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ana carolina oliveira
Dois candidatos que tiveram os filhos assassinados ainda crianças foram eleitos deputados federais neste domingo (4) após levantarem como bandeira o combate à violência infantil. Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel, recebeu 72.658 votos no Rio de Janeiro, enquanto Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, foi eleita em São Paulo com 246.741 votos.
Henry Borel, filho de Leniel, foi morto em março de 2021, aos 4 anos, pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, que era namorado da mãe da criança. Ele foi condenado por homicídio qualificado, tortura e coação de testemunhas. Henry deu entrada no hospital com múltiplas lesões internas e em parada cardiorrespiratória.
Leniel foi o quarto candidato mais votado do Progressistas no Rio de Janeiro, atrás de Dr. Luizinho, que recebeu 213.904 votos e foi o mais votado no estado; Delegado Felipe Curi, com 133.626; e Renato Cozzolino, com 84.516.
Já a morte de Isabella Nardoni, aos 5 anos, em março de 2008, marcou o país. A menina foi jogada da janela do quarto do apartamento da família, na Zona Norte de São Paulo, após o corte de uma rede de proteção. Isabella caiu no gramado e foi socorrida por bombeiros, que tentaram reanimá-la, mas ela chegou morta ao hospital.
O pai da menina, Alexandre Nardoni, e sua então companheira, Anna Carolina Jatobá, foram acusados pelo assassinato e posteriormente condenados.
Ana Carolina Oliveira tem como bandeira a defesa de pessoas vítimas de violência. No Podemos, ficou atrás apenas do Delegado Palumbo, que recebeu 303.271 votos. A entrada na política ocorreu após o assassinato da filha. Antes de ser eleita deputada federal, ela também conquistou uma vaga como vereadora de São Paulo.
Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, menina morta pelo pai e pela madrasta aos 5 anos em 2008, contou, nesta terça-feira (17), em entrevista a TV Bandeirantes, como o filho Miguel, de 8 anos, reagiu ao descobrir sobre o assassinato da irmã.
Segundo Oliveira, o menino teve uma crise após ler na internet detalhes sobre o crime. “Meu filho achou que meu marido iria matá-lo. Ele viu na internet que o pai da minha filha matou ela. Então tive que explicar que os pais não fazem isso, que isso não é normal, que isso não é comum”, revelou Oliveira.
De acordo com ela, ela não estava presente no momento em que isto ocorreu. Foi o marido quem a contou, após ela chegar em casa. “Imagine como o meu marido, que não faz parte dessa história, se sentiu. Como tive que tratar com meu filho sobre uma história que não pertence a ele. É doloroso ter que viver isso dentro de casa”, contou Ana Carolina.
Após o assassinato de Isabella, Ana Carolina teve dois filhos: Miguel, de 8 anos e Maria Fernanda, de 4.
Isabella, a filha de Ana Carolina, morreu em 2008, aos 5 anos, após ser jogada pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, da janela de um apartamento da capital paulista. A menina foi agredida pelo casal e jogada pela janela do sexto andar, para simular um roubo.
Em maio deste ano, Alexandre Nardoni foi solto, após cumprir 16 anos da pena de 31. Ele agora está em regime aberto, graças ao sistema de progressão de pena. No último dia 11, Alexandre foi liberado pela Justiça de São Paulo a passar o ano novo na casa da família, em Guarujá, no litoral paulista.
Em outubro, Ana Carolina foi eleita vereadora pela cidade de São Paulo, pelo PODEMOS. Ela foi a segunda candidata mais votada da capital paulista, obtendo um total de 129.563 votos, ou 2,24% dos votos válidos.
A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, reagiu aos rumores de que Suzane Von Richthofen pretende homenagear sua filha dando o mesmo nome ao bebê que está esperando.
Durante sua participação no podcast do deputado federal Delegado Palumbo, Ana Carolina criticou a suposta homenagem. "Minha filha não precisa da sua homenagem. Ela precisa de homenagem minha. Ela precisa de uma homenagem boa. Ela precisa de homenagem de pessoas que tem referência, não você", alegou no discurso.
Ela continuou afirmando que poderia colocar o nome que quisesse na filha. "Você tem o direito de colocar o nome da sua filha de Isabella, que essa criança seja muito bem cuidada, coisa que você não conseguiu fazer com os seus pais. Que essa criança tenha uma boa referência, aparecer de ela já carregar o fardo de ser filha de uma pessoa que cometeu um crime como você".
Ana Carolina Oliveira fala sobre "homenagem" de Suzane von Richtofen pic.twitter.com/2L1KMVA7u1
— WWLBD ????? (@whatwouldlbdo) September 4, 2023
"Acho que você tem os seus direitos, como eu tenho os meus. Homenagear a minha filha? Esquece. Sai dessa, põe o nome da sua filha de Isabela, direito seu. Beleza, valeu. Agora, homenagem? Homenagem? Meu amor, procura outra desculpa, porque não dá", finalizou.
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