equipes, incluindo a França", concluiu.
Carlo Ancelotti voltará à beira do gramado na próxima quarta-feira (24), quando comandará a Seleção Brasileira diante da Escócia, às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. Após a vitória sobre o Haiti, o Brasil precisa apenas de um empate para garantir a classificação à próxima fase da Copa do Mundo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.