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alexandre santini
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, manteve, durante o período em que Jair Bolsonaro ocupou a Presidência, relações com pessoas interessadas em tratar de demandas junto a órgãos do governo federal e tribunais. Segundo apuração do PlatôBR, parte dessas relações é mencionada em mensagens, áudios, documentos e fotografias que foram reunidos por Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e amigo de Flávio.
De acordo com o portal, os registros foram entregues por Santini a pessoas em Brasília durante um período de conflito com o senador. O material inclui relatos sobre festas com garotas de programa, presentes de alto valor recebidos de pessoas que atuavam como lobistas junto ao governo federal e uma tentativa de levar a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) uma demanda relacionada a um cliente.
A apuração também aborda a relação entre Flávio e Santini, que foram sócios de uma franquia da Kopenhagen em um shopping da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A empresa, registrada como Bolsotini Chocolates e Café Ltda., foi relacionada às investigações sobre o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investigou a utilização da loja no contexto das apurações sobre a suposta apropriação de parte dos salários de funcionários do gabinete. Posteriormente, as investigações foram arquivadas por decisão judicial. A loja foi fechada, mas a relação entre Flávio e Santini continuou até o rompimento entre os dois.
CONFLITO ENTRE EX-SÓCIOS
Segundo o PlatôBR, o rompimento ocorreu há pouco mais de três anos, quando Santini passou a cobrar de Flávio um pagamento que, segundo ele, seria devido. A partir disso, o ex-sócio passou a reunir e divulgar informações sobre o período em que manteve relação pessoal e empresarial com o senador.
Parte desse material já havia sido apresentada anteriormente. A apuração publicada pelo PlatôBR acrescenta outros documentos e relatos, entre eles referências a festas com garotas de programa, uma declaração atribuída a Flávio sobre a participação nesses encontros, presentes de alto valor pagos por pessoas que mantinham relações de lobby com o governo federal e uma tentativa de intermediação de interesses junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.
Segundo a reportagem, esses registros foram utilizados por Santini durante o conflito com o ex-sócio e teriam sido apresentados a pessoas ligadas à política em Brasília.
RELATOS À MULHER DE FLÁVIO
A relação entre Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini teria se deteriorado durante a campanha eleitoral de 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a reeleição. Segundo o PlatôBR, a divergência entre os dois envolvia questões financeiras.
Durante o conflito, Santini procurou Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, e relatou episódios envolvendo a vida pessoal do senador. De acordo com a reportagem, ele também apresentou a ela registros que indicariam a participação de Flávio em encontros privados com garotas de programa.
O próprio Santini teria organizado parte desses encontros. Ainda segundo o PlatôBR, os gastos teriam sido pagos com recursos que circulavam entre os dois durante o período em que mantiveram a sociedade na loja de chocolates.
A reportagem relaciona esses recursos às investigações sobre as chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual. As apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) foram posteriormente arquivadas por decisão judicial.
O empresário Alexandre Santini, ex-sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na franquia da Kopenhagen que foi investigada no caso das rachadinhas, publicou uma mensagem no Instagram sugerindo que um integrante da família Bolsonaro cometeu crimes e poderá ser preso no futuro.
Santini não cita o nome de nenhum Bolsonaro em específico, mas diz não se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O empresário menciona um pedido de cidadania italiana e a “força política” no Rio de Janeiro. Ele e Flávio estão rompidos. As informações são do portal de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
“Conexão RJ – BSB… A questão é ser ‘HONESTO’, e não ‘Direita ou Esquerda’… Não estou falando de ‘J.B’… Vieram te buscar, mas conseguiu correr… Não adianta tentar escapar, tudo é questão de tempo, pois provas não faltam para seus inúmeros ‘crimes na política’ que vão te levar para a PRISÃO”, diz um trecho da postagem, ilustrada com a foto de um agente da Polícia Federal dentro de um avião.
“Acredite e aceite, no RJ e MP sua ‘força política’ já não é a mesma… Cidadanias italianas ainda não concedidas… Aonde será [sic] suas próximas longas férias, a sua sonhada cidadania não será necessária, tão pouco [sic] seu ‘foro privilegiado’, e terá tempo para refletir sobre seus inúmeros erros. Um conselho: ‘Brasília não é para Amadores’, finaliza Santini.
A publicação foi postada no perfil de Santini no Instagram. A página é restrita para amigos.
Santini foi apontado como o “sócio laranja” de Flávio Bolsonaro na franquia da Kopenhagen que o senador mantinha em um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O Ministério Público afirmava que a loja era usada por Flávio para lavar dinheiro no esquema da rachadinha.
A denúncia contra Flávio foi rejeitada pela Justiça do Rio de Janeiro, em maio do ano passado. O Ministério Público apresentou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em fevereiro, para tentar retomar as investigações contra o senador.
O empresário não foi localizado para comentar a postagem. As investigações contra Santini também foram encerradas a mando da Justiça.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.