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O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira (19) que a chamada “Casa da Direita”, localizada em Irecê, foi alvo de vandalismo. A declaração foi publicada nas redes sociais do parlamentar, após a divulgação de imagens do espaço com uma pichação contendo a frase “Sem Anistia”.
Ao comentar o episódio, Alden classificou o ato como uma tentativa de intimidação política e disse que situações como essa não representam a democracia. “Discordar faz parte da democracia. Debater faz parte da democracia. Protestar de forma pacífica faz parte da democracia. Mas, vandalizar patrimônio privado? Intimidar? Tentar calar quem pensa diferente? Isso não é democracia. É intolerância política, e quer saber o mais curioso? Os mesmos que falam em ‘amor’, ‘tolerância’ e ‘diálogo’ muitas vezes são os primeiros a atacar quando encontram alguém que pensa diferente”, disse.
“Mas, quero deixar um recado muito claro: Não vão nos intimidar, não será tinta em portão, não será vandalismo, não será pressão política. A Casa da Direita vai continuar aberta”, acrescentou o deputado.
Segundo os responsáveis pelo espaço, será registrado um boletim de ocorrência junto às autoridades competentes para apuração do caso e identificação dos autores do ato.
As chamadas “Casas da Direita” vêm sendo implantadas em diferentes municípios baianos por grupos ligados ao movimento conservador.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria na Câmara, confirmou em suas redes sociais que já recolheu, até esta terça-feira (6), um total de 229 assinaturas em apoio à criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar possíveis crimes financeiros cometidos pelo Banco Master. Até agora 196 deputados e 33 senadores já assinaram o requerimento.
Dos 39 deputados da bancada da Bahia na Câmara, apenas Capitão Alden (PL) assinou o requerimento para criação da CPMI. Alden é o vice-líder da Oposição na Câmara. Entre os senadores baianos, nenhum assinou o pedido.
Carlos Jordy disse que continuará coletando assinaturas nos próximos dias, apesar de já ter conquistado o número suficiente de apoios para dar entrada no pedido de criação da CPMI. Um requerimento desse tipo precisa de, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
O requerimento só deve ser avaliado a partir de 1º de fevereiro, quando o Congresso Nacional iniciar os trabalhos do ano de 2026. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se acolhe o pedido e instala a comissão.
A justificativa apresentada pelo deputado Carlos Jordy tem como pano de fundo a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação revelou um esquema de fraudes no Banco Master estimado em R$ 12 bilhões, com uso de empresas de fachada, emissão de títulos sem lastro e participação de servidores públicos.
A partir da operação da PF, que resultou na prisão do seu proprietário, Daniel Vorcaro, o Banco Central decidiu pela liquidação do Banco Master. Segundo o requerimento de criação da CPMI, o banco teria sido usado como canal de lavagem de dinheiro por facções criminosas.
Além das fraudes, o requerimento para investigar as fraudes indica conexões entre o Master e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes. O documento menciona o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
De acordo com a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o contrato entre a esposa de Moraes e o Banco Master previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, por um período de 36 meses.
O deputado federal, Capitão Alden (PL), informou nesta segunda-feira (2), que apresentou um requerimento à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara dos Deputados, pedindo a realização de uma reunião, junto a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e autoridades públicas, para debater o papel do governo do estado no enfrentamento de organizações criminosas e facções na Bahia. O pedido do deputado foi aprovado pela comissão na última reunião, que aconteceu na última terça (26).
“Não é apenas uma visita para passear ou para simplesmente colocar mais lenha na fogueira, nós queremos saber temperatura, mas principalmente ter a disposição por parte do governo do estado e confirmar algumas informações que nós já temos o do ministério da justiça, disse alden, durante entrevista ao Bahia Notícias no Ar, do Salvador FM, com os apresentadores Maurício leiro e Rebeca Menezes.
O parlamentar detalhou que a reunião de visita da comissão de segurança também prevê a verificação da quantidade de recursos destinados nos últimos anos na Bahia ao combate da violência na Bahia.
“Não é apenas a vinda da polícia federal que vai minimizar a questão da violência aqui no estado, eu tenho outros pontos extremamente importantes”, afirmou, citando como exemplo a quantidade de agentes da polícia em atividade.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.