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amanda tropicana
A Fundação Pierre Verger, localizada no Centro Histórico de Salvador, abre nesta quinta-feira (12), às 18h30, a exposição fotográfica “Raízes”, da fotógrafa baiana Amanda Tropicana. Com registros das comunidades quilombolas de Caetité, no sudoeste da Bahia, a mostra integra o projeto “16 Ensaios Baianos” e possui um catálogo de 54 páginas, no formato 15x15, editado pela própria institução.
Com o objetivo de dar visibilidade à realidade e à luta das comunidades quilombolas, a exposição traz imagens dos quilombos de Lagoa do Mato, Vereda dos Cais e Sapé, localizados a cerca de 600 km de Salvador. Esta é a terceira edição do projeto, que já contou com os ensaios “Vaqueirama”, de Ricardo Prado, e “Herança do Pai”, de João Machado.
As fotografias, que destacam a resistência e as necessidades dessas comunidades, estarão à venda durante o período da exposição. Os lucros da comercialização serão revertidos diretamente para as comunidades retratadas, descontados os custos de impressão. As comunidades também receberão exemplares do catálogo Raízes.
A entrada para a exposição é gratuita e o público poderá visitá-la até o sábado (14). Mais informações podem ser obtidas no site oficial da Fundação Pierre Verger.
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A fotógrafa Amanda Tropicana foi convidada para expor seu trabalho no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e participar da exposição “Entreatos Capítulo III: Fotografia”, onde mostra a sua obra Flores ao Mar, criada em 2013 na Ilha de Itaparica. A artista carioca, radicada em Salvador, é conhecida por focar seus trabalhos na cultura baiana, trazendo festas populares desta região. No mês passado, Tropicana havia sido chamada para apresentar seu trabalho na mostra “Retratos do Dois de Julho”, que ocorreu no Aeroporto Internacional de Salvador.

“Há 18 anos fotografo e desde sempre tracei planos, mesmo sabendo que a menina carioca suburbana que veio morar na terra de seus pais ainda criança teria que fazer tudo dobrado para alcançar sonhos. Venho de uma família que só a partir da minha geração pôde viver pra estudar e ter tempo de sonhar, mesmo tendo começado a trabalhar ainda na adolescência. Um dos meus sonhos profissionais está sendo realizado (...). Eu achava que só meus netos veriam uma foto minha no museu e talvez eu nem alcançasse ver isso chegar (...). Estou viva, muito viva e vendo isso se realizar”, comemorou a artista em um post em seu perfil nas redes sociais.
Amanda já participou de outros eventos fotográficos, colaborando com oficinas e palestras, e já teve seus trabalhos divulgados no site da National Geographic Brasil. Ela também se destacou em veículos impressos, como a revista alemã SportBild e nas revistas brasileiras Cláudia e Caras. Atualmente, a fotógrafa ensina em workshop de fotografia documental, além de trabalhar em produções de audiovisual da Netflix Espanha e Globoplay.
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