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alerta vermelho
A cidade de Salvador apresentou o cenário mais crítico entre as capitais do Nordeste, reunindo as condições mais favoráveis para a transmissão de arboviroses em razão do clima propício à proliferação do vetor. A constatação foi feita por meio do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O levantamento, acessado pelo Bahia Notícias, mostra que as condições climáticas estão favoráveis ao aumento da população do mosquito transmissor. Os indicadores apontam que a capital baiana está em alerta vermelho para a transmissão de arboviroses. Entre elas, a dengue está em alerta laranja, indicando transmissão aumentada e sustentada.
Segundo o boletim, o clima na cidade permanece favorável, com temperatura mínima de 23,5°C, acima do limite de 23°C. No entanto, o cenário da chikungunya é ainda mais preocupante. A doença apresentou incidência de 9,2 por 100 mil habitantes, valor que supera amplamente o limiar epidêmico de 3,7, colocando Salvador em nível máximo de alerta.
A capital baiana ocupa a segunda posição em número absoluto de casos, com 1.261 registros. O cenário é considerado preocupante, pois o total de casos quase quadruplicou em relação ao ano passado, quando foram contabilizados 352 casos. Salvador fica atrás apenas de Recife (PE), que lidera em volume de notificações, com 1.306 casos registrados, embora tenha apresentado redução em relação aos 1.488 casos de 2025. Em seguida aparece São Luís (MA), com 702 casos, um leve aumento em comparação aos 662 registrados em 2025.
Entretanto, quando considerada a taxa de incidência (casos por 100 mil habitantes) e o nível de risco imediato, Salvador lidera o ranking, com incidência de 9,2. Maceió ocupa a segunda posição, com incidência de 7,6 na Semana Epidemiológica (SE) 29, apesar de estar em nível verde, após ter deixado o alerta vermelho na SE 28.
Recife e São Luís estão em alerta amarelo. A capital pernambucana registrou incidência de 2,7, mesmo índice observado na capital maranhense durante a SE 29. De forma geral, além de Salvador, Recife (PE) e São Luís (MA) também apresentam indicadores acima dos observados nas demais capitais nordestinas.
NÍVEL LARANJA PARA DENGUE
O nível de alerta laranja é estabelecido quando a probabilidade de a taxa de transmissão ser superior a 1 — indicador de crescimento dos casos — ultrapassa 95% por três semanas consecutivas ou mais. Na SE 29, a incidência de dengue em Salvador foi de 10,9 casos por 100 mil habitantes.
Embora esse índice esteja abaixo do limiar epidêmico da cidade, fixado em 15,8, ele permanece significativamente acima do nível pré-epidêmico, de 3,7, confirmando a circulação ativa do vírus. A capital já estava em nível laranja na SE 28, após permanecer em alerta amarelo nas semanas epidemiológicas 26 e 27, conforme aponta o estudo.
Nas demais capitais analisadas — Aracaju, João Pessoa, Maceió, Natal, Fortaleza e Teresina — a classificação é de nível verde, indicando condições climáticas desfavoráveis à transmissão das arboviroses, seja em razão das temperaturas mais baixas ou da baixa umidade.
O Instituto Nacional de Meteorologia (IMNET) emitiu um aviso meteorológico de nível vermelho classificado como de grande perigo para esta segunda-feira (05) com início programado para um minuto após a meia-noite e término na terça-feira (06) prevendo volumes pluviométricos superiores a 660 mm/h ou acima de 100 mm/dia.
A intensidade das precipitações eleva drasticamente o risco de grandes alagamentos e o transbordamento de rios atingindo diretamente as bacias hidrográficas da região além de aumentar a probabilidade de grandes deslizamentos de terra.
Imagem do mapa das áreas afetadas | Foto: Reprodução / IMNET
Com risco em encostas e áreas de risco geológico já identificadas pela defesa civil o que demanda monitoramento constante por parte das autoridades competentes e da população residente nestas áreas vulneráveis
Como medida de precaução as instruções oficiais orientam que os cidadãos desliguem os aparelhos elétricos e o quadro geral de energia para evitar curtos-circuitos ou descargas elétricas durante o temporal e que permaneçam em locais abrigados e seguros evitando transitar por áreas alagadas.
ALERTA AMARELO
Em outras partes do interior da Bahia desde o sudoeste baiano até o oeste foi emitido o alerta amarelo, indicando "Perigo Potencial" entre segunda-feira (05) até quarta-feira (07), onde a previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h).
Apesar de atingir a maioria do estado, não é de alto risco como no extremo sul da Bahia. Em cenários de "Grande Perigo", como o alerta vermelho, é previsto inundação iminente a orientação é proteger pertences pessoais e documentos importantes envolvendo-os em sacos plásticos para evitar perdas materiais.
Qualquer sinal de movimentação de terra ou alteração estrutural em residências a população deve acionar imediatamente a defesa civil.
A Bahia entrou, nesta sexta-feira (22), na lista de estados em “alerta vermelho” do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a onda de calor que atinge o interior do país. O fenômeno atinge 12 unidades federativas do Brasil.
Até a quarta (20) desta semana, o alerta atingia apenas nove estados. Além da Bahia, Maranhão e Distrito Federal também foram incluídos na lista.
No caso da Bahia, a região em risco será o oeste do estado. Não há registros sobre fortes aumentos na capital baiana.
O instituto também estendeu o alerta até a próxima terça-feira (26).
Confira a lista das cidades em alerta vermelho:
Bahia;
Distrito Federal;
Goiás;
Maranhão;
Mato Grosso;
Mato Grosso do Sul;
Minas Gerais;
Pará;
Paraná;
Rio de Janeiro;
Tocantins;
São Paulo.
O Inmet também alertou que o código vermelho aponta para um forte risco de danos à saúde humana, inclusindo mortes.
Ainda de acordo com o Inmet, a onda de calor atípica vai chegar ao ápice, com prováveis recordes, no fim de semana. A elevação dos termômetros tem relação direta com o El Niño, que está muito mais rigoroso neste ano pela Crise do Clima (causada pela emissão de gases de efeito estufa).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.